Demora em exames, falhas de segurança na medicação e retenção de prontuário no hospital

Não respondida
São Paulo - SP
09/08/2026 às 00:13
ID: 255978057
Minha mãe ficou internada no Hospital e Pronto Socorro Portinari com suspeita de trombose venosa profunda. Ficamos mais de 15 dias aguardando um simples exame de ultrassom das pernas para fechar o diagnóstico, sem qualquer resposta concreta do hospital.
Durante a internação, também foi identificada uma infecção urinária grave. Antes de solicitarmos a alta, a equipe médica nos informou que essa infecção já estava tratada.
Um ponto que nos preocupou muito durante toda a internação: a equipe de enfermagem aplicava medicamentos na minha mãe sem informar quais eram, e sem sequer perguntar o nome da paciente antes de aplicar. Quando questionávamos quais remédios estavam sendo dados, a resposta era sempre "protocolo interno do hospital". Não confirmar a identidade do paciente antes de administrar um medicamento é uma falha básica de segurança é assim que ocorrem trocas de medicação e erros graves entre pacientes internados.
Diante da demora sem previsão para o exame, precisei solicitar por escrito uma cópia do prontuário médico completo, para poder transferir minha mãe e dar continuidade ao tratamento em outro lugar. O hospital respondeu que o prazo de entrega seria de 30 dias úteis e ainda exigiu o pagamento de uma "taxa de seguro" de R$ 300,00, em dinheiro, para retirar um documento que é da própria paciente.
Diante da falta de solução, precisei chamar a Polícia Militar dentro do próprio hospital. Na ocasião, o próprio enfermeiro responsável pelo setor administrativo informou à polícia que o prazo interno do hospital para entrega do prontuário é de 24 horas a 15 dias completamente diferente dos 30 dias úteis que nos passaram por escrito.
Sem alternativa, e já orientados de que a infecção estava tratada, minha mãe precisou assinar alta a pedido. Porém, em nenhum momento o médico explicou por escrito o estado clínico dela, nem os riscos de deixar o hospital o campo do próprio formulário do hospital destinado a esse esclarecimento foi entregue em branco.
Dois dias depois, minha mãe passou mal (queda de pressão) e precisamos levá-la a outro hospital. Um exame de urina mostrou que a infecção urinária não estava tratada pelo contrário, estava com sinais claros de infecção ativa. Poucos dias depois, ela precisou ser internada novamente por infecção urinária em outra unidade, e a equipe médica de lá teve que pedir ao Hospital Portinari o relatório do tratamento anterior, porque nós ainda não tínhamos recebido nada.
Resultado: minha mãe teve o direito de saber sobre sua própria saúde negado repetidamente, foi medicada sem confirmação de identidade e sem informação sobre os remédios aplicados, recebeu alta sem esclarecimento adequado, foi informada erroneamente de que estava curada de uma infecção que na verdade se agravou, e até hoje o hospital não entregou o prontuário completo, mesmo após acionamento da polícia.