Conduta abusiva e antiética de pediatra no Hospital Santa Maria de Suzano

Em réplica
Itaquaquecetuba - SP
02/12/2025 às 16:58
ID: 233508897
Conduta abusiva e antiética de pediatra no Hospital Santa Maria de Suzano Intermédica, favor intervir imediatamente
No dia 24/11/2025, no Hospital Santa Maria de Suzano (convênio Intermédica Smart 200 Alto Tietê), ***** realizou uma cesariana sem intercorrências.
No dia seguinte, ocorreu um episódio absolutamente inaceitável durante a primeira visita do pediatra ao quarto 105.
O médico não se apresentou, homem de aproximadamente 50 anos, de baixa estatura, origem asiática adotou uma postura abusiva, humilhante e completamente fora de qualquer protocolo clínico.
Primeiro, ao examinar o bebê da outra paciente (Milena), afirmou que o bebê teria traumas, um argumento sem base técnica, sem empatia e totalmente inadequado para um ambiente de pós-parto.
Em seguida, ao examinar o bebê de Jamila, o médico iniciou uma sequência de falas agressivas, culpabilizadoras e emocionalmente violentas, alegando que:
Jamila traumatizou o filho para o resto da vida;
o bebê seria nervoso para sempre por culpa dela;
ela não deveria ter sido mãe;
seu leite iria secar;
o filho cresceria achando que é culpado de tudo por causa dela;
ela deveria pedir perdão ao filho todos os dias porque seria culpada pelo bebê não ser normal;
ainda questionou se a gravidez havia sido um acidente.
Após atacar emocionalmente Jamila, o médico saiu do quarto e, ao fechar a porta, disse para a outra paciente: Você sim é mãe, ao contrário dela.
A cena foi presenciada por Jamila, pela mãe dela (*****) e pela paciente Milena. Todos ficaram em choque frente à conduta antiética, discriminatória e potencialmente configurada como violência obstétrica psicológica.
Jamila ficou profundamente abalada psicologicamente.
Solicito de forma assertiva:
Abertura imediata de sindicância interna e identificação formal do pediatra.
Registro do evento como Evento Adverso conforme normas de qualidade hospitalar.
Cópia integral do prontuário e informações sobre quem realizou o atendimento naquela manhã.
Relatório oficial contendo as medidas corretivas aplicadas.
Encaminhamento do caso à direção médica e ao setor de qualidade.
O episódio compromete diretamente o bem-estar físico e emocional da puérpera e fere o Código de Ética Médica, diretrizes de parto humanizado, normas da ANS e padrões básicos de atendimento.
Aguardo retorno formal com plano de ação e prazos de apuração.
Trata-se de um caso grave, com impacto real e testemunhas, e será levado aos órgãos competentes (CRM, ANS e Ministério Público, se necessário) caso não haja manifestação institucional compatível com a seriedade da ocorrência.
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Resposta da empresa
15/04/2026 às 09:00
Prezados familiares da Sra. Jamila Mendes Silva dos Santos,
Agradecemos o contato e a confiança em compartilhar sua manifestação, que é fundamental para o aprimoramento contínuo de nossos processos assistenciais e de atendimento.
O Hospital Santa Maria repudia qualquer conduta que contrarie os princípios éticos, técnicos e humanos que orientam nossa atuação. Ressaltamos que situações como as relatadas não refletem nossos valores nem o compromisso com um atendimento seguro, ético e humanizado.
Informamos que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, as providências cabíveis foram prontamente adotadas. O caso foi formalmente registrado e encaminhado à Direção Médica, ao Setor de Qualidade e Segurança do Paciente e aos comitês responsáveis, para apuração criteriosa.
As medidas necessárias já foram implementadas, com o devido acompanhamento das áreas competentes, e eventuais ações corretivas e disciplinares foram aplicadas conforme os resultados da apuração, em conformidade com a legislação e normas vigentes.
Reiteramos nosso compromisso com a transparência, a responsabilidade e a melhoria contínua dos serviços.
Atenciosamente,
Hospital Santa Maria de Suzano
Réplica do consumidor
03/06/2026 às 21:20
Agradeço a resposta, porém ela gera mais dúvidas do que esclarecimentos.
O hospital afirma que realizou uma apuração criteriosa e que medidas corretivas e disciplinares foram adotadas. No entanto, em nenhum momento a principal envolvida e vítima da situação, Sra. ***** , foi contatada para prestar esclarecimentos adicionais, complementar informações ou sequer relatar diretamente o ocorrido.
Isso causa estranheza. Como pode ter havido uma apuração realmente criteriosa sem ouvir a paciente que sofreu as ofensas? Como foram avaliados os impactos emocionais causados pela conduta do profissional sem qualquer contato com ela ?
Além disso, até o momento não houve qualquer pedido de desculpas à paciente, nem demonstração de interesse em compreender a extensão dos danos causados por um episódio que ocorreu em um momento de extrema vulnerabilidade física e emocional, logo após um parto.
A resposta do hospital é genérica e não esclarece nada!
Uma investigação que não ouve a principal vítima dos fatos relatados dificilmente pode ser considerada completa ou criteriosa.