Reclamação sobre atendimento pediátrico e prescrição inadequada no Hospital São Luiz Morumbi

Resolvido
São Paulo - SP
10/06/2026 às 23:34
ID: 251083587
RECLAMAÇÃO FORMAL HOSPITAL SÃO LUIZ MORUMBI PEDIATRIA
No dia de hoje estive no Hospital São Luiz Morumbi levando meu filho, *****, para atendimento pediátrico.
Faço questão de iniciar esta reclamação reconhecendo e elogiando os profissionais que prestaram um excelente atendimento ao meu filho.
A primeira médica que nos atendeu foi extremamente atenciosa, ouviu cuidadosamente todos os sintomas apresentados pelo *****, demonstrou interesse genuíno em entender o quadro clínico e solicitou exames complementares, incluindo exames de sangue e ultrassonografia. Também destaco o excelente atendimento recebido durante a realização dos exames.
Após os exames, passamos em consulta de retorno com a Dra. *****, que também foi cordial, simpática e prestou um bom atendimento.
Durante ambos os atendimentos, deixei claro e registrado que meu filho possui intolerância à lactose e que vem apresentando intolerância a corantes presentes em alimentos e medicamentos. Fiz questão de enfatizar essa informação justamente para evitar a prescrição de medicamentos que pudessem agravar seu quadro.
Ao final da consulta, a Dra. ***** prescreveu cetoprofeno comprimido, orientando que o comprimido de 50 mg fosse cortado ao meio para administração de 25 mg a cada 8 horas.
Ao sair do hospital, antes de comprar o medicamento, resolvi pesquisar a composição do cetoprofeno prescrito e constatei que os comprimidos de 50 mg contêm corantes em sua formulação.
Preocupada com a segurança do meu filho, retornei imediatamente ao setor de atendimento para buscar esclarecimentos.
Solicitei falar com a chefe da pediatria, Sra. *****. Entretanto, quem veio me atender foi a subchefe, Dra. *****.
Inicialmente, questionei a respeito da informação constante nas receitas médicas de que o paciente "nega alergias". A Dra. ***** me explicou o motivo desse registro.
Em seguida, expliquei detalhadamente minha preocupação: o problema não era a dosagem do medicamento, mas sim o fato de meu filho apresentar intolerância à lactose e aos corantes, e o medicamento prescrito conter justamente um componente que poderia desencadear reações indesejadas.
Durante a conversa, a Dra. ***** mencionou a possibilidade de utilizar Allivium. Expliquei imediatamente que o ***** já utilizou esse medicamento anteriormente e que ele provoca dor abdominal e alteração intestinal, motivo pelo qual não era uma alternativa adequada para ele.
Foi então que tentei esclarecer minha principal dúvida: como eu administraria o cetoprofeno se a formulação prescrita continha corantes?
A resposta recebida foi que eu deveria perguntar ao farmacêutico quando fosse comprar o medicamento e que, caso não encontrasse em uma farmácia, procurasse outra.
Expliquei que moro a aproximadamente três horas do hospital e que precisava sair dali com uma orientação segura e clara. Também informei que havia pesquisado previamente e encontrado informações de que os comprimidos de 50 mg continham corantes e que apenas algumas apresentações de dosagens superiores poderiam eventualmente não possuir os mesmos componentes.
Nesse momento, a Dra. ***** passou a me explicar como dividir comprimidos:
Que o comprimido de 50 mg poderia ser cortado ao meio para obter 25 mg;
Que o comprimido de 100 mg poderia ser cortado em quatro partes para obter a mesma dosagem.
Expliquei novamente que a questão não era matemática nem dificuldade em compreender a dosagem. Meu questionamento era sobre a presença de corantes na formulação e sobre qual medicamento seria seguro para uma criança com as restrições informadas.
Além disso, questionei que, ao dividir comprimidos dessa forma, haveria desperdício de medicamento.
A resposta recebida foi que eu deveria utilizar um cortador de comprimidos.
Informei que não possuía cortador de comprimidos.
Foi então que a Dra. ***** respondeu que eu deveria voltar a falar com a médica que havia atendido o *****, que ela estava no final do corredor, e que resolvesse diretamente com ela a questão da medicação.
O que mais me causou indignação não foi a necessidade de retornar à médica assistente. Eu teria feito isso sem qualquer problema.
O que considero extremamente inadequado foi a forma como fui atendida.
Em nenhum momento senti que houve escuta ativa, empatia ou real interesse em compreender a situação apresentada.
