Descaso, atraso em procedimento invasivo e conduta desrespeitosa de funcionária no Ambulatório do Hospital Santa Elisa em Jundiaí

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

22/07/2026 às 17:31

ID: 254588985



Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento prestado no Ambulatório do Hospital Santa Elisa, em Jundiaí, durante a realização de uma colonoscopia agendada para o meu parceiro no dia 21/07/2026.

Trata-se de um exame que exige cerca de 48 horas de preparo, incluindo dieta restritiva, uso de medicamentos, grande desgaste físico e emocional, além da necessidade obrigatória de um acompanhante. No dia do procedimento, ele já estava em jejum desde o dia anterior, sem poder ingerir qualquer alimento ou líquido, conforme orientação médica. Toda a nossa rotina foi organizada para que o exame acontecesse no horário marcado, que era 8h40.

Ao nos aproximarmos do horário do exame, fomos informados de que o médico havia passado mal e que chegaria apenas entre 10h e 10h30, o que representaria um atraso de mais de duas horas para um paciente que já estava há horas em jejum absoluto.

Diante dessa informação, questionei se outro médico poderia realizar o procedimento, considerando que se trata de um hospital de grande porte. A resposta foi que não havia outro profissional disponível, pois o médico era terceirizado.

Em seguida, perguntei qual era o problema de saúde do médico, uma vez que estávamos falando de um procedimento invasivo, que exige atenção máxima e envolve riscos. Inicialmente, disseram que não sabiam. Depois, informaram que conseguiram contato com ele e que estava com a voz fanha, aparentando estar gripado.

Naturalmente, questionei se era realmente seguro que um profissional aparentemente doente realizasse uma colonoscopia. Minha preocupação nunca foi criar conflito, mas entender se o hospital garantia que aquele médico estava em plenas condições físicas de realizar um procedimento que, caso ocorra qualquer intercorrência, pode trazer consequências gravíssimas ao paciente.

Em nenhum momento fomos desrespeitosos. Apenas fizemos perguntas que qualquer paciente faria diante daquela situação.

Enquanto isso, outra paciente, que realizaria o exame antes do meu parceiro, juntamente com seu acompanhante, também demonstrava indignação com o atraso e com as informações desencontradas. Inclusive, ela relatou que aquele mesmo médico já havia atrasado e desmarcado seu exame anteriormente, o que demonstra que essa situação aparentemente não era um caso isolado.

Diante da falta de informações claras, solicitei apenas que o hospital formalizasse por escrito o que estava sendo informado verbalmente: que o médico havia passado mal, mas que o hospital assumia que ele estava apto a realizar o procedimento.

Foi nesse momento que uma funcionária identificada apenas como Joelma passou a interferir na conversa, embora até então não estivesse participando do atendimento. Ela não utilizava identificação visível, não informou seu cargo e passou a discutir conosco de forma extremamente agressiva.

A funcionária afirmou que bastava o médico utilizar máscara e que qualquer pessoa no hospital poderia estar gripada sem que soubéssemos. Expliquei que a situação era completamente diferente, pois, nesse caso, o próprio hospital estava informando que o médico não estava bem.

Em seguida, a própria funcionária levantou a hipótese de que o médico poderia até desmaiar durante o procedimento, dizendo que haveria outro profissional para assumir caso isso acontecesse. Novamente esclareci que acidentes podem acontecer com qualquer pessoa, mas que a preocupação era justamente o fato de o hospital já saber previamente que o médico não estava em perfeitas condições e, ainda assim, manter sua escala para realizar procedimentos invasivos.

A partir daí, a situação saiu completamente do controle por iniciativa exclusiva da funcionária Joelma. Ela elevou o tom de voz, passou a falar por cima dos pacientes, foi grosseira, desrespeitosa e chegou a ameaçar chamar a segurança para nos retirar, simplesmente porque estávamos fazendo questionamentos.

Diante dessa postura intimidadora, informei que, caso ela chamasse a segurança sem qualquer justificativa, eu acionaria a Polícia Militar para registrar o ocorrido.

As próprias profissionais que estavam realizando o atendimento tentaram acalmá-la e chegaram a dizer que ela não estava sabendo conduzir a situação, que até então estava sendo tratada de forma tranquila. Em vez de reduzir o conflito, a funcionária tornou o ambiente completamente hostil.

Diante da gravidade da situação, acionei a Polícia Militar, que compareceu ao ambulatório para registrar a ocorrência. O objetivo foi documentar a forma como fomos tratados e a postura intimidatória e desrespeitosa da funcionária. O boletim de ocorrência encontra-se em elaboração e, neste momento, possuo apenas o número de protocolo: *****

É inadmissível que um hospital particular trate pacientes dessa forma. Além do atraso de mais de duas horas em um exame que exige um preparo extremamente desgastante e um longo período de jejum absoluto, tivemos que lidar com uma profissional completamente despreparada para atendimento ao público, que preferiu transformar uma conversa em uma discussão, expondo pacientes dentro da unidade.

