Péssimo médico e péssima emergência

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
25/06/2026 às 07:11
ID: 252295241
Prezados,
Venho registrar uma manifestação de profunda insatisfação com o atendimento prestado ao meu pai no pronto-socorro deste hospital no dia 23 de junho de 2026.
Meu pai, de 86 anos, portador de diversas comorbidades e em cuidados paliativos, deu entrada na emergência às 10h30, apresentando quadro de tosse secretiva. Foi atendido pela médica plantonista Dra. Júlia (não sei informar o sobrenome nem o CRM).
A médica solicitou exames laboratoriais (sangue e urina) e uma tomografia computadorizada de tórax. Os exames laboratoriais apresentaram pouquíssimas alterações.
Entretanto, um fato extremamente grave ocorreu durante o atendimento. A médica se recusou a auscultar o pulmão do meu pai porque ele estava dormindo. A cuidadora explicou reiteradamente que ele é um paciente em cuidados paliativos, que não responde mais adequadamente aos estímulos e que não seria possível simplesmente acordá-lo para atender à vontade da médica. Ainda assim, ela manteve a recusa em realizar o exame físico.
Outro aspecto inaceitável foi o tempo de permanência na enfermaria do pronto-socorro. Meu pai permaneceu das 10h30 da manhã até aproximadamente 20h30, deitado em uma maca, aguardando apenas o resultado da tomografia, que até aquele momento sequer havia sido disponibilizado à médica.
Durante todo esse período, não recebeu alimentação, inclusive permanecendo sem almoço. Quando solicitei que fosse fornecida sua dieta, fui informada de que isso somente seria possível caso ele estivesse formalmente internado.
Considerando sua idade, sua condição clínica e o fato de ser um paciente paliativo, essa permanência prolongada, sem alimentação e sem definição diagnóstica, apenas agravou seu desgaste físico, sem qualquer benefício assistencial.
Diante da demora excessiva, precisei levá-lo para casa às 20h30, pois já era o horário habitual de seu jantar e de seu repouso. Saí do hospital sem qualquer acesso ao resultado da tomografia.
Para minha surpresa, ao solicitar uma cópia do exame, fui informada de que ele somente poderia ser disponibilizado após sete dias.
Considero essa informação absolutamente inadmissível. Trata-se de um exame pertencente ao paciente, realizado para investigação de um quadro agudo, cujo resultado é essencial para a continuidade imediata da assistência médica. Não faz qualquer sentido obrigar um paciente extremamente fragilizado a repetir exames enquanto um exame já realizado permanece indisponível.
Dessa forma, solicito a liberação imediata das imagens e do respectivo laudo da tomografia computadorizada, para retirada em mãos ou por outro meio que o hospital disponibilize, a fim de que eu possa encaminhá-los à médica assistente do meu pai.
Solicito, ainda, que esta manifestação seja formalmente apurada, com esclarecimentos acerca:
* da recusa da médica em realizar o exame físico;
* da permanência do paciente por cerca de dez horas na enfermaria sem alimentação;
* da demora excessiva na liberação do resultado da tomografia; e
* da justificativa para a negativa de acesso imediato ao exame realizado.
Aguardo retorno com urgência, considerando a condição clínica do paciente.
Atenciosamente,
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Filha e responsável pelo paciente