Demora e Falta de Comunicação no Atendimento Hospitalar a Gestante

Não respondida
Goiânia - GO
14/07/2026 às 23:25
ID: 253941243
Venho registrar reclamação em face do atendimento prestado à minha esposa, *****, beneficiária do IPASGO Saúde, no Hospital Santa Bárbara, na noite do dia 14/07/2026.
Minha esposa encontra-se gestante e deu entrada no pronto atendimento por volta das 20h50, necessitando de atendimento de urgência. Apesar da prioridade assegurada às gestantes, somente foi chamada para consulta médica após aproximadamente 45 minutos de espera.
Após a consulta, a médica prescreveu a administração de Noripurum e orientou que a guia do IPASGO fosse entregue na recepção para que a medicação fosse liberada. Contudo, ao chegarmos à recepção, fomos informados de que essa orientação estava incorreta e que, na realidade, a guia deveria ser entregue diretamente na enfermagem. Ou seja, já de início fomos encaminhados ao setor errado, gerando atraso desnecessário em um atendimento que envolvia uma paciente gestante.
Diante da situação, a funcionária da recepção informou que ela mesma encaminharia a guia a um colaborador, evitando que tivéssemos de retornar, e nos orientou a seguir para a enfermaria enquanto providenciava a regularização.
Chegando à enfermaria, permanecemos aguardando por mais de 35 minutos sem que qualquer profissional viesse nos atender, prestar informações ou sequer perguntar o motivo de estarmos ali. Durante todo esse período, um enfermeiro passou diversas vezes pelo local onde aguardávamos, mas em nenhum momento demonstrou preocupação em verificar por que uma paciente gestante permanecia aguardando por tanto tempo.
Diante da demora, retornei até a funcionária da recepção para buscar informações. Ela demonstrou surpresa ao saber que a medicação ainda não havia sido administrada, afirmando que aquilo já deveria ter acontecido havia bastante tempo. Disse que iria verificar o que estava ocorrendo. Entretanto, simplesmente saiu do local e não retornou para prestar qualquer esclarecimento ou atualização, deixando-nos novamente sem qualquer informação.
Após cerca de mais dez minutos de espera, o enfermeiro finalmente resolveu perguntar o que estávamos aguardando. Mesmo depois de informado sobre toda a situação, ainda houve nova demora até que ele efetivamente fosse verificar o motivo pelo qual a medicação não havia sido administrada.
Foi somente então que se descobriu o verdadeiro problema: a demora não ocorreu por falta da medicação, por excesso de pacientes ou por qualquer intercorrência clínica. A medicação sequer havia iniciado seu fluxo de administração porque a prescrição médica estava errada e por isso por isso não liberada junto ao IPASGO.
O aspecto mais grave é que ninguém nos comunicou essa pendência.
Durante todo esse tempo permanecemos aguardando, acreditando que a medicação seria administrada a qualquer instante, quando, na realidade, o procedimento estava completamente paralisado por uma falha interna. Não havia qualquer profissional acompanhando o caso, nem qualquer preocupação em manter os pacientes informados.
Se o enfermeiro não tivesse decidido, por iniciativa própria, verificar o que estava acontecendo, provavelmente continuaríamos aguardando até sabe-se lá quando, pois ninguém havia percebido a falha, ninguém havia nos informado sobre ela e ninguém demonstrava estar acompanhando o andamento do atendimento. Ficamos esperando por um procedimento que sequer poderia ocorrer, simplesmente porque a médica prescreveu o remédio errado, faltando a parte do acesso, e por isso o caso permanecia sem solução e sem que qualquer explicação fosse dada.
Essa foi, sem dúvida, a parte mais revoltante da situação. O atraso não foi causado pela ausência da medicação, mas pela absoluta desorganização do atendimento e pela completa falta de comunicação entre os setores do hospital. Bastaria que algum profissional tivesse nos informado que a prescrição precisava ser corrigida para autorização do convênio. Em vez disso, fomos deixados aguardando por mais de duas horas, sem qualquer orientação, enquanto o atendimento permanecia parado.
Após localizarem a médica para corrigir a prescrição, ainda houve nova demora até que, finalmente, às 22h57, a medicação foi administrada.
Durante todo esse período, minha esposa, gestante, permaneceu extremamente cansada, debilitada emocionalmente, ansiosa e sem sequer conseguir jantar, aguardando um medicamento que já havia sido prescrito, mas que permanecia sem administração em razão de uma falha administrativa interna jamais comunicada aos pacientes.
Ressalto que esta reclamação não decorre apenas do tempo de espera, pois compreendo que serviços de urgência podem enfrentar momentos de maior demanda. O que motivou esta manifestação foi a sucessão de falhas verificadas durante todo o atendimento: encaminhamento inicial para o setor errado, ausência de informações, falta de acompanhamento do caso, desorganização entre recepção, enfermagem e equipe médica e total desrespeito ao dever de manter o paciente informado sobre o que estava acontecendo.
O que ocorreu naquela noite extrapola um simples atraso. Uma paciente gestante permaneceu por mais de duas horas aguardando um tratamento já prescrito, não porque faltasse medicamento ou houvesse impedimento clínico, mas porque uma falha administrativa permaneceu ignorada por toda a equipe, enquanto os pacientes eram deixados sem qualquer informação. A assistência à saúde exige organização, comunicação, responsabilidade e respeito à dignidade do paciente. Infelizmente, nada disso foi observado durante o atendimento prestado.