Reclamação sobre falhas recorrentes e falta de humanização durante internação no Hospital Santa Helena

Reclamação não respondida

Não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

11/09/2026 às 19:45

ID: 258835429

Venho registrar esta reclamação como acompanhante e testemunha direta dos problemas enfrentados pela minha namorada durante suas internações no Hospital Santa Helena, em Santo André, incluindo o período de 28/06/2026 a 02/07/2026 no quarto/leito.

Já enviei anteriormente um e-mail formal ao hospital relatando esses fatos e solicitando uma posição sobre as providências adotadas, mas até hoje não obtive resposta. Diante da ausência de retorno, e sabendo que a paciente também abriu uma reclamação relatando o ocorrido sob a própria ótica (*****), decido trazer aqui o meu relato como quem acompanhou tudo de perto, presencialmente, ao longo de toda a internação.

Estou insatisfeito com a forma como o hospital conduziu essa internação. Estive presente na maior parte do tempo e presenciei, com meus próprios olhos, uma sucessão de falhas que não foram pontuais, mas recorrentes:

Fomos informados que ela tinha direito a acompanhante com poltrona adequada, mas na chegada só havia uma cadeira comum. Passei a primeira noite inteira sentado nela. Só depois de reclamarmos veio uma poltrona, enferrujada e quebrada. A troca por uma poltrona em condições de uso só aconteceu dias depois, e somente após insistência de um familiar e pedido de presença da coordenação.
Acompanhei o pedido de troca de quarto feito por ela. Não veio nenhum retorno da equipe. No dia seguinte, quando fomos refazer a solicitação, descobrimos que ninguém sequer tinha registro do pedido anterior, uma falha de comunicação grave entre os setores.
Presenciei o ambiente do quarto se tornar hostil por causa do comportamento agressivo do acompanhante de outro paciente, que ofendeu a mim, um familiar presente, outras pessoas no quarto e até profissionais da enfermagem, sem qualquer intervenção efetiva da equipe.
Vi profissionais de enfermagem entrando no quarto conversando em tom alto sobre assuntos pessoais, incompatível com um ambiente que deveria ser de repouso.
Testemunhei a demora na avaliação por outros especialistas, especialmente clínico geral e gastroenterologista, o que só aumentava a insegurança dela quanto à condução do próprio tratamento.
Presenciei a falta de itens básicos no quarto, como sabonete e álcool em gel.
Estive presente quando ela teve uma crise de pânico na retaguarda, antes de ser levada ao quarto. Cheguei enquanto a situação ainda acontecia e tive a nítida impressão de que parte da equipe não sabia lidar com aquele momento, faltou sensibilidade com o sofrimento emocional dela.
Constatei, junto com ela, que havia medicações registradas como administradas na prescrição de enfermagem que na realidade não tinham sido aplicadas. Considero isso extremamente grave, pois compromete diretamente a segurança da paciente.

Preciso deixar registrado, porque estive lá o tempo todo e vi de perto: essa sequência de falhas afetou muito a saúde mental dela, que já faz tratamento psiquiátrico e precisava de um cuidado mais humanizado justamente por isso. Ao longo dos dias em que fiquei como acompanhante, vi a ansiedade dela aumentar, o nervosismo se intensificar e o estado emocional piorar, exatamente no momento em que ela mais precisava de acolhimento e tranquilidade para se recuperar. Um período de internação que deveria ajudar na recuperação dela acabou se tornando fonte de mais sofrimento.

Reforço que já formalizei essas questões por e-mail ao hospital e não recebi nenhuma resposta até o momento. Solicito que esta reclamação seja tratada com a seriedade que o caso exige, que seja apurada em conjunto com a reclamação já aberta pela paciente (*****), especialmente o ponto relativo aos registros de medicação não administrada, que entendo se tratar de um incidente de segurança do paciente, e que haja um retorno formal sobre as providências tomadas.

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