Reclamação sobre atendimento no Hospital Salvalus: alta precoce, falta de orientação médica, condições precárias de higiene e erro em exame ultrassonográfico.

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São Paulo - SP

10/07/2026 às 18:19

ID: 253615429

Venho registrar minha indignação com o atendimento que recebi no Hospital Salvalus.
Realizei um procedimento de curetagem, que ocorreu por volta das 16h. Durante o procedimento, recebi anestesia raquidiana (raque) e também uma sedação intravenosa, que me fez apagar completamente. Minha previsão de alta era até o dia 12/07, porém o médico me deu alta ainda no mesmo dia.
Quero deixar claro que entendo perfeitamente que, se o paciente estiver em boas condições clínicas, a alta pode ser concedida antes da data inicialmente prevista. Não questiono a alta em si, mas sim as condições em que ela ocorreu. Eu ainda não tinha condições físicas de deixar o hospital.
Após o procedimento, não recebi nenhuma visita do médico para avaliar meu estado clínico, explicar como havia sido a cirurgia, orientar sobre a recuperação ou esclarecer minhas dúvidas. Todo o atendimento ficou restrito à equipe de enfermagem, o que me deixou insegura e sem as orientações que eu esperava receber após uma cirurgia.
Por volta das 22h, eu ainda não sentia as pernas nem a região da cintura devido ao efeito da anestesia. Mesmo informando que não conseguia ficar em pé, a enfermeira insistiu para que eu andasse. Expliquei diversas vezes que não tinha força nem sensibilidade suficientes, mas fui informada de que já fazia tempo da anestesia e que eu deveria conseguir andar.
Diante da minha dificuldade, solicitei que o médico fosse chamado para me avaliar novamente, mas a enfermeira afirmou que ele se recusaria a me examinar. Fiquei extremamente abalada com essa resposta, pois eu estava claramente sem condições de receber alta e esperava uma nova avaliação médica antes de ser liberada.
Além disso, permaneci com o absorvente sujo por um longo período, sem que houvesse a troca ou qualquer auxílio da equipe. Também não havia sabonete nem toalhas disponíveis para que eu pudesse tomar banho e realizar minha higiene pessoal, o que considero uma falha grave no cuidado prestado ao paciente.
Após algum tempo, por volta da meia-noite, fui retirada da cama, orientada a me trocar e obrigada a deixar o hospital. Saí à meia-noite, em pleno frio, ainda me recuperando do procedimento. A justificativa dada pela enfermeira foi de que era necessário desocupar o leito para outro paciente. Senti-me desrespeitada, vulnerável e sem o acolhimento que qualquer paciente merece após uma cirurgia.
Também gostaria de registrar outra situação extremamente desagradável. Fiquei internada desde as 22h do dia 07/07 e somente recebi alimentação por volta das 20h do dia 08/07, permanecendo praticamente um dia inteiro sem comer. Meu marido, que me acompanhava, passou todo esse período dormindo em uma cadeira e também não recebeu nenhuma alimentação ou suporte.
Pagamos um plano de saúde que possui um custo elevado justamente para termos um atendimento digno, seguro e humanizado. Infelizmente, foi exatamente o contrário que vivenciamos.
Além disso, quero registrar uma segunda reclamação, ainda mais grave. Durante a realização de um exame de ultrassom transvaginal, o médico introduziu o transdutor no meu ânus, sendo que o exame era vaginal. A situação me causou extremo constrangimento e desconforto. Pela forma como ocorreu, não tive a impressão de que tenha sido um simples engano, o que tornou a experiência ainda mais traumática.
Solicito que todas essas situações sejam devidamente apuradas, que sejam tomadas as providências cabíveis e que eu receba um retorno formal sobre as medidas adotadas. Nenhum paciente deve passar por esse tipo de atendimento.

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