Maternidade Salvalus - Violência Obstétrica

Não resolvido
Ferraz de Vasconcelos - SP
04/10/2023 às 15:38
ID: 173034699
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesMeu relato será sobre o que seria o dia mais feliz e importante da minha vida e meus familiares. Tive uma experiência traumatizante no hospital e maternidade Salvalus, do grupo Hap Vida NotreDame Intermédica. Dia 05/06/******* as 7:00 da manhã, minha bolsa estourou em casa. Eu sou mãe de segunda viagem, minha filha mais velha tem 10 anos de parto normal. Como eu sabia que o BB não iria nascer logo, me levantei, tomei um banho, tomei cafe as 8:30, e umas 9:00 eu e meu esposo pedimos um Uber e fomos para a maternidade. Chegamos as 10:00, onde já me colocaram pra dentro pra passar na triagem e meu marido abrindo a ficha, a médica de plantão me chamou era umas 10:20, me examinou, fez os papéis da internação junto com os pedidos de exames de cardiotoco e de sangue.
Quem já foi até o PS ginecológico, sabe que fica umas cadeiras, poltronas pras mulheres aguardarem sem o acompanhante, esse fica lá fora na recepção onde abre a ficha, o acompanhante só entra na hora de passar com a médica. E a equipe de enfermagem fica no mesmo lugar, lá no fundo, onde tem as cadeiras de cardiotoco e os leitos das mulheres que já estão pra ter o BB.
Bom, entreguei os papéis para a enfermeira e aguardei, imaginei que seria algo rápido, pois precisava de acompanhamento do BB. Porém isso não aconteceu, fiquei mais de 5 horas plantada em frente das enfermeiras, sem ao menos elas olharem para mim, minhas contrações já estavam bem mais doloridas e começando a ficar ritmadas, detalhes importante, ao passar com a médica pela manhã ela realizou o exame de toque que é pra saber a dilatação do colo, já estava com 3 dedos. Pois bem. Meu marido reclamando lá fora e eu com dor lá dentro, questionei algumas vezes se não iriam me atender, ao menos fazer o exame do BB, pois eu praticamente já estava sem líquido,que já estava saindo sangue. E lá pras 16 horas mais ou menos uma enfermeira de nome Taís, veio até mim e falou que iria fazer a minha internação, me levou até o leito, me entregou a camisola pediu para me trocar, meu marido entrou e ficou lá CMG. Fizeram a coleta do sangue e colocaram o cardiotoco, porém deu uma alteração, pois estava com a glicose muito baixa, lembrando que eu estava de jejum pois havia tomado café as 8:30 em casa. Colocaram soro glicosado na veia e logo após, colocaram de novo o cardiotoco, porém a máquina estava sem papel, então não foi feito, vieram e colocaram de novo, mas não sabiam nem trocar o rolo do papel do aparelho, colocaram de novo e não funcionou. E eu já com muita dor, que não estava nem mais pensando direito. Na última vez que colocaram o aparelho a enf colocou tanto gel que ficou deslizando na minha barriga e a gênia teve a brilhante ideia de pedir ao meu marido ficar segurando o negócio na minha barriga. Gente como isso pode acontecer?? Uma pessoa leiga de tudo, ficar segurando um negócio em uma mulher parindo com dor. Nisso já era umas 17 e pouca. Foi quando eu pedir para uma enfermeira realizar o exame de toque novamente para ver quantos dedos já tinha dilatado e para a minha triste surpresa e erro dessa enfermeira de nome Márcia, diz que estava com 4 dedos. Como que eu estava apenas com 4 dedos sendo que de manhã eu já estava com 3?? Fora a desorganização que é aquele lugar, eu sei que passei por 3 troca de plantão das enfermeiras e 2 de médicos. Quando era umas 18 e pouca com o resultado do último cardiotoco veio uma enf acompanhada da médica de plantão, que olhou pra mim e meu marido e falou " houve uma alteração no exame, será necessário fazer uma cesárea de urgência". Eu já disse, tive um parto normal pelo SUS e eu queria o parto normal de novo. Nunca quis cesárea, eu jamais quis, nunca foi meu desejo minha vontade. Eu e meu marido nos preparamos durante os 9 meses para o parto normal, minha gestação foi maravilhosa, foi divina, tudo para o parto normal. Enfim, subimos para o CC, lá as coisas aconteceram tão rápido que não dava para saber o tempo exato, sei que entrei na sala, e meu marido ficou na porta pois, pediram para ele aguardar pois iam fornecer os aparamentos para vestir, e nisso já me posicionaram para a raqui, me deitaram, a médica chegou se apresentou, e o anestesista disse "já começou" e eu como, "cadê meu marido" "cadê o Alan" "chama o Alan" saiu a enf atrás dele, ele nem trocado estava, deixaram ele lá plantado esperando. Nesse meio tempo, dentro do CC, eu ouço a médica chamando pessoas para ajuda-la a tirar o BB, pois e estava encaixado. Nisso eu olho e meu marido entrando, quando ele chegou perto de mim ele disse "já nasceu, ele é lindo, estão limpando ele" meu marido não viu seu filho nascer.
