Insatisfação com atendimento médico hospitalar para criança autista com sintomas gripais

Não respondida
São Paulo - SP
08/05/2026 às 19:41
ID: 248135455
No dia ***** procurei atendimento no Hospital Samar Porto Velho - RO Av. Calama com minha filha *****, de 12 anos, paciente autista, após quadro iniciado no sábado (*****) com febre persistente, mal-estar e sintomas gripais.
Ao chegar ao pronto-socorro, identifiquei à equipe que Melissa é uma criança autista e possui grande dificuldade com procedimentos invasivos, especialmente medicações injetáveis. Após aproximadamente 1 hora de espera, fomos atendidas pela *****.
Durante a consulta, relatei que Melissa apresentava febre desde o dia anterior, inclusive estando com aproximadamente 38C no momento em que decidi levá-la ao hospital. Expliquei ainda que, caso fossem solicitados exames laboratoriais, eu mesma faria toda a preparação emocional necessária para levá-la ao laboratório no próximo dia útil, justamente para evitar sofrimento desnecessário no pronto atendimento.
Entretanto, a médica informou que não poderia solicitar qualquer exame naquele atendimento, limitando-se a orientar o uso de dipirona em casa e fornecendo apenas atestado médico de 2 dias.
Retornamos para casa sem investigação do quadro clínico. Os dias seguintes foram difíceis, Melissa permaneceu debilitada e precisou retornar às aulas ainda sem recuperação adequada.
Posteriormente, entre terça e quarta-feira, comecei a apresentar os mesmos sintomas. Procurei atendimento médico em outro serviço, onde houve solicitação de exames para Influenza e Covid-19. Em ***** recebi resultado positivo para Influenza A.
Considerando a convivência direta e os sintomas semelhantes apresentados por Melissa dias antes, há grande possibilidade de que ela também estivesse infectada pelo vírus, porém sem qualquer investigação diagnóstica adequada no atendimento realizado no Hospital Samar.
Registro minha insatisfação com a condução do atendimento, especialmente diante do contexto de uma criança autista, febril e sintomática, em período de circulação viral respiratória. A sensação transmitida foi de descaso e ausência de cuidado mínimo na avaliação clínica.
Solicito que o caso seja analisado e que sejam revistos os protocolos de atendimento adotados, principalmente em relação à avaliação de crianças neurodivergentes e pacientes com sintomas respiratórios relevantes.