Também considero extremamente preocupante que um hospital que realiza esse tipo de procedimento não disponha de outro profissional para atender os pacientes quando ocorre um imprevisto dessa natureza, principalmente em um exame que exige preparo prolongado, jejum absoluto e envolve riscos inerentes ao procedimento.

Espero que o Hospital Santa Elisa apure cuidadosamente tudo o que aconteceu, especialmente a conduta da funcionária Joelma. A situação chegou ao ponto de ser necessária a presença da Polícia Militar dentro do ambulatório. Outros pacientes presenciaram toda a discussão, pessoas que passavam pelo local viram a viatura policial e acompanharam parte da movimentação. Todo esse constrangimento poderia ter sido evitado se a funcionária tivesse agido com respeito, educação e preparo para lidar com pacientes que apenas buscavam esclarecimentos sobre uma situação extremamente delicada.

Além desta reclamação, registraremos formalmente os fatos junto ao plano de saúde, para que tenha conhecimento da conduta adotada pelo hospital e avalie as providências cabíveis. Também estamos analisando a possibilidade de encaminhar a situação à Vigilância Sanitária, considerando os questionamentos relacionados à manutenção de um procedimento invasivo por um médico que, segundo informações prestadas pela própria equipe do hospital, encontrava-se debilitado. Entendemos que compete aos órgãos responsáveis avaliar se os protocolos adotados pelo hospital estavam em conformidade com as normas de segurança assistencial.

Espero sinceramente que o Hospital Santa Elisa trate este relato com a seriedade que ele merece, investigando os fatos, adotando as medidas cabíveis e implementando melhorias para que nenhum outro paciente passe pelo desgaste, constrangimento e insegurança que vivenciamos. O que deveria ter sido apenas um exame tornou-se uma experiência extremamente traumática e incompatível com o atendimento que se espera de um hospital particular.

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Resposta da empresa

24/07/2026 às 14:14

Prezado,
Em atenção à reclamação formulada, as informações serão minuciosamente levantadas no caso em questão e, no prazo de até 7 dias, retornaremos.

Atenciosamente,


SAC- HOSPITAL SANTA ELISA

Réplica do consumidor

24/07/2026 às 14:41

Fico no aguardo.

Réplica do consumidor

30/07/2026 às 12:30

Pretendem dar alguma resposta ou posso reclamar diretamente em outros órgãos?

Réplica da empresa

03/08/2026 às 14:28

Prezada Sra. Beatrice.

Inicialmente, lamentamos os transtornos decorrentes do atraso ocorrido no atendimento da colonoscopia agendada para o dia 21/07/2026. Compreendemos que o preparo para esse exame exige dedicação, restrições alimentares, jejum prolongado e organização da rotina do paciente e de seu acompanhante, razão pela qual entendemos o desconforto causado pela alteração no horário inicialmente previsto.

A Sua manifestação foi encaminhada à liderança da área responsável para apuração dos fatos. Conforme análise realizada, o atraso ocorreu em razão de um mal-estar apresentado pelo médico responsável pelo procedimento. A equipe assistencial comunicou aos pacientes que o profissional chegaria à unidade para prestar os esclarecimentos necessários e dar continuidade aos atendimentos.

Em relação aos questionamentos sobre o estado de saúde do médico, esclarecemos que informações de caráter pessoal e de saúde dos profissionais são protegidas pelo dever de confidencialidade e pela legislação aplicável, motivo pelo qual não podem ser divulgadas a terceiros. Durante a apuração, foi informado que, diante do aumento do tom das discussões no ambiente de atendimento, a liderança da unidade interveio com o objetivo de preservar a organização, a segurança e o bem-estar dos demais pacientes presentes, orientando que as manifestações fossem conduzidas de forma respeitosa. Consta, ainda, que a possibilidade de acionamento da equipe de segurança foi mencionada apenas como medida preventiva para manutenção da ordem, diante da continuidade das discussões no local.

O Hospital Santa Elisa reafirma seu compromisso com a segurança do paciente, a qualidade da assistência e o respeito nas relações entre pacientes, acompanhantes e colaboradores. Todas as manifestações recebidas pelo SAC são tratadas com seriedade e utilizadas como oportunidade de aprimoramento dos nossos processos e da experiência de atendimento, pedimos imensa desculpas pelo comportamento e conduta da colaboradora a qual a senhora cita em seu relato, mediante o que a senhora informou foi dada a continuidade e tomada as medidas disciplinares junto a equipe de gestão.

Agradecemos por compartilhar sua percepção.

Atenciosamente,

Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC)
Hospital Santa Elisa

Réplica do consumidor

03/08/2026 às 15:48

A resposta apresentada apenas reforça a falta de transparência e demonstra que a apuração dos fatos não refletiu o que realmente aconteceu.

