Atendimento de exceloencia do Hospital São Luiz (para não dizer o contrário)

Não respondida
Santana de Parnaíba - SP
28/07/2026 às 18:59
ID: 255070887
Em primeiro lugar, tentei acesso atraves da ouvidoria do hospital, e não tem como falar com a ouvidoria, o formulario no site esta fora do ar, não existem um e-mail e o atendimento por telefone, é uma pessoa que anota o que vc fala, não tem nem gravação, e pior, derrubam a ligação no meio da conversa, e não te retornam, muito ruim, tentei fazer esse relato diretamente para o São Luiz, mas beira o impossivel, então, só me resta esse canal.
Há quase três anos, fiquei genuinamente animado ao saber que Alphaville teria um hospital de uma rede de referência nacional como a Rede D'Or. Que felicidade. Que expectativa. Que engano.
Preciso compartilhar minha experiência de ontem, porque acredito que ela resume com perfeição o nível de excelência que vocês oferecem.
Minha filha passou a noite toda passando mal, sem dormir, com dores abdominais intensas. Às 16h do dia seguinte, decidimos ir ao Hospital São Luiz de Alphaville. Ela foi atendida pela médica, informou que sua dor estava em nível 8, e a médica prescreveu medicação intravenosa para alívio imediato e depois alguns exames. Até aqui, tudo bem, afinal, foi para isso que a médica estudou, certo?
Errado.
Ao chegar ao setor para receber a medicação, a enfermeira avaliou a situação e, com toda a autoridade que lhe é de direito, decidiu que os exames deveriam vir antes do analgésico. Dor nível 8? Detalhes. Aqui quem decide é a enfermagem.
O que me leva à minha primeira pergunta: para que serve a médica? Pergunto com sinceridade, porque se a prescrição dela não tem qualquer valor prático, a instituição está desperdiçando um salário que poderia ser economizado. Sugestão gentil: cortem o intermediário.
Minha esposa, que além de profissional da área de saúde é mãe há 17 anos ou seja, conhece a filha dela com uma profundidade que nenhum protocolo hospitalar consegue replicar, orientou a equipe de enfermagem para que utilizassem um acesso venoso na coleta atraves de cateter. Explicou que a filha tem veias difíceis e que restava apenas uma boa, que precisaria ser preservada para a medicação intravenosa.
A enfermagem, obviamente, sabia mais. Coletou com acesso sem cateter. Afinal, quem é a mãe para opinar?
Após a coleta, minha filha foi encaminhada para a medicação intravenosa, ainda sem leito, ainda com dor nível 8. Mas a enfermagem, com seu aguçado senso clínico, avaliou que ela não estava realmente com dor. As lágrimas? Provavelmente irritação ocular. Diagnóstico refinado. Em seguida, a encaminharam para um ultrassom que levou cerca de duas horas.
A dor? Essa ficou esperando junto com ela.
Às 19h, três horas após a prescrição médica, foram finalmente tentar acessar a veia para a medicação. Podem imaginar o que aconteceu: a única veia boa, aquela que minha esposa havia pedido expressamente para preservar, que usassem cateter, não estava mais disponível, pois já haviam usado para o exame de sangue. Furaram os braços da minha filha repetidas vezes, sem sucesso, esta tudo rocho.
Resultado: minha filha saiu do hospital com a mesma dor com que entrou, foi para casa e tomou Buscopan oral, o mesmo remédio que já tomava antes de ir ao hospital. Missão cumprida.
Essa é a qualidade de atendimento da Rede D'Or.
Mudei de plano de saúde justamente para ter acesso à rede de vocês. Na próxima renovação, vou cotar com a concorrência, porque, infelizmente, o que vi ontem não condiz com a reputação que motivou minha escolha.
O hospital cobrará do plano de saude pelo "atendimento", isso refletirá na sinistralidade, que refletirá no preço do plano, e ai, eu pago por esse belo atendimento.
Atenciosamente,