A impressão transmitida foi a de que minha preocupação estava sendo reduzida a uma simples questão de como cortar comprimidos, quando o verdadeiro problema era a possibilidade de administrar ao meu filho um medicamento contendo substâncias que eu havia informado previamente que ele não tolera.
Considero ainda mais grave o fato de essa postura partir de uma médica que ocupava posição de liderança naquele momento.
Como responsável por um setor pediátrico de um hospital do porte e da reputação do São Luiz Morumbi, esperava uma atuação muito diferente: análise do caso, busca de alternativas terapêuticas adequadas e apoio efetivo para encontrar uma solução segura para o paciente.
Ao invés disso, recebi explicações sobre divisão de comprimidos e fui encaminhada novamente para a médica anterior sem qualquer tentativa de resolver o problema ou acompanhar a situação.
Felizmente, procurei novamente ajuda e posteriormente consegui falar com a Dra. *****.
Faço questão de registrar meu profundo agradecimento à Dra. *****.
Ela me ouviu com atenção, acessou o prontuário do *****, analisou cuidadosamente a situação e pesquisou alternativas terapêuticas adequadas às restrições informadas.
Graças à atuação dela, foi possível identificar outra opção de tratamento e foi emitida uma receita digital para Predsim xarope, medicamento que consegui adquirir imediatamente.
Por outro lado, acabei comprando tanto o Profenid gotas quanto o cetoprofeno comprimido prescritos anteriormente, medicamentos que acabaram se tornando inutilizáveis para o ***** em razão das restrições já informadas durante o atendimento.
Ou seja, houve gasto financeiro desnecessário, perda de tempo, desgaste emocional e insegurança quanto ao tratamento do meu filho.
O que mais me preocupa é imaginar quantas outras famílias podem passar pela mesma situação.
Se eu não tivesse insistido, pesquisado a composição dos medicamentos por conta própria e buscado uma segunda orientação dentro do próprio hospital, meu filho poderia ter recebido um medicamento inadequado às condições que foram expressamente informadas à equipe médica.
Por esse motivo, não estou registrando esta reclamação apenas para receber uma resposta padrão de "lamentamos o ocorrido".
Solicito formalmente:
Contato direto da chefia responsável pela Dra. *****;
Retorno por WhatsApp da responsável pelo setor;
Esclarecimentos sobre os protocolos adotados quando pacientes possuem restrições relacionadas a lactose e corantes em medicamentos;
Avaliação da conduta adotada pela Dra. ***** durante o atendimento;
Medidas para evitar que situações semelhantes ocorram com outras crianças e famílias.
Também informo que avaliarei o encaminhamento desta situação ao Conselho Regional de Medicina para análise da conduta profissional relatada.
Reforço que meu objetivo não é questionar os excelentes profissionais que me atenderam ao longo do processo, especialmente a primeira médica, a Dra. ***** e a Dra. *****, que demonstraram atenção, respeito e comprometimento com a saúde do *****.
Minha reclamação é especificamente em relação à postura adotada pela Dra. *****, que considero incompatível com a posição de liderança que ocupa e com o padrão de atendimento esperado de um hospital da reputação do São Luiz Morumbi.
Aguardo retorno efetivo e contato da chefia responsável.
Atenciosamente,
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Resposta da empresa
15/06/2026 às 14:56
Prezada Sra. Cintia, Boa Tarde!
Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr.
Réplica do consumidor
15/06/2026 às 15:18
Ligaram para quem????
Falaram com quem?
Para mim não ligaram, estão sendo omissos quanto a esse atendimento
Eu quero contato por whatsapp, mensagem , quero falar com a chefe da Dra Carla.
Eu vou reclamar até vcs me responderem de acordo. Não tive solução e muito menos retratação.
Consideração final do consumidor
16/06/2026 às 13:55
Dra. Tatiana,
Gostaria de agradecer pelo seu contato, pela atenção e pela disponibilidade em me ouvir. Sua explicação foi muito importante para esclarecer minhas dúvidas e me trouxe a tranquilidade necessária para compreender toda a situação.
Fico grata pela cordialidade, profissionalismo e cuidado com que conduziu nosso atendimento. Com os esclarecimentos prestados, a questão foi devidamente resolvida.
Muito obrigada pelo suporte e pela atenção dispensada.
Atenciosamente,Cintia Hideko Odani Preto
O problema foi resolvido?

Resolvido
Voltaria a fazer negócio
Sim
Nota do atendimento
10