É absolutamente [Editado pelo Reclame Aqui] a afirmação de que houve aumento do tom das discussões por nossa parte. Em nenhum momento gritamos, ofendemos ou adotamos qualquer postura desrespeitosa. Fizemos apenas questionamentos legítimos sobre um procedimento invasivo que seria realizado por um médico que, segundo informações prestadas pela própria equipe do hospital, havia passado mal.

Também é inverídica a alegação de que a possibilidade de acionar a segurança foi mencionada apenas como medida preventiva. A funcionária Joelma utilizou essa fala como forma de intimidação e ameaça, exclusivamente porque insistimos em obter esclarecimentos sobre uma situação que envolvia a segurança do paciente. Sua postura foi agressiva, ofensiva e completamente incompatível com o atendimento esperado de um hospital.

É importante destacar que questionar se um médico que passou mal está em condições de realizar um procedimento invasivo não é falta de respeito, nem motivo para ameaças. É um direito do paciente e do acompanhante buscar esclarecimentos quando existe uma preocupação legítima com a segurança do procedimento. Colonoscopias, embora rotineiras, não são procedimentos isentos de riscos, podendo ocorrer complicações graves, como perfuração intestinal e hemorragias. Inclusive, casos dessa natureza continuam sendo noticiados com frequência, o que torna ainda mais compreensível que um paciente queira ter a certeza de que o profissional responsável está plenamente apto para realizar o exame. Em nenhum momento exigimos informações sigilosas sobre a saúde do médico. O que buscávamos era uma confirmação de que o hospital havia avaliado sua condição clínica e assumia a responsabilidade de afirmar que ele estava apto a realizar o procedimento com segurança.

Tanto é verdade que não se tratou de uma simples divergência de versões que foram registrados quatro boletins de ocorrência relacionados aos fatos envolvendo a funcionária Joelma. Isso demonstra a gravidade da situação e reforça que sua conduta extrapolou qualquer limite de um atendimento adequado.

Também causa estranheza a afirmação de que a liderança apenas interveio para preservar a ordem. Na realidade, as próprias colaboradoras que estavam realizando o atendimento tentaram conter a postura da funcionária Joelma e chegaram a afirmar, diante de todos, que ela não estava sabendo conduzir a situação. O conflito não foi iniciado pelos pacientes, mas sim pela própria funcionária, que transformou uma conversa tranquila em uma discussão desnecessária.

Outro ponto que chama a atenção é que a resposta do hospital, ao mesmo tempo em que tenta justificar a conduta da colaboradora, afirma que foram adotadas medidas disciplinares em razão do comportamento relatado. Se a atuação da funcionária foi correta, não haveria motivo para aplicação de medidas disciplinares. Essa contradição apenas reforça que houve falha na condução do atendimento.

Lamento que o Hospital Santa Elisa tenha optado por acolher uma versão dos fatos que não corresponde ao que efetivamente aconteceu, tentando atribuir aos pacientes uma postura que jamais existiu. Felizmente, toda a situação foi presenciada por diversos pacientes, acompanhantes e colaboradores da própria unidade, além de ter exigido o comparecimento da Polícia Militar ao local.

Diante da resposta apresentada, fica evidente que o hospital não reconhece a gravidade dos fatos nem a forma como fomos tratados. Assim, adotaremos medidas mais rigorosas para que o caso seja analisado pelos órgãos competentes. Além da comunicação ao plano de saúde, avaliaremos o encaminhamento da situação à Vigilância Sanitária, aos órgãos de defesa do consumidor e às demais autoridades competentes, para que seja apurada não apenas a conduta da funcionária Joelma, mas também os protocolos adotados pelo hospital ao manter um procedimento invasivo sob responsabilidade de um profissional que, segundo informações prestadas pela própria equipe, havia passado mal momentos antes do início dos atendimentos.

Espero que, ao menos nessas instâncias, os fatos sejam analisados com a imparcialidade e a seriedade que infelizmente não foram demonstradas na resposta apresentada pelo Hospital Santa Elisa.

Réplica da empresa

06/08/2026 às 15:08

Prezada Sra. Beatrice,

Agradecemos por compartilhar novamente suas considerações.

Registramos integralmente sua manifestação complementar, que foi anexada ao processo de atendimento e encaminhada às áreas responsáveis para conhecimento e acompanhamento.

Reiteramos que lamentamos os transtornos vivenciados e reforçamos que todas as informações apresentadas foram consideradas durante a apuração interna, bem como servirão para subsidiar ações de melhoria contínua em nossos processos e na qualidade do atendimento prestado.

Esclarecemos que, neste momento, não há novas informações a serem acrescentadas além das já apresentadas em nossa resposta anterior. Permanecemos, contudo, à disposição caso surjam novos elementos relacionados ao caso ou caso haja necessidade de esclarecimentos adicionais.

Agradecemos pela oportunidade de analisar sua manifestação.

Atenciosamente,

Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC)
Hospital Santa Elisa

Consideração final do consumidor

06/08/2026 às 16:35

Não levam a sério as reclamações. O importante é que foi registrado, e espero que alerte pessoas que pensem em ir a um lugar tão ruim.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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