Atendimento de emergência Hospital São Lucas de Copacabana

Reclamação não resolvida

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Rio de Janeiro - RJ

02/08/2026 às 11:34

ID: 255420867

Bom dia,
No dia 31/07/2026, por volta das 18h, dei entrada no Hospital São Lucas de Copacabana com um quadro que exigia atendimento de urgência: dor no peito, falta de ar e dor irradiando para o braço.
Logo na primeira triagem, fui atendida por uma enfermeira que demonstrou total falta de preparo e acolhimento. Ela estava utilizando o celular quando cheguei e, em nenhum momento, demonstrou interesse em ouvir meu relato com a atenção necessária. Informei que, nos dois dias anteriores, minha pressão arterial havia permanecido muito baixa, em torno de 8x5 e 9x7. Na aferição realizada na triagem, fui informada de que minha pressão estava em 15x9. Mesmo apresentando sintomas compatíveis com uma possível emergência cardiovascular, recebi uma pulseira verde e fui orientada apenas a aguardar.
Enquanto aguardava, meu estado piorava rapidamente. Quando fui chamada pela recepção para realizar o cadastro, eu já tremia intensamente, a ponto de não conseguir guardar meus próprios documentos. A recepcionista precisou me ajudar e, diante da gravidade da situação, chamou um enfermeiro para buscar uma cadeira de rodas. Registro, inclusive, que a recepcionista foi a única profissional que demonstrou empatia, atenção e iniciativa durante toda a minha permanência no hospital.
O enfermeiro que veio me atender foi extremamente ríspido e impaciente. Mesmo vendo que eu tremia intensamente e tinha dificuldade para movimentar as pernas, insistia de forma agressiva para que eu colocasse os pés no apoio da cadeira de rodas. Em seguida, simplesmente me deixou em um canto da recepção. Minha mochila e minha mala caíram no chão porque eu já não conseguia controlar os movimentos, e quem me ajudou foram outros pacientes.
Meu quadro evoluiu rapidamente. Passei a sentir forte formigamento nas mãos e nas pernas e comecei a pedir, desesperadamente, que alguém me ajudasse. Somente após muita insistência fui levada para a área de atendimento.
Lá dentro, a situação foi ainda mais preocupante. Minha mão começou a ficar contraída, formigando numa intensidade, que nunca senti na minha vida, eu gritava por ajuda, enquanto enfermeiras permaneciam apenas observando. Um médico jovem, de óculos, aparentava estar completamente apavorado, sem saber como agir, e a médica plantonista demorou para chegar, mesmo diante dos meus pedidos de socorro.
Quando finalmente me avaliou, ficou evidente que ela não sabia qual conduta adotar. Fui encaminhada para uma sala apenas para uma nova aferição da pressão arterial. Nesse momento, ouvi o enfermeiro informar que minha pressão quando dei entrada era de 14x9, falou de uma forma com a médica, como se tudo que eu estava passando, não fosse condizente com o verificado pela triagem, só que a informação era incompatível com a relatada pela enfermeira no primeiro atendimento.
Expliquei à médica que essa pressão não correspondia ao meu padrão habitual e que meu quadro era preocupante. Ainda assim, ela não demonstrou segurança na condução do caso. Fui encaminhada para a sala de medicação sem qualquer diagnóstico definido e com a informação de que seria medicada. Pouco depois, a médica simplesmente desapareceu.
Enquanto isso, eu continuava tremendo intensamente, sem sentir as mãos e as pernas. Quando ela retornou, limitou-se a dizer que o hospital estava cheio. Perguntei se eu morreria por causa disso. Ela respondeu apenas: "Não." Em seguida, foi embora novamente, sem qualquer explicação, monitoramento ou tratamento.
Diante da completa ausência de assistência, minha mãe chegou ao hospital e decidimos ir embora. O mais grave é que ninguém percebeu minha saída, demonstrando total falta de controle sobre os pacientes da unidade de emergência.
Fomos imediatamente para o Hospital São José. Embora também estivesse cheio, o atendimento foi completamente diferente. Passei rapidamente pela triagem e fui encaminhada para um eletrocardiograma. Na sequência, fui examinada por uma médica igualmente jovem, mas preparada e segura. Foram solicitados exames compatíveis com meus sintomas, incluindo tomografia para investigação de um possível AIT (Acidente Isquêmico Transitório), radiografia de tórax devido à dor torácica e exames laboratoriais, incluindo dosagem de troponina, para descartar um infarto.
A comparação entre os dois atendimentos evidencia que o problema não era a lotação do hospital nem a juventude dos profissionais, mas sim a evidente falta de preparo técnico, organização, supervisão e capacidade de resposta da equipe do Hospital São Lucas.
Infelizmente, a impressão que tive foi a de estar em um hospital onde profissionais inexperientes atendem pacientes sem o suporte necessário, colocando vidas em risco. Durante todo o período em que permaneci na unidade, a única pessoa que demonstrou preparo, acolhimento e humanidade foi a recepcionista.
Eu poderia ter sofrido um AVC ou um infarto sem receber qualquer assistência adequada. É desesperador pedir socorro e perceber que ninguém sabe como agir. É inadmissível ser tratada com impaciência quando sequer se consegue movimentar as pernas. É revoltante ver profissionais observando um paciente em sofrimento sem tomar qualquer providência.
Solicito que sejam analisadas as imagens das câmeras de segurança para que seja verificada toda a sequência dos fatos relatados. As gravações demonstrarão a gravidade da situação, a demora no atendimento, a falta de assistência e a forma como fui tratada.
Informo também que formalizarei denúncia junto ao meu plano de saúde e aos órgãos competentes, solicitando a apuração da conduta dos profissionais envolvidos. Requeiro, ainda, que a guia de atendimento seja cancelada, uma vez que, na prática, não houve atendimento médico efetivo, tampouco assistência compatível com a gravidade do meu quadro.
O que vivi no Hospital São Lucas foi uma experiência extremamente traumática. Saí da unidade sem diagnóstico, sem tratamento e sem qualquer segurança de que meu estado de saúde havia sido adequadamente avaliado. Considero a conduta da equipe incompatível com os padrões mínimos esperados de um serviço de emergência e espero que providências sejam tomadas para que nenhum outro paciente passe pelo que passei.

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Resposta da empresa

03/08/2026 às 16:51

Prezada Sra, boa tarde!

Agradeço por compartilhar sua manifestação conosco e pela oportunidade de analisar o ocorrido.

Gostaria de informar que esta mensagem não representa a resposta final à sua solicitação. Seu caso já foi encaminhado para as áreas responsáveis e está sendo analisado com toda a atenção, para que possamos apresentar um posicionamento completo e assertivo.

Enquanto isso, realizei tentativas de contato telefônico, porém, até o momento, não consegui falar com você. Então, encaminhei um e-mail para o endereço cadastrado na plataforma Reclame Aqui, com o objetivo de facilitar nossa comunicação.

Assim que a análise for concluída, entrarei em contato para apresentar a resposta final e os esclarecimentos necessários.

Agradeço pela compreensão e permaneço à disposição.

Caso prefira, você também pode falar conosco por meio dos nossos canais oficiais:

E-mail: [email protected]
Telefone: 4020-0013 (atendimento de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, exceto feriados)


Atenciosamente,
Ouvidoria Corporativa | Rede Américas

Consideração final do consumidor

06/08/2026 às 08:37

Estou aguardando até hoje a resposta oficial via e-mail e o protocolo de cancelamento do atendimento que não ocorreu.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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