Reclamar dessa empresa

Curitiba - PR

03/07/2026 às 15:14

ID: 253022445

Prezados,

Esta publicação serve como documentação pública e última notificação extrajudicial antes de um litígio severo contra o *****.

Chegamos a julho de 2026, exatos três anos de absoluta negligência e omissão calculada por parte da diretoria em relação à reclamação que abri em 30/06/2023. Em vez de solucionar as graves inconsistências geradas no meu atendimento, a instituição optou por uma via de retaliação: terceirizou um assédio contínuo de cobranças via WhatsApp e incluiu nome nos órgãos de proteção ao crédito (*****) por uma dívida inflada e amplamente contestada.

Para a instrução do processo judicial que se avizinha, torno públicos os seguintes fatos incontestáveis da minha internação e do histórico de cobranças:

1. VÍCIO DE CONSENTIMENTO EM EMERGÊNCIA CRÍTICA:

No dia 24 de junho de 2023, fui encaminhado pelo Hospital Albert Einstein em estado crítico. Fui tratado sob efeito de fortes medicações analgésicas e anestésicas, com minha capacidade de julgamento clinicamente comprometida. Nesse cenário de vulnerabilidade extrema, a administração exigiu que meu parceiro, *****, assinasse documentos em branco, sem a devida transparência técnica. Assinaturas colhidas sob efeito de entorpecentes hospitalares e pressão emocional possuem sua validade jurídica questionável e não configuram consentimento livre e esclarecido.

2. VIOLAÇÃO DA AUTONOMIA E CIRURGIA NÃO AUTORIZADA:

Fui internado para uma cirurgia de apêndice. Ao acordar, fui comunicado de que a equipe havia realizado, de forma unilateral, uma cirurgia de hérnia umbilical. Não houve consentimento prévio meu ou de meus familiares. O hospital possuía todos os meus exames atualizados originários do outro hospital. A realização de um procedimento cirúrgico extra, sem a ciência e autorização explícita do paciente vulnerável, é uma grave violação da autonomia corporal e das diretrizes éticas médicas.

3. FLUTUAÇÃO ARBITRÁRIA DE VALORES E VANTAGEM EXCESSIVA:

O teto máximo informado para a minha internação emergencial era de *****, valor esse informado no momento do cadastro na recepção do hospital. Contudo, o hospital emitiu uma nota fiscal inicial no valor exorbitante de *****. Após minha imediata contestação apontando o abuso, essa nota foi cancelada e substituída por outra de *****. Essa flutuação arbitrária, reduzindo o montante em milhares de reais de um dia para o outro sem qualquer justificativa técnica, evidencia a completa ausência de critérios no faturamento e a imposição de vantagem manifestamente excessiva ao consumidor (Art. 39, V, CDC).

4. CAOS ADMINISTRATIVO: FALTA DE REPASSE E ASSÉDIO TERCEIRIZADO:

A desorganização financeira da instituição assume contornos gravíssimos em duas etapas temporais. Primeiro: logo após a minha cirurgia em 2023, mesmo com o faturamento abusivo gerado pelo hospital, fui procurado e cobrado diretamente no meu celular pessoal pela anestesista da equipe. Fica evidente que o hospital realiza a cobrança estratosférica, mas falha no repasse dos honorários aos seus próprios prestadores de serviço, transferindo o transtorno para o leito de recuperação do paciente.

Segundo: agora, em 2026, o hospital (diretamente ou via empresas terceirizadas) passou a me assediar de forma incessante e intimidadora via WhatsApp, exigindo o pagamento do montante total inflado que jamais foi reconhecido ou justificado.

5. NEGATIVAÇÃO INDEVIDA (DANO MORAL IN RE IPSA):

A cereja do bolo desta má gestão foi a recente inclusão do meu CPF no *****. Negativar o paciente por um valor originário de procedimentos não autorizados e de um faturamento com histórico comprovado de erros configura prática abusiva e gera dano moral presumido pela jurisprudência brasileira.

EXIJO, NO PRAZO IMPRORROGÁVEL DE 72 HORAS:

1. A baixa imediata do meu nome/CPF do ***** e afins.
2. O cancelamento da fatura abusiva e sua readequação exclusiva ao teto máximo de ***** acordado originalmente.

3. A entrega da íntegra do meu prontuário médico e do histórico do protocolo ignorado desde 30/06/2023.

4. O fim imediato de toda abordagem de cobrança no meu telefone e WhatsApp, seja pelo hospital ou por suas assessorias de cobrança terceirizadas.

Se a instituição mantiver a omissão, a petição inicial será protocolada, acompanhada dos registros de cobrança da equipe médica prejudicada, das mensagens da terceirizada, da flutuação das notas fiscais e de denúncias formais na Diretoria Colegiada da ***** e no *****.

Aguardarei o prazo supracitado.

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