Atendimento no Pronto Atendimento de Ginecologia Hospital Santa Elisa Jundiaí

Reclamação em réplica

Em réplica

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Jundiaí - SP

30/06/2026 às 18:35

ID: 252736805

Venho, por meio desta, registrar minha profunda insatisfação e solicitar a apuração do atendimento recebido no Pronto Atendimento de Ginecologia do Hospital Santa Elisa, em Jundiaí, no dia 11 de junho de 2026, por volta das 15h.
Procurei o hospital em razão de um quadro de hemorragia intensa, dores abdominais importantes e fraqueza, sintomas que persistiam mesmo após o uso de medicações em casa. Sou portadora de miomatose uterina, realizo acompanhamento com médico especialista e possuo cirurgia já agendada para tratamento da doença. Tenho conhecimento de que os miomas podem ocasionar episódios de sangramento; contudo, o quadro apresentado naquele dia era muito diferente do habitual. O sangramento era excessivo, as dores eram intensas e eu apresentava fraqueza significativa.
É importante destacar que a procura pelo pronto-socorro ocorreu por orientação expressa do meu médico assistente, que recomendou que eu buscasse atendimento de urgência diante de qualquer alteração importante no meu quadro clínico, especialmente em situações de aumento do sangramento, dor intensa ou qualquer sintoma fora do padrão esperado. Portanto, minha ida ao hospital foi motivada pela gravidade dos sintomas e pela recomendação médica, e não por um desconforto rotineiro relacionado à miomatose.
Ao chegar ao hospital, procurei o setor de Ginecologia do Pronto Atendimento. O hospital encontrava-se praticamente vazio. Havia apenas uma gestante à minha frente, que chorava e gemia de dor. Ainda assim, tanto ela quanto eu aguardamos aproximadamente duas horas para sermos atendidas, tempo que considero incompatível com a gravidade dos sintomas apresentados por ambas.
Quando finalmente fui chamada ao consultório, havia duas médicas plantonistas na sala. Nenhuma delas se apresentou ou informou qual seria a responsável pelo meu atendimento. Durante toda a consulta, não fui submetida a qualquer exame físico ou exame ginecológico, mesmo após relatar hemorragia intensa, dores importantes, fraqueza, histórico de miomatose e cirurgia já programada. Após ouvir meu relato, as médicas informaram que seria necessário realizar um hemograma e um exame Beta-hCG, pois, segundo elas, havia a possibilidade de eu estar grávida e ter sofrido um aborto.
Embora eu compreenda que essa hipótese diagnóstica devesse ser investigada, o que mais me causou sofrimento foi a forma como essa possibilidade foi conduzida. Mesmo após eu explicar meu histórico médico, informar sobre a miomatose, o acompanhamento com especialista e a cirurgia já agendada, minhas informações praticamente não foram consideradas. A hipótese de aborto foi repetida diversas vezes, sem qualquer cuidado ou acolhimento, o que me deixou extremamente assustada e emocionalmente abalada.
Convivo com a miomatose uterina e uma das principais razões para a realização da cirurgia é justamente reduzir os sintomas da doença e preservar minhas possibilidades de uma futura gestação. Ouvir, de forma repetitiva e sem qualquer cuidado ou empatia, que eu "possivelmente estaria grávida e teria sofrido um aborto", antes mesmo da confirmação dos exames, foi extremamente angustiante. Essa comunicação poderia ter sido feita com muito mais cautela e sensibilidade. As médicas informaram que os exames levariam cerca de três horas para ficarem prontos e que eu deveria apenas aguardar, afirmando que não havia nada que pudesse ser feito até a chegada dos resultados.
Durante todo esse período permaneci no hospital com dores intensas, fraqueza e hemorragia importante. Relatei, inclusive, que estava utilizando fraldas devido ao volume do sangramento e que já havia feito uso de diversas medicações sem melhora. Ainda assim, nenhuma medicação foi administrada para aliviar a dor, nenhuma medida foi adotada para minimizar meu desconforto e, mais uma vez, não fui examinada. Após aproximadamente três horas de espera, já por volta das 20h, retornei ao ambulatório para receber o resultado dos exames. Nesse momento, a equipe médica já havia sido substituída.

Fui atendida pela Dra. Luciana Puglia, que, infelizmente, reforçou a sensação de descaso vivenciada durante todo o atendimento. A médica sequer se sentou para conversar comigo. Apenas entregou os resultados e disse: "Está tudo certo, pode ir para casa."
Diante daquela resposta, expliquei novamente que permanecia com dores intensas, hemorragia e fraqueza e que estava no hospital havia aproximadamente cinco horas justamente porque precisava de atendimento e de alguma conduta que aliviasse meu quadro clínico. A resposta recebida foi que não havia mais nada a ser feito, sendo apenas prescrita uma medicação para dor e orientado que eu retornasse para casa.
Antes mesmo de encerrar o atendimento, a médica informou que, caso eu precisasse de atestado, deveria solicitá-lo na recepção, retirando-se do consultório logo em seguida, sem qualquer esclarecimento adicional sobre meu quadro clínico, orientações quanto aos sinais de alerta ou demonstração de preocupação com meu estado de saúde. Saí do hospital sentindo-me completamente desamparada.
Durante aproximadamente cinco horas permaneci em um serviço de urgência apresentando hemorragia intensa, dores importantes e fraqueza, sem que, em nenhum momento, fosse realizado um exame físico ou ginecológico, sem receber qualquer medicação durante a espera e sem o acolhimento que se espera de um serviço de saúde.
O que mais me entristece é que fui atendida por três médicas, profissionais que acompanham diariamente mulheres em momentos de extrema vulnerabilidade. Esperava ser acolhida, examinada, orientada e tratada com respeito. Em vez disso, encontrei um atendimento marcado pela falta de empatia, pela ausência de comunicação adequada e pela impressão de que meu sofrimento foi minimizado.

