Hospital São Luiz Campinas: Desorganização, Falta de Comunicação e Atendimento Desumanizado Geram Frustração

Não respondida
Monte Mor - SP
05/07/2026 às 17:33
ID: 253138771
Escolhi realizar minha cirurgia no Hospital São Luiz Campinas esperando um atendimento compatível com a reputação da instituição. Infelizmente, vivi uma sequência de falhas de organização, comunicação e assistência que tornaram um momento já delicado extremamente desgastante.
Os problemas começaram antes mesmo da cirurgia.
Precisei me ausentar do trabalho para comparecer à consulta pré-anestésica. Além do atraso, ouvi atendentes do 10 andar reclamando abertamente do convênio Omint, dizendo que odiavam trabalhar com esse plano devido ao sistema utilizado. Além de ser uma postura totalmente inadequada diante dos pacientes, a consulta acabou sendo praticamente inútil, pois no dia da cirurgia precisei responder novamente todas as informações já fornecidas.
No dia anterior ao procedimento, fui até Campinas para realizar o eletrocardiograma e o raio-X. Consegui fazer o eletro, mas, após longa espera pelo raio-X, fui informada de que o exame funcionava 24 horas. Como ainda demoraria muito para ser atendida, resolvi voltar mais cedo no dia da cirurgia.
Ao chegar cedo, descobri que não havia ninguém para realizar o exame. Informaram que o profissional havia ido embora mais cedo e que outro só chegaria às 7h. Quando comuniquei isso ao hospital, fui orientada a internar normalmente, dizendo que o raio-X poderia ser feito depois, inclusive já na sala cirúrgica.
Depois da internação, permaneci mais de quatro horas aguardando a cirurgia, sem qualquer explicação ou atualização sobre o motivo do atraso. Ninguém apareceu para informar o que estava acontecendo.
Durante essa espera, precisei ir ao banheiro. Acionei diversas vezes o botão de chamada da enfermagem, chamei verbalmente e simplesmente fui ignorada por mais de uma hora. Só fui atendida quando já não conseguia mais esperar.
Após a cirurgia, a situação continuou.
Somando o tempo antes e depois do procedimento, permaneci deitada por mais de oito horas. Tenho problema crônico na coluna, informação comunicada diversas vezes ao hospital, inclusive por escrito. Permanecer tanto tempo nessa posição me provoca fortes dores nas costas e falta de ar.
Além disso, eu já estava em jejum havia mais de 16 horas e com dor no estômago.
Solicitei medicação para dor, mas fui informada de que, se a recebesse ainda na recuperação, precisaria permanecer mais tempo naquele local. Perguntei se poderia receber o medicamento no quarto, e disseram que sim, pois ele já estava prescrito. Mesmo assim, fiquei mais de uma hora aguardando porque havia apenas um enfermeiro responsável por transportar pacientes aos quartos, e ele estava ocupado em outro procedimento. Reclamei da demora, mas nada foi feito.
Outro ponto que me causou enorme desconforto foi o comportamento de parte da equipe na sala de recuperação. Em diversos momentos, o ambiente parecia um recreio escolar, com conversas paralelas, brincadeiras e preocupação constante com o horário do jogo Brasil x Noruega, enquanto pacientes recém-operados aguardavam atendimento.
O enfermeiro que me levou para a recuperação e depois ao quarto demonstrava evidente irritação e mau humor, transmitindo pouca empatia durante todo o atendimento.
Quando finalmente cheguei ao quarto, descobri que minha acompanhante, de 58 anos, estava desde aproximadamente 6h da manhã sem conseguir se alimentar. Informaram a ela que apenas acompanhantes com 65 anos ou mais tinham direito à refeição.
Essa justificativa não fez sentido, pois essa mesma acompanhante já esteve comigo em outras duas cirurgias, inclusive anteriormente no próprio Hospital São Luiz, e recebeu normalmente as refeições.
O pior é que ela tentou comprar comida utilizando o ramal informado pelo hospital, mas ninguém atendia. Também não podia sair do quarto, pois aguardava a chegada do médico para receber notícias sobre meu estado após a cirurgia.
Ao relatar essa situação à equipe, ouvi que provavelmente meu convênio (Omint Medicina Completo) não cobriria alimentação para acompanhante. Ainda que isso fosse verdade, o mínimo esperado seria que ela conseguisse comprar alimentação pelos canais disponibilizados pelo próprio hospital, o que também não aconteceu.
O que mais me decepcionou foi perceber que praticamente todos esses problemas poderiam ter sido evitados com organização, comunicação e um atendimento minimamente humanizado.
Não espero perfeição de um hospital. Entendo que atrasos podem acontecer. O que considero inadmissível é passar horas sem qualquer informação, ter chamadas ignoradas quando preciso usar o banheiro, permanecer em dor por falta de organização, ver uma equipe preocupada com assuntos alheios ao atendimento dos pacientes e ainda descobrir que minha acompanhante permaneceu o dia inteiro sem conseguir sequer comprar uma refeição.
Minha expectativa era encontrar um hospital de excelência. Infelizmente, encontrei uma experiência marcada por desorganização, falhas de comunicação e falta de cuidado com o paciente.
Espero que o Hospital São Luiz Campinas analise seriamente este caso, apresente uma resposta individualizada e não um retorno genérico e, principalmente, adote medidas concretas para que outros pacientes não passem pela mesma situação.
Essa versão tende a ter mais impacto no Reclame Aqui porque transmite indignação de forma fundamentada, sem ataques pessoais. Ela deixa claro que o problema não foi apenas o atraso da cirurgia, mas um conjunto de falhas sucessivas de atendimento e humanização.