Paciente oncológica relata caos, demora excessiva e mau atendimento no Hospital Salvallus

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São Paulo - SP

18/07/2026 às 13:40

ID: 254246317

Venho registrar minha profunda indignação com o atendimento prestado pelo Hospital Salvallus, da rede NotreDame/Hapvida.
Sou paciente oncológica e tinha uma ressonância magnética agendada para 00h00 do dia 18/07 Cheguei ao hospital às 21h47, fui atendida na recepção apenas às 22h17 e só fui chamada para a área de exames por volta das 23h30.
Enquanto aguardava a triagem, fui informada por uma enfermeira do hospital que a agenda de exames esta atrasada e que estavam atendendo pacientes agendados as 19h, demonstrando um atraso de várias horas. A justificativa apresentada pela equipe foi que uma das salas de ressonância estava sendo utilizada para a realização de um exame com sedação, o que estaria ocasionando o atraso. No entanto, essa justificativa não elimina a responsabilidade do hospital em organizar o atendimento, informar adequadamente os pacientes e oferecer uma estrutura compatível com a demanda.
O cenário era de completo caos, idosos em cadeiras de rodas, pessoas com dores intensas aguardando por horas e uma estrutura claramente insuficiente para a quantidade de pacientes. Presenciei uma acompanhante informar que sua mãe estava com muita dor e a única resposta recebida foi que havia apenas dipirona disponível.
Além da demora, o atendimento na recepção foi extremamente sem qualidade mínima. Uma das atendentes foi grosseira desde o início, tentou me destratar, destratou outros pacientes, sem a educação e a empatia que qualquer pessoa merece, principalmente em um ambiente hospitalar.
Outro ponto que me causou indignação foi a situação das instalações. Os banheiros estavam sujos, com papel higiênico espalhado pelo chão, e o ambiente demonstrava falta de limpeza e manutenção. Também era possível observar partes do teto danificadas e um aspecto geral de abandono. Um hospital deve transmitir segurança, higiene e acolhimento, mas infelizmente essa não foi a realidade encontrada.
Durante a espera, eu também estava com fortes dores no joelho. Perguntei se poderia passar por um médico e fui orientada a sair do setor de exames, procurar outro local do hospital para ser atendida e depois retornar para realizar a ressonância. Considero essa orientação desumana, especialmente para quem já aguardava havia horas. Fui embora do hospital sem realizar meu exame e com fortes dores no joelho.
O problema não é apenas dos funcionários, que claramente trabalham sobrecarregados e em número insuficiente. O maior problema é a falta de estrutura e de planejamento da operadora. A impressão é que a NotreDame/Hapvida continua ampliando sua carteira de beneficiários sem oferecer uma estrutura compatível para atender seus pacientes com dignidade.
Saio dessa experiência com a sensação de abandono e desrespeito. Saúde exige responsabilidade, organização, humanidade e respeito ao paciente. O que vivi foi exatamente o oposto.
Espero sinceramente que providências sejam tomadas antes que outros pacientes, especialmente idosos, pessoas com câncer e pacientes em situação de fragilidade, continuem sendo submetidos a esse tipo de tratamento.

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