Diante de todo o ocorrido, registro esta manifestação para que o atendimento prestado seja analisado e para que sejam apuradas as condutas adotadas durante todo o período em que permaneci no Pronto Atendimento de Ginecologia. Acredito que um atendimento de urgência deve aliar competência técnica ao acolhimento e ao respeito pelo paciente.

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Resposta da empresa

03/07/2026 às 18:39


Prezada, Sra. Giovanna Juliano

Sentimos muito pelo ocorrido e pedimos desculpas, em razão da queixa. Em atenção à reclamação formulada, as informações serão minuciosamente levantadas no caso em questão e, no prazo de até 7 dias, retornaremos.

Atenciosamente
SAC -HSE

Réplica da empresa

06/07/2026 às 10:51

Prezada Sra. Giovanna de Oliveira Juliano,
Agradecemos por encaminhar sua manifestação e lamentamos que sua percepção acerca do atendimento prestado não tenha sido satisfatória. Após análise do prontuário referente ao atendimento realizado em 11/06/2026, verificamos que a senhora foi acolhida pela equipe de enfermagem, submetida à Classificação de Risco, sendo classificada como Pouco Urgente, conforme protocolo institucional de acordo com os sinais sintomas relatado a equipe de enfermagem durante a triagem.
Na admissão foram registrados sinais vitais dentro dos parâmetros de estabilidade clínica, incluindo pressão arterial de 140/80 mmHg, frequência cardíaca de 78 bpm, temperatura corporal de 36,9C e saturação de oxigênio de 99%. Consta ainda em prontuário que foi informado antecedente de miomatose uterina, acompanhamento especializado e cirurgia previamente programada para tratamento da doença, bem como relato de aumento do sangramento menstrual e sensação de fraqueza.
Durante a avaliação médica foram solicitados hemograma e Beta-hCG qualitativo. A solicitação do Beta-hCG faz parte da investigação recomendada para mulheres em idade fértil que apresentam sangramento uterino, independentemente da existência de doença ginecológica previamente conhecida, com o objetivo de excluir gestação e possíveis complicações obstétricas antes da definição da conduta. Os exames laboratoriais não evidenciaram alterações que indicassem necessidade de internação ou intervenção emergencial. Dessa forma, considerando a estabilidade clínica observada, os resultados laboratoriais e o acompanhamento especializado já existente, foi mantida a conduta de tratamento ambulatorial.
Esclarecemos ainda que parte do tempo de permanência na unidade correspondeu ao processamento dos exames laboratoriais, realizado por serviço de apoio diagnóstico, cujo tempo de liberação depende do fluxo operacional do laboratório. Em relação às observações referentes ao acolhimento, à comunicação e à experiência durante o atendimento, registramos suas considerações e as encaminharemos à Coordenação Médica e de Enfermagem para conhecimento e avaliação interna, uma vez que o Hospital entende que a assistência deve aliar segurança técnica, respeito, comunicação clara e atendimento humanizado. Agradecemos seu relato, que será utilizado como oportunidade de revisão e aprimoramento contínuo dos nossos processos assistenciais.

Atenciosamente,
Serviço de Atendimento ao Cliente
Hospital Santa Elisa

Réplica do consumidor

07/07/2026 às 15:57

Gostaria de ressaltar que, em nenhum momento, deixei de ser atendida. Minha reclamação refere-se ao mal atendimento de profissionais que estavam para oferecer um socorro imediato e que se eu não tivesse pedido a medicação teria ido embora da mesma forma que cheguei, já que tive que explicar novamente tudo o que estava sentindo, pois houve troca de equipe de plantão. Como vocês tiveram acesso ao meu prontuário, acredito que essa profissional não o consultou, já que sequer procurou entender o motivo da minha presença na unidade antes de me atender.
Enfim, o atendimento aconteceu, ainda que de forma inadequada e sem resolução nenhuma. O que desejo saber agora é quais providências serão tomadas em relação à conduta das profissionais envolvidas. Na resposta apresentada, vocês expuseram detalhes do meu caso, do tempo de espera e do prontuário. No entanto, não esclareceram se a postura das 3 profissionais foi apurada.
Inclusive, elas sequer foram identificadas na solicitação do exame. Essa situação também foi averiguada durante a análise da minha reclamação? As profissionais foram questionadas com relação a conduta e pronto atendimento?
Continuo aguardando um retorno.