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Jundiaí - SP

11/03/2026 às 14:27

ID: 242981069

Boa tarde prezados.
Tudo bem?

Eu internei no dia 14/02/2026, com um quadro de pré eclampsia. Me colocaram em um quarto com ar condicionado vazando água o qual molhou todo, em risco de eu sofrer uma queda pois estava de 34 semanas e 6 dias de gestação e utilizava muito o banheiro.
Minha cesárea foi às pressas, não fui informada que meus familiares poderiam assistir o parto sendo assim minha filha não conhece o irmão e o mesmo fará 30 dias já nessa semana.
Assim que meu filho nasceu foi direto pra Uti neonatal. Quando fui vê-lo não me informaram nada sobre o leite como seria feito a ordenha nem se deveria tirar ou guardar.
Quando subi a maternidade fiquei sem meu filho juntamente com as mães que estavam com seus bebês, isso acaba com psicológico de quem acabou de passar por uma cesárea e teve seu bebê levado.
Todos os profissionais que me atenderem perguntaram aonde estava o meu bebê pelo fato de eu não estar com ele. O que me deixou extremamente desconfortável e triste, sendo que os mesmos tem acesso ao meu relatório médico.
A uti neo não fica disponível o tempo todo como é informado. Levei 4:30 horas compra conseguir entrar no dia 16/02/2026. Até que eu disse que não esperaria mais.
Durante a ordenha a Tec de enfermagem Andressa não teve paciência nem empatia com a ordenha, toda hora perguntando se já acabou.
A mesma esqueceu de ligar a tela do meu bebê quando foi trocado de lugar a incubadora dele, também não me deu crédito quando eu disse que ele estava quente, ele estava com febre o que resultou em mais dias de internação.
Cada boletim médico é passado uma informação como são vários profissionais cada um passa de uma maneira.
Fomos informados com informações desencontradas por diversas vezes o que causa muita ansiedade e tristeza.
A fono Mariana foi extremamente rude e desumana quando dissemos que o meu leite havia secado por que ordenhar beira leito é extremamente difícil e fomos questionar o tempo que levaria pro meu bebê mamar em seio materno. A mesma disse que demoraria que meu bebê era extremamente prematuro e que ela que veria quando poderia aumentar o leite. Meu bebê nasceu de 35 semanas completas ele não era extremamente prematuro.
Isso me trouxe uma grande sensação de que eu não fazia parte da vida do meu filho e que o processo não acabaria nunca por que fui informada que meu bebê passaria pro peito com 1.800 kg. Não foi bem assim.
Depois disso eu só sabia chorar não queria mais vir ao hospital, saí daqui sem expectativas e sem esperanças. Meu marido foi até a Unimed aonde foi bem recebido pelo enfermeiro Carlos que o auxiliou e nos encaminhou até a ouvidoria conforme solicitamos.
Fui bem tratada por várias profissionais, porém me deram na uti o que me trouxe alívio. Mais ao mesmo tempo teve profissionais que tornaram um processo difícil mais doloroso ainda.
Recebi uma chave de armário no chão número 8 com 3 dias de cesária, informei a enfermeira do plantão que não poderia ser aquela a mesma disse que se estivesse cheio não teria o que ser feito.
O elevador do hospital tem uma porta que precisa de chave de acesso de funcionário pra abrir e o que nos leva a uti neo é uma escada. Assim que tive meu parto o elevador entrou em manutenção sendo somente um.
Nosso almoço é na maternidade o que é extremamente desconfortável.
Temos que andar muito pra chegar lá, o que dificulta a recuperação.
O boletim médico por diversas vezes atrasa.
A vida de uti já não é fácil e o hospital Santa Elisa não tem nada de humanização. É um hospital hostil e arrogante no tratamento com cliente, nos tratando como se estivéssemos incomodando por necessitarmos de atendimento e nos fazendo sentir tristeza durante todo o tratamento.

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Resposta da empresa

20/03/2026 às 11:08

Prezada Sra. Maiza Xavier Lisboa,

Inicialmente, agradecemos por compartilhar conosco sua experiência durante sua internação. Seu relato é extremamente importante, pois nos permite avaliar nossos processos e buscar melhorias contínuas na assistência prestada.

Lamentamos sinceramente pelos desconfortos e sentimentos vivenciados durante esse momento tão delicado de sua vida, especialmente considerando o contexto de uma gestação de risco e internação do seu recém-nascido em UTI Neonatal.

Em atenção aos pontos mencionados, realizamos a devida apuração junto às áreas envolvidas e gostaríamos de esclarecer:

Em relação à acomodação inicial, identificamos que a sua admissão ocorreu na clínica médica. Situações relacionadas à estrutura, como intercorrências com ar-condicionado, são tratadas com prioridade e, sempre que necessário, realizamos remanejamento de leito para garantir segurança e conforto ao paciente.

Sobre o procedimento obstétrico, esclarecemos que, devido ao quadro de emergência relacionado à pré-eclâmpsia, a cesariana foi indicada com caráter imediato, tendo como prioridade a segurança do binômio mãe e bebê. Nessas situações, o tempo para comunicações mais amplas pode ser reduzido, em função da urgência assistencial.

Quanto à internação do recém-nascido em UTI Neonatal, compreendemos o impacto emocional da separação entre mãe e bebê. Informamos que a unidade segue protocolos assistenciais específicos, incluindo orientações aos pais no momento da admissão, rotinas de acesso e acompanhamento do recém-nascido. Eventuais tempos de espera podem ocorrer devido à realização de procedimentos assistenciais indispensáveis, sempre priorizando a segurança dos pacientes.

Em relação às orientações sobre amamentação e ordenha, reforçamos que este é um ponto sensível e já foi alinhado com a equipe para fortalecimento da abordagem, garantindo maior acolhimento, empatia e clareza nas orientações fornecidas às mães.

Sobre as percepções relacionadas à equipe assistencial, todas as observações foram compartilhadas com os profissionais envolvidos e suas lideranças. Ressaltamos que nossa equipe atua pautada em protocolos técnicos e assistenciais, porém reconhecemos a importância da comunicação clara, uniforme e, sobretudo, humanizada. Esse aspecto está sendo reforçado internamente.

Quanto às informações médicas, esclarecemos que existe padronização nas condutas clínicas, ainda que a forma de comunicação possa variar entre os profissionais. Ainda assim, estamos trabalhando para tornar essa comunicação mais alinhada e compreensível aos familiares.

Sobre os demais apontamentos, como acesso à UTI, atrasos em boletins médicos, questões estruturais (elevador, deslocamento para refeições e armários), informamos que todos foram registrados e encaminhados às áreas responsáveis para avaliação e melhorias, dentro das possibilidades estruturais da instituição.

Reforçamos que compreendemos a complexidade e a sensibilidade do período vivido por mães com filhos internados em UTI Neonatal, e nosso compromisso é continuamente aprimorar não apenas a assistência técnica, mas também o acolhimento e a experiência dos nossos pacientes e familiares.

Por fim, destacamos que ficamos à disposição para acolhê-la pessoalmente, caso deseje, para que possamos ouvi-la com mais profundidade e fortalecer ainda mais nosso compromisso com a qualidade e a humanização do cuidado.

Agradecemos, mais uma vez, por sua manifestação.