Insatisfação com atendimento pediátrico no Hospital Santa Lúcia - Unidade do Gama

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Curitiba - PR

09/09/2026 às 10:57

ID: 258560023

Meu filho, de 1 ano e 4 meses, está internado no Hospital Santa Lúcia Unidade do Gama, no quarto 1 dos quartos pediátricos, e estamos extremamente insatisfeitos com o atendimento recebido.

Gostaria de deixar claro que o atendimento no pronto-socorro de Taguatinga foi bom. Fomos bem atendidos desde a chegada, pela manhã. Por volta do horário do almoço, fomos informados do diagnóstico de pneumonia, da necessidade de internação e da transferência para a unidade do Gama. Recebemos o almoço em Taguatinga e chegamos ao Gama no meio da tarde.

A demora da transferência ocorreu porque, após o diagnóstico, a equipe de Taguatinga tentou iniciar a medicação, mas não conseguia obter o acesso venoso. Foram feitas tentativas e, quando meu filho ficava agitado, os profissionais saíam para esperar que ele se acalmasse. Essa foi a parte menos preocupante de toda a experiência, e o atendimento em Taguatinga foi muito melhor do que o que encontramos no Gama.

Chegada ao Gama: horas em cadeiras, apesar de haver cama disponível

Quando chegamos ao Gama, fomos informados de que os médicos ainda não haviam solicitado um quarto para o paciente. Ficamos na enfermaria, e a orientação foi que permanecêssemos sentados nas cadeiras, mesmo havendo cama disponível.

Depois de horas, tivemos que pedir para que meu filho pudesse utilizar uma cama. É inadmissível que uma criança pequena, recém-transferida e com diagnóstico de pneumonia, precise permanecer horas em cadeiras quando havia cama disponível.

Alimentação: uma criança sem receber comida desde o almoço

Às 18h, meu filho ainda não havia recebido nenhuma alimentação desde o almoço em Taguatinga. Tivemos que pedir para que oferecessem comida.

Depois que fomos para o quarto, os problemas continuaram. Meu filho está recusando comida, e precisamos insistir para conseguir leite.

Hoje pela manhã, ficamos 3 horas pedindo leite até que finalmente trouxessem. Cada pessoa para quem pedíamos dizia que deveríamos solicitar em outro local.

Pedimos no lactário mais de uma vez, e não veio. A pessoa da copa disse que deveríamos pedir à nutricionista. Pedimos à nutricionista, e também não veio. As enfermeiras, técnicas de enfermagem e até a médica diziam que deveríamos pedir no lactário justamente o primeiro lugar em que havíamos solicitado.

É inadmissível que uma situação tão básica não possa ser resolvida internamente entre os profissionais, sem que o acompanhante, totalmente fragilizado e preocupado com a situação do paciente, tenha que ficar ligando de um lugar para outro para conseguir leite para um bebê.

E pior: todos os profissionais já haviam sido informados de que meu filho não estava aceitando comida, mas mesmo assim tivemos que repetir a solicitação diversas vezes.

Atrasos recorrentes na administração do antibiótico

Meu filho está tomando antibiótico de 6 em 6 horas, e precisamos ficar cobrando para que a medicação seja administrada.

Desde que chegamos ao Gama, nenhuma vez o antibiótico foi administrado no horário correto sem que precisássemos insistir e cobrar. Todas as vezes foi necessário lembrar a equipe e pedir que o medicamento fosse dado.

Esse é o ponto que mais nos preocupa. Não é aceitável que os pais precisem ficar controlando e cobrando a administração de um antibiótico essencial para o tratamento de uma criança internada. A família não deveria ter que assumir o papel de acompanhar se a medicação está sendo administrada no horário prescrito.

Falta de avaliação médica e estrutura insuficiente

Hoje, às 10h da manhã, recebemos a visita da médica pela primeira vez desde que chegamos ao Gama. Ontem, nenhum médico veio avaliar meu filho após a internação.

Na enfermaria, a informação que recebemos foi de que o hospital conta com apenas um pediatra atendendo o pronto-socorro e a internação. Se essa informação estiver correta, trata-se de uma situação extremamente preocupante para uma unidade que atende crianças internadas.

Falta de cuidado com o ambiente pediátrico

Durante a madrugada, entraram no quarto para recolher o lixo fazendo o maior barulho, sem qualquer preocupação com o descanso dos pacientes.

Além disso, o banheiro do quarto 1 dos quartos pediátricos fica alagado porque a área molhada não possui desnível adequado. A água corre para o lado oposto do ralo, em vez de escoar, e acaba se acumulando no piso. É inadmissível que uma criança internada permaneça em um quarto com esse tipo de problema de infraestrutura, que compromete o uso adequado do banheiro e demonstra falta de manutenção e de condições adequadas para a internação.

Esperávamos o mesmo padrão das demais unidades

Meu filho nasceu no Santa Lúcia da Asa Sul, e a experiência foi ótima. O pronto-socorro de Taguatinga também foi bom, e esperávamos que a unidade do Gama mantivesse o mesmo padrão de atendimento das demais unidades.

Infelizmente, não foi o que encontramos.

O que estamos vivenciando no Gama é uma sequência de falhas que não deveriam acontecer em uma internação pediátrica: demora para disponibilizar cama, falta de alimentação, atraso de horas para conseguir leite, necessidade de cobrar repetidamente o antibiótico, falta de avaliação médica e problemas de infraestrutura.

O mais grave é a necessidade de ficar cobrando a medicação. Estamos falando da saúde de uma criança de 1 ano e 4 meses, e não de um atendimento eletivo em que atrasos possam ser tratados como algo normal.

Diante de tudo isso, solicito uma providência imediata da direção do hospital, com esclarecimentos sobre:

A demora para disponibilizar um quarto, mesmo havendo cama disponível;
A falta de alimentação desde o almoço em Taguatinga até as 18h;
O atraso de 3 horas para conseguir leite;
A dificuldade de comunicação entre os setores responsáveis pela alimentação;
Os atrasos recorrentes na administração do antibiótico;
A ausência de avaliação médica no dia da internação;
A informação de que haveria apenas um pediatra atendendo pronto-socorro e internação;
O barulho excessivo durante a madrugada;
O problema de alagamento no banheiro do quarto 1, decorrente da falta de desnível adequado no piso, que faz a água correr para o lado oposto do ralo.

Espero que o hospital não responda apenas com uma mensagem padrão, mas que apure efetivamente o ocorrido, corrija as falhas e apresente uma resposta concreta sobre as providências adotadas.

A família está passando por um momento delicado, com o filho internado, e o mínimo esperado é que ele receba um atendimento seguro, organizado e digno.

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