Dificuldade na transferência SUS e cobranças abusivas na Santa Casa de Maceió - Internação de R$ 116 mil

Respondida
São Paulo - SP
24/02/2026 às 08:43
ID: 241500569
Transferência pelo SUS dificultada e cobranças abusivas Internação de R$ 116 mil
Reclamo formalmente do atendimento prestado pela Santa Casa de Misericórdia de Maceió, referente à internação da minha mãe, que gerou uma cobrança total de aproximadamente R$ 116.000,00 em apenas uma semana.
Desde o início da internação informamos claramente que não possuíamos condições financeiras de manter o tratamento em caráter particular e solicitamos a transferência para atendimento pelo SUS. Mesmo assim, o hospital dificultou o processo de transferência, criando obstáculos e atrasos.
Inicialmente, foi informado que a transferência só seria realizada após o pagamento integral da conta hospitalar, o que nos colocou em situação de extrema pressão emocional e financeira. Mesmo com enorme esforço, realizamos o pagamento solicitado.
Ainda assim, a transferência não foi realizada, e continuamos aguardando enquanto o hospital prolongava a internação sem solução. Após o pagamento:
Ficamos mais 3 dias aguardando providências
O código de transferência foi finalmente liberado
Mesmo assim, houve mais 2 dias de atraso sem justificativa plausível
Além de toda a demora, fomos surpreendidos com a exigência de pagamento de uma UTI móvel particular, mesmo se tratando de uma transferência entre hospitais com distância aproximada de apenas 6 minutos, o que consideramos totalmente desproporcional e abusivo, principalmente após já termos pago um valor extremamente alto pela internação.
A sensação é de que a transferência foi retardada enquanto ainda havia cobrança diária de internação, o que nos causa grande indignação e levanta sérios questionamentos sobre a conduta adotada.
Estamos lidando com uma situação de saúde delicada e, em vez de apoio, encontramos burocracia excessiva, demora injustificada e cobranças que consideramos abusivas.
Solicitamos esclarecimentos formais sobre:
A exigência de pagamento para permitir a transferência pelo SUS
A demora na execução da transferência mesmo após liberação
A cobrança da UTI móvel para um deslocamento extremamente curto
O motivo da transferência não ter sido realizada imediatamente após a quitação da conta
Registramos aqui nossa profunda insatisfação com a condução do caso e esperamos uma resposta clara e responsável.
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Resposta da empresa
24/02/2026 às 10:49
Prezada,
Compreendemos a preocupação de todos neste momento delicado e gostaríamos de prestar os devidos esclarecimentos.
Informamos que a nossa Emergência 24h não realiza atendimentos pelo SUS. Diante do quadro clínico apresentado, a opção pelo atendimento particular foi a alternativa adotada pela família, provavelmente em razão da gravidade da situação.
Assim que o setor de internamento foi acionado para dar início ao processo de regulação via SUS, a solicitação foi prontamente realizada, com encaminhamento do relatório médico ao sistema da SESAU. Ressaltamos que, por se tratar de vaga em leito de UTI, é comum que haja maior tempo de espera para liberação, considerando a alta demanda. A regulação foi conseguida na segunda-feira.
Em relação ao transporte, a ambulância inicialmente disponibilizada pelo Estado era de suporte básico. No entanto, a equipe assistencial orientou que, devido ao quadro clínico do paciente, seria necessária ambulância de suporte avançado. Como o hospital não dispõe de ambulância própria, a contratação desse serviço fica sob responsabilidade da família. Fomos informados de que as providências foram adotadas, inclusive com a chegada da ambulância na data de hoje.
Quanto à questão financeira, esclarecemos que a quitação ou negociação da conta hospitalar deve ser realizada quando o paciente estiver em processo de alta ou transferência, conforme norma institucional.
Informamos que a paciente já foi transferida.
Permanecemos à disposição!