Falhas graves no parto e atendimento neonatal + acesso indevido a dados sensíveis + ausência de resposta da ouvidoria

Reclamação em réplica

Em réplica

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Curitiba - PR

22/04/2026 às 10:47

ID: 246641821

Em 20/02/2026, fomos ao Hospital Santa Cruz (Rede D'Or) para o nascimento da nossa filha Cecília. Ao chegar, fui informado que a sala de parto humanizado não estava disponível por falta de "reserva prévia" algo que jamais nos foi comunicado nas cinco visitas realizadas anteriormente ao hospital. Aguardamos quase uma hora entre idas e vindas até sermos levados ao centro cirúrgico.Durante o período de espera, o banheiro da sala não tinha água na pia, no chuveiro ou na privada. O registro estava fechado e só foi descoberto horas depois. Quando minha esposa tentou tomar banho para aliviar as dores, a água quente durou poucos minutos. Na sala de parto humanizado, a banheira recurso central para alívio da dor também não tinha água. A solução apresentada foi uma enfermeira trazer um fervedor de alumínio enquanto eu buscava água quente do chuveiro manualmente. Foi nesse momento, com eu fora realizando uma tarefa que jamais deveria ser minha responsabilidade, que a bolsa da minha esposa rompeu e ela ficou sozinha em um dos momentos mais delicados da nossa vida. Houve ainda confusão de quartos ao sermos transferidos para descanso.Em 22/02/2026, dois dias após o nascimento, Cecília vomitou sangue. Retornamos ao hospital em urgência. Na recepção, fomos atendidos de forma ríspida e despreparada a atendente não sabia como registrar uma recém-nascida sem carteirinha e chegou a perguntar "Tá, e o que eu vou fazer?". Na triagem, a enfermeira tratou a situação com deboche ao ver a fralda suja, perguntando "Não pode trocar ela?", sem qualquer empatia com pais de primeira viagem em estado de pânico.Durante a coleta de sangue, Cecília foi furada duas vezes pela mesma enfermeira, que demonstrou insegurança no procedimento. Após aguardar o resultado, minha esposa precisou ela mesma perguntar se estava pronto sem nenhuma proatividade da equipe. Ao retornar para a sala, presenciei a enfermeira da triagem que não participava do acompanhamento clínico da Cecília perguntando à colega sobre o resultado do exame e comentando: "Eu sabia, eu falei." Essa profissional não tinha qualquer necessidade técnica ou assistencial de acessar esse resultado. Dados de saúde são classificados como sensíveis pela LGPD (Art. 11), e o acesso deve ser restrito aos profissionais diretamente envolvidos no atendimento. O ocorrido configura, em tese, acesso indevido e violação de sigilo.Formalizei reclamação à Ouvidoria em 17/03/2026. Recebi apenas acuse de recebimento genérico (18/03). Em 25/03, o hospital recusou acolhimento remoto por telefone ou videochamada alegando "dados sensíveis", justificativa contraditória, já que um dos pontos centrais da minha reclamação é exatamente o acesso indevido a esses mesmos dados. Respondi tecnicamente em 31/03 e reiterei em 13/04, fixando prazo até 15/04/2026 para resposta formal. Não recebi retorno.Registro esta reclamação publicamente para que outros pacientes tenham acesso a essas informações antes de escolher esta instituição. A Ouvidoria do Hospital Santa Cruz, que deveria tratar o assunto com seriedade e agilidade, tem sido omissa e negligente: são mais de 35 dias sem resposta adequada a uma reclamação que envolve falhas estruturais graves, atendimento desrespeitoso e potencial violação da privacidade de uma recém-nascida.Diante da omissão do hospital, já formalizei denúncia à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e enviei notificação extrajudicial à instituição. Os próximos passos, incluindo medidas jurídicas cabíveis, estão sendo avaliados.

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Resposta da empresa

28/04/2026 às 15:50

Prezado Sr. Gustavo, Boa Tarde!


Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.

Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.


Cordialmente,
Ouvidoria Rede D'Or.

Réplica do consumidor

28/04/2026 às 16:17

A empresa respondeu apenas que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação. No entanto, isso não corresponde aos fatos. Quem entrou em contato foi a Rede DOr, e não o hospital. O hospital, por sua vez, não realizou nenhuma tentativa de comunicação, seja por WhatsApp, telefone ou email. Ainda assim, informaram que a diretoria está ciente da reclamação.

A diretoria pode até ter sido notificada, mas não houve qualquer esforço adicional para solucionar o problema ou fornecer novas informações. Na prática, isso evidencia a falta de preocupação com o paciente.

Que esta reclamação sirva de alerta para outras pessoas que estejam considerando utilizar os serviços do hospital.