Atendimento desorganizado e desrespeitoso na emergência do Hospital Samaritano em Goiânia

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Goiânia - GO
01/03/2026 às 14:30
ID: 241998745
No dia 1 de março, compareci ao setor de emergência do Hospital Samaritano, em Goiânia, às 1h38 da manhã, ocasião em que retirei a senha de número 36 para atendimento.
Enquanto aguardava, observei que as senhas estavam sendo chamadas aparentemente de forma aleatória, sem qualquer critério visível de prioridade. Ressalto que, até aquele momento, não havia sido realizada triagem prévia para classificação de risco, o que inviabilizaria a definição de grau de urgência entre os pacientes que aguardavam atendimento.
Diante dessa situação, dirigi-me ao guichê para solicitar esclarecimentos. A atendente informou que o enfermeiro estaria realizando a triagem e decidindo quem seria atendido primeiro. No entanto, questionei como essa definição poderia estar sendo feita se nenhum dos pacientes que aguardavam na recepção havia passado por avaliação prévia de classificação de risco.
Durante o diálogo, fui tratado de forma ríspida, agressiva e antiprofissional. Em determinado momento, a própria atendente afirmou que as senhas estavam sendo chamadas de forma aleatória. Ao questionar quantas pessoas estavam à minha frente na fila, recebi a informação de que seria impossível definir, pois o chamamento estaria sendo feito de forma aleatória, não havendo controle sobre a ordem ou quantidade de pacientes aguardando antes de mim.
Além disso, presenciei situação ainda mais grave: uma nova paciente teve sua senha chamada diretamente para atendimento médico sem sequer passar previamente pelo guichê, e, para piorar, sua senha foi anunciada vinculada ao nome de outra pessoa. Tal fato demonstra desorganização no fluxo interno, ausência de controle mínimo e potencial risco à segurança dos pacientes.
Considero a situação extremamente preocupante, sobretudo por se tratar de setor de emergência, onde é indispensável a existência de critérios claros de classificação de risco, organização adequada do fluxo de atendimento e identificação correta dos pacientes, além de postura respeitosa por parte dos profissionais.
Diante disso, registro formalmente minha insatisfação quanto:
À ausência aparente de triagem prévia adequada;
À falta de transparência na organização da fila de atendimento;
À desorganização no chamamento de pacientes, inclusive com erro de identificação;
Ao tratamento desrespeitoso e antiprofissional recebido no guichê.
Trata-se de atendimento incompatível com o padrão que se espera de uma instituição hospitalar. Solicito esclarecimentos formais sobre o procedimento adotado na ocasião, bem como as providências que serão tomadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.