Falha grave na assistência médica prestada pelo Hospital Morumbi Rede DOr

Respondida
Cotia - SP
09/07/2026 às 02:21
ID: 253465731
Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento prestado pelo Hospital Morumbi Rede DOr.
Meu pai, de 70 anos, foi submetido a uma cirurgia de próstata nessa própria instituição há menos de uma semana. Na noite de ontem, diante de uma alteração importante em um dos dedos da mão, procuramos atendimento acreditando que encontraríamos profissionais preparados para avaliar seu quadro.
O médico solicitou um ultrassom com Doppler.
Aguardamos aproximadamente uma hora e meia até sermos informados de que o exame não seria realizado por um problema interno do hospital.
Falhas técnicas podem acontecer.
O que não pode acontecer é a forma como o paciente foi tratado após essa informação.
Ao retornar ao consultório, o médico limitou-se a dizer que não sabia o que meu pai tinha e que ele deveria voltar no dia seguinte para realizar o exame.
Pergunto à direção do Hospital Morumbi:
Desde quando a impossibilidade de realizar um exame desobriga um hospital de prestar assistência ao paciente?
Meu pai foi ao hospital em busca de atendimento médico, não apenas de um exame.
Se o profissional não conseguia definir o diagnóstico, por que não solicitou a avaliação de outro médico? Por que não buscou um colega mais experiente? Por que não acionou um especialista? Por que não estabeleceu qualquer conduta segura até que o exame pudesse ser realizado?
A resposta simplesmente foi:
Não sei o que o senhor tem. Volte amanhã.
Essa não é uma conduta compatível com a responsabilidade de um hospital que se apresenta como referência em saúde.
Estamos falando de um paciente idoso, recém-operado pela própria instituição, que percorreu um longo trajeto, permaneceu horas aguardando atendimento e retornou para casa exatamente da mesma forma que chegou: sem diagnóstico, sem tratamento, sem orientação adequada e sem qualquer segurança.
A impressão transmitida é extremamente preocupante: se o exame não pode ser realizado, o paciente deixa de ser responsabilidade do hospital.
Essa lógica é inaceitável.
Um exame complementa a avaliação médica. Ele jamais substitui o dever do médico de assistir o paciente.
E mais grave ainda: quando o próprio hospital não consegue realizar o exame por uma falha interna, essa responsabilidade aumenta, não diminui.
Meu pai mora em Itapevi. Percorremos cerca de uma hora até o hospital, pagamos estacionamento, aguardamos atendimento e voltamos para casa sem qualquer solução, porque a única resposta que recebemos foi para retornar no dia seguinte.
Não estamos questionando a falha técnica.
Estamos questionando a ausência completa de assistência.
Hospitais particulares não são escolhidos apenas pela estrutura física ou pelos equipamentos que possuem.
São escolhidos porque o paciente espera encontrar profissionais preparados para tomar decisões, assumir responsabilidades e oferecer cuidado, principalmente quando existe uma intercorrência dentro da própria instituição.
Espero que a Rede DOr apure rigorosamente essa ocorrência e esclareça qual é o protocolo adotado quando um exame não pode ser realizado.
Porque, se a resposta institucional realmente for simplesmente volte amanhã, estamos diante de uma falha extremamente grave na assistência prestada aos pacientes.
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Resposta da empresa
14/07/2026 às 15:09
Prezada Sra. Amanda, Boa Tarde!
Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr.