Indignação com o atendimento do convênio Hapvida e falhas no tratamento do paciente no Hospital São José

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São José dos Campos - SP

29/03/2026 às 19:02

ID: 244647155

RECLAMAÇÃO FORMAL INDIGNAÇÃO COM O CONVÊNIO HAPVIDA

Venho por meio desta registrar a minha profunda indignação com o atendimento prestado pelo convênio Hapvida, em especial no Hospital São José , em São José dos Campos.

No dia 21/03, meu pai deu entrada no pronto-socorro em estado grave, apresentando pressão arterial extremamente elevada (25), sudorese intensa e vômitos. Desde o primeiro momento, vivenciamos falhas preocupantes. Mesmo com exame de sangue indicando alteração na troponina um marcador importante de comprometimento cardíaco não foi iniciado, naquele mesmo dia, o protocolo adequado para emergência hipertensiva.

A monitorização intensiva, que deveria ter sido imediata, só foi iniciada no dia seguinte. O cateterismo, solicitado com urgência, foi realizado apenas no dia 23/03, e ainda assim em outro hospital, o Hospital Salvalus, em São Paulo, gerando mais desgaste emocional e logístico para toda a família.

Após o procedimento, meu pai retornou ao Hospital São José e foi internado na UTI. Nesse momento, fomos informados pelo médico plantonista sobre a necessidade de uma cirurgia de revascularização do miocárdio. No entanto, em nenhum momento tivemos a avaliação presencial de um cardiologista durante a internação na UTI. Todas as informações foram baseadas em suposições, o que gerou ainda mais insegurança e angústia.

Diante de tantas falhas, solicitamos acesso aos exames doppler e cateterismo e, inicialmente, não tivemos acesso completo aos resultados. Apenas após insistência foram fornecidas imagens do doppler e o laudo do cateterismo, que deveriam ter sido disponibilizados desde o início.

Passaram-se quatro dias sem qualquer visita de um cardiologista. Permanecíamos apenas aguardando uma vaga para transferência para um hospital de referência, sem informações claras ou suporte adequado.

No dia 27/03, procurei a assistente social do hospital, Sra. Cíntia, com o objetivo de obter um e-mail institucional para envio de uma notificação extrajudicial solicitando as imagens do cateterismo. Fui orientada a aguardar autorização de uma superior (*****) apenas para obter um simples contato de e-mail. Após uma hora de espera, foi fornecido o e-mail da própria assistente social. Uma situação desnecessária, desgastante e completamente desrespeitosa diante da gravidade do momento.

A assistente social, que deveria acolher e facilitar, infelizmente apenas ampliou nossa sensação de abandono e impotência.

Somente após muita insistência conseguimos, com a enfermeira coordenadora da UTI, acesso às imagens do cateterismo.

Como se não bastasse, fomos informados no sábado que havia surgido uma vaga no Hospital Salvalus para avaliação da equipe de cardiologia. Disseram que entrariam em contato até às 23h. A ligação só ocorreu à meia-noite, solicitando a presença de um responsável para acompanhar o paciente na ambulância UTI.

Eu e minha mãe, uma senhora de 70 anos, nos deslocamos ao hospital durante a madrugada, chegando por volta da 1h. No entanto, a ambulância só chegou às 4h30 da manhã.

Fica aqui um questionamento necessário: não existe organização ou agendamento para esse tipo de transporte? Como é possível submeter uma idosa a horas de espera, durante a madrugada, em um sofá de hospital? Onde está a humanização no atendimento?

Saímos para São Paulo na madrugada do dia 29/03, emocionalmente exaustos, ainda tentando compreender tantas falhas em um momento tão delicado.

Apesar de tudo, faço questão de reconhecer e agradecer os profissionais que, com humanidade e empatia, fizeram a diferença nesse processo tão difícil:
o técnico Lucas, do pronto atendimento, que foi um verdadeiro anjo na vida do meu pai;
o Dr. Murilo, pela atenção e clareza nas explicações;
a técnica Gisele, na UTI, pelo cuidado acolhedor;
e a Dra. Tati, pela educação e dedicação no atendimento.

Se essa experiência não foi ainda mais trágica, foi graças a esses profissionais.

Seguimos ainda em busca de resolução, mas deixo registrado que a forma como fomos tratados é inadmissível e não pode se repetir com outras famílias.

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