Demora extrema e condições precárias no atendimento de emergência do Hospital Samaritano Barra para idosa com insuficiência cardíaca

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
19/05/2026 às 22:00
ID: 249136455
Levei minha avó de 88 anos à emergência do Hospital Samaritano Barra às 20h. A triagem e o atendimento médico foram rápidos e atenciosos. Fomos direcionados para uma sala de espera para realizar uma tomografia. A partir daí, tudo virou um caos. Ficamos quase 4 horas esperando, ela em uma cadeira de rodas, tremendo de frio, sem maca e sem cobertor. Pedimos cobertores várias vezes, mas os profissionais estavam tão sobrecarregados que não conseguiam lidar com a demanda tão alta. Quando trouxeram algo, era apenas um lençol fino. A manta só apareceu depois da meia-noite e ainda estava suja.
Na sala do exame, deixaram minha avó por mais de 45 minutos em uma posição desconfortável, com os braços levantados e os joelhos dobrados, tremendo de frio e assustada com o exame. No fim, a máquina reiniciou e a cama ficou presa dentro do aparelho e tivemos que retirá-la pelos braços. Inaceitável.
Depois, repetiram o exame em outra sala, com outra dose de contraste, sem levar em consideração a insuficiência cardíaca que ela já tinha. Fomos informados de que o contraste é perigoso em idosos com problemas cardíacos e, ainda assim, aplicaram duas doses por causa de um aparelho que não funcionava corretamente.
O laudo saiu apenas às 2h da manhã. Durante todo esse tempo, ninguém ofereceu água, comida ou o mínimo de conforto a ela. Conseguimos uma poltrona para ela tentar descansar perto de 1h da manhã.
Minha avó é uma senhora com demência, que já tinha medo de hospitais, mas que, depois da experiência de ontem, ficou desesperada só de pensar em retornar a esse lugar.
Os profissionais parecem totalmente sobrecarregados. O problema, claramente, é a gestão, falta estrutura, manutenção e cuidado humano. Hospital não é só nome e reputação, é tratamento digno para quem está vulnerável. Claramente, o hospital deixou de priorizar o bem-estar do paciente para visar o lucro da corporação.
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Resposta da empresa
20/05/2026 às 16:52
Boa tarde!
Prezada Sra. Thais Rezende.
Primeiramente, desejamos que a senhora, e a sua avó esteja bem.
Registro encaminhado as coordenações responsáveis, para avaliação e tratativa do ocorrido.
Ressaltamos que instituição, não preza por este tipo de atendimento e sim cordial e eficaz. Onde nossa prioridade, será sempre o bem estar de nossos pacientes.
Nos colocamos à disposição para quaisquer eventualidades.
SAC/Ouvidoria
E-mails: [email protected] |
[email protected]
Atenciosamente,
Hospital Vitória / Samaritano
Réplica do consumidor
19/06/2026 às 10:24
Boa tarde,
Agradeço o retorno, mas a resposta enviada não atende à gravidade do que foi relatado. Um protocolo de "encaminhamento à coordenação" não é uma resposta, é o procedimento mínimo esperado de qualquer instituição que recebe uma reclamação.
Gostaria de reforçar que não se trata de um caso de "atendimento pouco cordial". Trata-se de falha de segurança do paciente, quando decidiram repetir a aplicação de contraste em uma paciente com insuficiência cardíaca conhecida, em razão de mau funcionamento do equipamento de tomografia, procedimento que, segundo informado pela própria equipe, representa risco para pacientes cardiopatas. Trata-se também de falha de equipamento com risco físico, quando a maca ficou presa dentro do aparelho durante o exame, sendo necessário retirar minha avó pelos braços. E trata-se de completa negligência básica de cuidado, quando uma paciente de 88 anos, com demência, foi mantida por quase 4 horas em cadeira de rodas, sem maca, sem cobertor adequado, sem água ou alimentação, durante mais de 6 horas de permanência na emergência.
O mínimo que esperamos é que apurem os fatos e apresentem uma resposta concreta, mostrando a correção dos erros cometidos, e não apenas a informação de que o caso "foi encaminhado". Esse caso não pode ser tratado com uma resposta genérica. Assumam a responsabilidade pelos erros cometidos e garantam que isso não se repetirá: revisem os equipamentos com mais frequência, contratem mais profissionais e melhorem a estrutura antes de ampliar o número de planos de saúde atendidos.
Reforço que minha intenção não é apenas expor o ocorrido, mas garantir que isso não se repita com outros pacientes vulneráveis.
Aguardo retorno.