Cancelamento abrupto de cirurgias buco-maxilo-faciais autorizadas

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São Paulo - SP
07/08/2026 às 09:10
ID: 255849707
Eu, Dra. Érica Marchiori, cirurgiã Buco-maxilo-facial, incrista no CRO-SP *****, registro aqui minha profunda insatisfação com a forma como o Hospital Santo Ignês, em Indaiatuba, está tentando conduzir o cancelamento das cirurgias da minha especialidade, trazendo prejuízos à três pacientes com cirurgias já autorizadas neste hospital.
Eu possuía quatro cirurgias já agendadas e autorizadas pelo convênio Bradesco, e uma cirurgia já autorizada e ainda não agendada, com pacientes que passaram por meses de preparo, planejamento cirúrgico, exames, organização familiar e até férias programadas para a realização dos procedimentos.
Fui informada, de forma genérica, que os procedimentos de cirurgia buco-maxilo-facial não seriam realizados em razão de uma reforma no centro cirúrgico, sem qualquer esclarecimento adequado sobre prazos, alternativas ou solução para os pacientes já agendados, sendo que esta reforma está acontecendo há meses e nunca tivemos problemas de agendamento até então.
A consequência dessa decisão recai exclusivamente sobre os pacientes, que são os maiores prejudicados. Trata-se de pessoas que aguardam há muito tempo pelo tratamento e que agora se encontram em situação de completa insegurança.
Como profissional, considero essa condução desrespeitosa com os pacientes, com os médicos e com todo o planejamento envolvido em procedimentos cirúrgicos de alta complexidade.
Ademais, após um dos pacientes manifestar formalmente sua insatisfação ao hospital por meio de mensagens via WhatsApp, foi informado que apenas dois procedimentos cirúrgicos seriam mantidos, referentes aos pacientes Fernanda e Jimmy. Entretanto, os pacientes Angel, Beatriz e Jociel permaneceram sem qualquer solução apresentada. Ressalto que Angel e Beatriz já possuíam cirurgias regularmente agendadas para o mês seguinte, com todo o planejamento pré-operatório realizado, o que evidencia o impacto significativo dessa decisão sobre pacientes que já se encontravam em fase final de preparação para seus procedimentos.
Diante dessa situação, adotarei as medidas cabíveis para que os fatos sejam apurados, incluindo comunicação formal ao convênio Bradesco, registro formal nos órgãos competentes e orientação para que os pacientes também exerçam seus direitos, caso entendam que foram prejudicados.
Espero que o hospital reveja sua postura e trate casos como esse com a transparência, responsabilidade e respeito que pacientes e profissionais de saúde merecem.
Sem mais,
Dra Érica Marchiori