Meu bebê [Editado pelo Reclame Aqui] no HMU e já diziam que morreriam desde que nasceu

Respondida
São Bernardo do Campo - SP
18/12/2020 às 10:16
ID: 116893135
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesNo dia 12/11/*******, fui fazer um exame de ultrassonografia com Doppler no hospital HMU de São Bernardo. Eu tinha uma gravidez de risco que já estava sendo acompanhada no CAISM. Entretanto, ao fazer a ultrassonografia com Doppler, foi constatado que minha situação estava grave e que precisava de cuidados mais frequentes. Fui internada ás pressas. Depois de ficar no CO do hospital, fui encaminhada para a casa da gestante.
Inicialmente a doutora Roberta Kronemberger, solicitou exames de ultrassonografia com Doppler a cada 3 dias.
Depois de fechar a semana e entrar nas 26 semanas de gestação, ela aconselhou que fosse feita a ultrassonografia com Doppler todos os dias.
Nos 25 dias que fiquei internada, fazia a ultrassonografia com Doppler todos os dias, o cardiotoco, tomava a levotiroxina para meu hipotireoidismo que, no momento estava controlado. Tomava sulfato ferroso e carbonato de sódio.
Depois de uns 20 dias internada, questionei a uma das médicas sobre o uso de ácido fólico. Percebi que algumas grávidas com mais semanas tomavam e eu não. A doutora prescreveu. A partir de então, fiquei no aguardo do melhor momento para a realização da cesariana.
No último dia das 26 semanas, com a mudança de quadro repentina, foi-me proposta pela doutora Carolina, a realização do parto cesariana. Eu faria com 27 semanas. Fiquei desesperada, porque sabia que seria muito prematuro.
Então, decidiram administrar o corticoide para amadurecimento do pulmão e comecei a tomar AAS.
Depois disso, fiquei internada até o final das 28 semanas. Antes de realizar o parto tomei Clexane e um AAS que foi suspenso nas 28 semanas.
Foi realizado o parto cesariana no primero dia das 29 semanas.
Meu bebê nasceu com ******* gramas e 31,5 cm.
Foi um parto tranquilo e parecia tudo estar caminhando.
Ele foi colocado imediatamente em uma incubadora.
Eu não pude vê-lo pois, quando trouxeram, eu ainda estava sendo suturada.
Meu marido o viu e disse que parecia estar tranquilo mesmo com o uso de tubo respiratório. Foi encaminhado para a UTI neonatal do HMU.
A partir do nascimento, meu bebê passou por uma série de procedimentos.
Ele nasceu em uma segunda-feira. Teve uma parada respiratória que não ocasionou danos cerebrais. Passou a terça-feira respirando com a ajuda do tubo respiratório.
Na madrugada da quarta-feira, teve um mal estar e os pulmões foram colapsados com um pneumotórax.
Para urgência, uma das doutoras usou o procedimento com agulha para aliviar a pressão e tentar mantê-lo bem.
Depois uma outra doutora especialista fez uma micro cirurgia, colocando 4 drenos nos dois pulmõezinhos, devido à gravidade do caso.
Meu bebê seguiu os dias aparentemente se recuperando. Sábado e domingo, senti um pico de melhoria. Entretanto, as médicas sempre me diziam que ele não estava reagindo.
Na madrugada do domingo para a segunda-feira, ele teve outro mal estar e baixos níveis de saturação. O coração teve que receber medicamentos para estímulo.
Passou a manhã toda sedado, entubado, com os 4 drenos e muito mal.
As médicas Milena e Adana da área do neonatal me disseram que ele estava muito fraco e que iriam ver se ele realmente responderia aos estímulos.
No final de tudo isso, fui abordada por péssimas profissionais, dentre elas a Milene fisioterapeuta e a enfermeira Fabiana que me diziam que eu devia deixar meu filho partir, que deveria deixá-lo morrer em paz e confiar em Deus, que, segundo a fisioterapeuta Milene me daria outro.
Com uma atitude um TANTO DUVIDOSA, a enfermeira Fabiana nos sugeriu segurar o bebê para que ele sentisse nosso carinho e nosso amor.
Ela abriu a incubadora, trocou a fraldinha e nos deu o bebê para que segurássemos.
Eu não raciocinei na hora o que poderiam estar fazendo...
Depois de retorná-lo à incubadora, a temperatura corporal baixou e ele teve uma parada cardíaca.
As médicas foram chamadas e realizaram um procedimento. Uns 10 minutos depois voltaram para dizer-nos que ele havia morrido.
Vários pontos negativos sobre o acompanhamento do CAISM e do HMU - não tive o acompanhamento necessário no início da minha gravidez. Não me foi dada a administração de AAS, fundamental para gravidez com presença de insuficiência placentária. Não fui acompanhada desde o início. Decidiram tomar determinadas atitudes depois de 25 semanas, o que já foi considerado um estágio avançado para uma gravidez com insuficiência placentária.
A UTI neonatal - em nenhum momento acreditei que eles estivessem confiantes que meu bebê sobreviveria. Só fizeram o atendimento para não receber processos futuramente.
Não acompanharam corretamente como deveriam.
Algumas enfermeiras, em especial a Fabiana, que não sei o sobrenome, não me deixava tocar no meu bebê. Ela, no entanto, o tocava com força e de qualquer jeito. Não posso dizer o mesmo de outras enfermeiras, como a Cícera, a Juliana, etc. Elas foram carinhosas e por geral me permitiam tocar no bebê.
Eu guardo profundas mágoas do HMU.
Não indico o hospital para ninguém.
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Resposta da empresa
18/03/2021 às 10:55
Olá Érica, tudo bem?
Lamentamos por toda essa experiência negativa e lamentamos por sua perda, desejamos nossas sinceras condolências, contudo, temos a informa que a presente manifestação, não envolve uma relação de consumo com o Hospital São Bernardo, empresa administrada pela NotreDame Intermédica S/A., com sede na Av. Paulista, ******* - São Paulo, inscrita no CNPJ sob n 44.*******.*******/*******38.
Solicitamos por gentileza acionar o Hospital Municipal Universitário (HMU) - São Bernardo, para que possam dar andamento na tratativa da reclamação.
Havendo dúvidas, permanecemos a sua disposiçãoatravésdos nossos canais de relacionamento 24h (SAC ******* ******* *******).
Atenciosamente,
Jefferson Negrão
Grupo NotreDame Intermédia Saúde S/A.