Ele ficou nem 5 minutos perto de mim, já mandaram ele sair, pra poderem me costurar. Depois a médica de nome Jessica, falou comigo, e disse o que aconteceu. Teve complicação no parto, pois o bebê estava encaixado e ela teve que puxar para sair nisso o meu útero foi lacerado perdi muito sangue e colocaram antibiótico na veia na hora para não correr o risco de ter bactéria no sangue.
Eu estava anestesiada não tinha noção da gravidade do que aconteceu. O bebê nasceu graças a Deus saudável e grande, ele ficou comigo o tempo todo. Fomos para a sala para aguardar a anestesia passar, fui para lá era umas 19 pouca e subi para o quarto as 2 da manhã do dia 6. Nesse período todo, o meu marido não tinha notícias nossas. Ele ia toda hora perguntar, e a enf ainda debochou e falou "tem alguém ansioso para ver vcs" óbvio que estava. Meu Deus que comentário infeliz.
Fomos para o quarto, até aí tudo ok. Faziam coletas de exames para monitorar a bactéria. Até que no dia 7 dia da minha alta, a médica que fez o parto dra Jéssica, estava fazendo as rondas, ela me contou tudo de novo o que aconteceu e perguntei se dava pra saber quantos dedos estava dilatado, ela disse que já estava com 8 dedos. Fiquei chocada e triste. Pois a enf minutos antes de subir para o CC ela disse que estava com 4 dedos. Como isso gente?? Como que isso pode acontecer??
Um hospital, aliás um convênio pode ter tanto descaso, tanta negligência por parte de todos dessa forma. E pra piorar no msm dia 7, a Dra disse que talvez eu não poderia ter alta,pois como perdi muito sangue fiquei com anemia grave, que eu teria que fazer transfusão de sangue. GENTE, PELO AMOR DE DEUS, EU ENTREI NO HOSPITAL QUE EU CONFIEI PARA DAR A LUZ AO MEU FILHO E SAI DE LÁ ANÊMICA, TENDO QUE TALVEZ FAZER TRANSFUSÃO DE SANGUE. eu comecei a chorar, chorei muito. Meu BB já tinha tido alta da pediatra pq nasceu perfeito com a permissão de Deus. Ela não sei se sensibilizou ou sei lá. Disse com essas palavras " olha vou pedir para refazer seu exame, talvez o laboratório pode ter errado. Vamos refazer e ver como vai ser." Como assim?? Sempre há erros nesse hospital, em todos os lados.
Refizeram e mais tarde ela veio com o resultado e disse, " vc está msm com anemia, mas vamos conseguir tratar em casa, vai fazer administração de noripurum nos centros clínicos durante 1 mês"
Enfim, tivemos alta eu e meu BB no dia 7. E viemos embora pra casa, era tudo que eu mais queria ir embora daquele lugar.
Foram mais de 2 meses, sem fazer nada, sem poder pegar meu filho direito, sem poder dar banho nele. Tive que mudar minha vida totalmente por conta de erros atrás de erros, negligência atrás de negligência, fora a violência obstétrica que sofri desde o momento que coloquei meus pés naquele lugar.
Hoje eu falo sem chorar muito, mas ainda choro ao lembrar de tudo que passei e ainda passo. Sinto dores na região da cesárea, não tenho força no abdômen pra poder levantar sem apoio. Enfim, fiquei com cicatriz na pele e na minha alma. Cicatrizes e dores que eles poderiam ter evitado. Poderiam, mas não fizeram. Preferiram o descaso.
A Dra Jéssica ela foi muito atenciosa, e a equipe que a acompanhou na cirurgia, erraram ao não chamaram meu marido a tempo de ver o próprio filho nascer, que foi uma escolha nossa desde o início da gestação. Ele iria me acompanhar em todoa os momentos. Principalmente esse.
Enfim.
O que eu desejo com tudo isso. Que outras mães, outras famílias não passem por isso. Que esse convênio, que esse hospital, sejam mais prudentes ao contratar profissionais que lidaram com vidas.
Pq ali me parece mais um açougue que um hospital.
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Consideração final do consumidor
09/01/2025 às 18:42
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O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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