Atendimento negligente e falta de equipamento básico no Pronto Socorro do Hospital Santa Marcelina

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São Paulo - SP

26/05/2026 às 20:46

ID: 249773845

No dia *****, às 19h05, estive no Pronto Socorro do Hospital Santa Marcelina com muita dor de cabeça, febre, sintomas gripais, sem apetite há 3 dias, além de ser asmática e ter crianças pequenas em casa.

Fui atendida no consultório ***** e, para minha surpresa, o médico simplesmente olhou para minha cara, não me examinou, não aferiu sinais vitais e já falou que me daria um coquetel. Nem pela triagem eu havia passado ainda.

Relatei também dor no ouvido e ouvi dele que ali era um PS e não tinha equipamento. Me pergunto: então devemos procurar atendimento onde, se não em um pronto socorro? Pagamos caro em convênio e coparticipação para receber um atendimento desse nível?

Me recusei a sair sem ser examinada e somente após eu questionar a conduta fui encaminhada para a triagem, onde constataram febre de ***** e batimentos alterados. Só então fui passada com outra médica.

O atendimento foi péssimo e extremamente negligente. E detalhe: o pronto socorro não tinha nem um simples palito para a médica olhar a garganta, e na triagem precisaram rodar o hospital atrás de um termômetro. Isso é o [Editado pelo Reclame Aqui].

E sim, estou falando de um atendimento PARTICULAR/CONVÊNIO.

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Resposta da empresa

27/05/2026 às 16:19


Prezada Sra. Ludmila,

Informamos o protocolo foi registrado e respondido via e-mail, momento em que informamos que a demanda está sendo analisada e assim que obtivermos uma posição dos responsáveis, faremos contato.

Desta forma, agradecemos a compreensão e permanecemos à disposição.

Cordialmente,

SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente
Hospital Santa Marcelina Itaquera
11 2070-6098
[email protected]

Réplica do consumidor

27/05/2026 às 22:40

Mensagem: Quero também deixar registrado que, no meio de todo aquele caos e de tudo o que relatei acima, aconteceu uma situação extremamente desconfortável e triste de presenciar.
Em determinado momento, fui até o posto de medicação perguntar, de forma educada, se estava próximo de eu ser chamada, pois caso demorasse mais eu iria me direcionar para outro setor para realizar um exame solicitado. Porém, ao chegar lá, encontrei as técnicas de enfermagem extremamente alteradas, nervosas e discutindo com um paciente. Foi uma cena horrível de se ver. Houve bate-boca, gritos, ameaça de ir embora e largar o setor, ligações para supervisão uma situação totalmente descontrolada.
Tudo aquilo acabou respingando em nós, pacientes, que não tínhamos absolutamente nada a ver com o problema. O ambiente ficou pesado, hostil e assustador. Quando tentei pedir informação e solicitar minha ficha, fui tratada com extrema grosseria. Aquilo me causou medo. Sinceramente, eu já não queria mais tomar medicação ali, porque a postura que estavam tendo me fez sentir insegura. Parecia que toda a raiva e o estresse daquele momento poderiam ser descontados em qualquer paciente que estivesse ali, inclusive em mim.
E nós estávamos ali porque estávamos doentes. Eu não estava ali passeando, nem buscando atestado. Eu estava passando mal, com dor, febre, sem conseguir me alimentar direito há dias, buscando atendimento e acolhimento humano.
No meio de toda aquela confusão, fui realizar outro exame e, quando retornei, procurei novamente a primeira profissional que havia me acolhido desde o início. Infelizmente, não sei o nome dela. Sei apenas que ela estava no posto de observação/internação. Essa profissional foi um verdadeiro anjo naquele momento. Enquanto muitos estavam alterados, ela permaneceu calma, humana, educada e acolhedora.
Ela conversou comigo, pegou minha ficha, me ajudou em tudo e me tratou com respeito. Depois, apareceu outra profissional, cujo nome também infelizmente não recordo, e as duas foram as únicas que realmente demonstraram profissionalismo e humanidade naquele ambiente naquele momento.
Mesmo em meio ao caos do setor, elas não descontaram seus problemas nos pacientes. Pelo contrário: acolheram, ajudaram e trataram cada pessoa da forma que acredito que todo ser humano merece ser tratado, principalmente em um ambiente hospitalar.
Por isso, apesar de toda frustração e de todos os problemas que vivi naquele atendimento, faço questão de registrar meu agradecimento e elogio a essas duas profissionais. Uma pena eu não saber os nomes delas, porque mereciam reconhecimento. Foram as únicas que, naquele dia, souberam tratar um paciente como ele realmente deve ser tratado: com humanidade.