Atendimento Hospitalar Negligente e Desumano

Não respondida
Uberlândia - MG
01/09/2025 às 15:55
ID: 225855483
Venho, por meio desta, expressar minha profunda indignação, tristeza e revolta diante do tratamento recebido no Hospital Santa Marta, em Uberlândia-MG, no dia 25 de agosto de 2025, menos de 24 horas após minha alta hospitalar neste mesmo hospital.
Sou paciente oncológica e fui internada neste hospital com sepse abdominal causada por Clostridium difficile, permanecendo em isolamento rigoroso na UTI por quatro dias e, posteriormente, mais dois dias em enfermaria. Ao receber alta, no domingo, fui orientada de maneira clara a permanecer em isolamento domiciliar e retornar imediatamente em caso de qualquer instabilidade clínica.
Menos de 24 horas depois, debilitada, com dor intensa e em tratamento ainda em andamento, precisei retornar ao hospital. Desde minha chegada, informei à equipe sobre a recomendação médica de isolamento. Mesmo assim, fui colocada inicialmente em uma sala de observação com outros pacientes um risco grave à saúde de todos ali presentes.
Após ser levada à sala de emergência, vivi momentos de extrema dor, fragilidade e humilhação. A técnica de enfermagem, apesar dos esforços, não conseguiu realizar a punção venosa após diversas tentativas, causando vários hematomas e mais dor. A técnica de enfermagem então solicitou apoio a profissional identificada como Enfermeira Larissa, cuja postura, ao invés de apoiar e acolher, trouxe ainda mais sofrimento: arrogância, frieza e total ausência de empatia.
Mesmo diante do meu quadro delicado, a enfermeira Larissa não só se recusou a me orientar adequadamente sobre onde poderia permanecer em isolamento, como também me direcionou, de forma irresponsável e antiética, à recepção externa do hospital, sugerindo que eu fosse tomar água para hidratar e facilitar a punção. Além disso, chegou a me pedir que não pronunciasse a palavra bactéria em voz alta, como se o mais importante fosse ocultar informações, e não garantir a segurança dos demais pacientes.
Apesar de outra profissional ter realizado a punção, devido ao meu estado frágil, debilitada, com dor e aguardando medicação já prescrita, a enfermeira Larissa manteve sua postura inadequada, e continuei sendo ignorada, desrespeitada e exposta a riscos desnecessários. Sem condições de permanecer naquele ambiente hostil e inseguro, fui obrigada a buscar socorro em outro hospital (Santa Genoveva), onde fiquei novamente internada por vários dias o que demonstra claramente a gravidade do meu quadro clínico e a falha do atendimento prestado no Hospital Santa Marta.
Adicionalmente, o hospital se recusou a cancelar procedimentos junto ao plano de saúde, mesmo comprovando que o atendimento adequado não foi prestado, alegando que eu havia apenas passado por consulta.
Essa experiência representa:
1. Grave violação do protocolo de isolamento, colocando minha vida e a de outros em risco;
2. Falta de humanidade, empatia e respeito por parte da enfermeira citada;
3. Negligência assistencial, ignorando prescrições e meu estado clínico;
4. Desrespeito ao Código de Ética da Enfermagem;
5. Risco ainda maior dada minha condição de paciente oncológica, tornando a exposição a infecções particularmente grave.
Diante disso, exijo:
Abertura de investigação interna imediata sobre a conduta da profissional envolvida;
Esclarecimentos formais por escrito sobre medidas adotadas para evitar recorrência de episódios tão graves;
Implementação de protocolos rigorosos de isolamento, em conformidade com as normas de vigilância sanitária.
Ressalto: não se trata apenas de uma falha de atendimento, mas de uma experiência marcada por dor, descaso e desrespeito, que não pode e não deve ser silenciada.