Hospital Santa Isabel: Falha na Condução de Diagnóstico e Tratamento de Pneumonia com Agravamento do Quadro Clínico

Respondida
São Paulo - SP
02/05/2026 às 22:11
ID: 247549481
No dia 07/11/2025, procurei o Hospital Santa Isabel com exames completamente alterados e quadro de febre alta. Fui informado de forma alarmante que poderia se tratar de trombose, sendo inclusive sugerida internação em UTI, tratando o caso como extremamente grave porém, sem uma investigação coerente que sustentasse essa hipótese.
Diante da inconsistência do diagnóstico, eu mesmo levantei a possibilidade de um quadro infeccioso. Somente após insistência minha foram realizados novos exames. Mesmo internado, precisei solicitar avaliação de um infectologista. A médica que me atendeu foi atenciosa e profissional, porém ficou evidente que a gestão do hospital é engessada e desorganizada, a ponto de comprometer o atendimento. Inclusive, a própria médica pediu demissão posteriormente, o que reforça a gravidade da situação interna da instituição.
Após toda essa condução falha, o diagnóstico mudou para pneumonia uma condição séria e, ainda assim, recebi alta sem qualquer encaminhamento para acompanhamento com pneumologista, o que demonstra total negligência no seguimento do caso.
Meses depois, com piora do quadro, incluindo dificuldade para falar e intensa falta de ar, retornei ao hospital em 09/04/2026. O diagnóstico de pneumonia foi novamente afirmado, porém a medicação prescrita não apresentou qualquer eficácia.
No dia 28/04/2026, retornei à unidade e fui informado por uma médica que meu caso era extremamente urgente, com indicação imediata de UTI para monitoramento. Combinei retorno em 48 horas por motivo de força maior, seguindo medicação prescrita.
Na noite de 29/04, após crises intensas, retornei ao hospital e fui informado novamente da necessidade de internação em UTI. No entanto, já no dia 01/05, durante o processo de internação, começaram os problemas graves:
Não me forneceram acesso aos resultados dos exames, nem mesmo pelo portal;
Solicitei cópia dos exames e fui simplesmente ignorado;
Tentaram substituir medicação intravenosa por comprimidos que eu já utilizava em casa, sem justificativa plausível;
Não houve monitoramento intensivo compatível com uma UTI;
Não houve investigação aprofundada do meu quadro clínico;
Medicamentos não eram administrados corretamente nos horários;
A equipe demonstrava despreparo e, pior, tratava questionamentos com rispidez.
Um ponto extremamente grave: a equipe só demonstrava alguma interação quando eu estava sob efeito de medicações, em estado de menor lucidez o que é, no mínimo, antiético.
Diante de tudo isso, questiono: qual o sentido de uma internação em UTI sem monitoramento adequado, sem transparência e sem conduta médica coerente?
Meu quadro vem se agravando ao longo de mais de 6 meses, sem solução definitiva, apesar de sucessivas idas ao hospital e até indicação de UTI. O que se observa é um ambiente desorganizado, com profissionais despreparados e uma gestão que claramente compromete a qualidade do atendimento.
Exijo ser tratado com dignidade, respeito e responsabilidade. Não aceitarei alta sem um diagnóstico claro e um plano de tratamento efetivo para o meu problema.
Fica aqui o registro de uma experiência extremamente negativa, que coloca em dúvida a capacidade do hospital de prestar um atendimento minimamente seguro.
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Resposta da empresa
05/05/2026 às 16:08
Prezado Sr. Rafael, Boa Tarde!
Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr.