Falha Assistencial e Mau Atendimento em Unidade Rede D'Or - Endocrinologia

Não respondida
São Bernardo do Campo - SP
29/05/2026 às 00:23
ID: 250001033
Venho relatar uma série de ocorrências relacionadas ao meu atendimento endocrinológico em unidade da Rede DOr, envolvendo falhas assistenciais, ausência de acolhimento, dificuldades de acesso ao prontuário e condutas médicas que considero inadequadas diante do meu quadro clínico.
Meu acompanhamento ocorreu inicialmente com a Dra. *****, em razão de alterações relacionadas à tireoide. Apesar de meus exames laboratoriais não apresentarem alterações relevantes, a medicação utilizada para tratamento de hipotireoidismo foi mantida. Durante as consultas, relatei sintomas importantes, como insônia, irritabilidade e alterações emocionais, que surgiram e se agravaram ao longo do tempo. Ainda assim, fui informada de que tais sintomas não seriam relacionados à tireoide, sem aprofundamento investigativo adequado.
Com a continuidade da medicação, meu quadro clínico piorou progressivamente, passando a apresentar episódios de taquicardia, ansiedade intensa, irritabilidade contínua, mal-estar físico importante, palpitações e crises de cefaleia/enxaqueca, chegando a acreditar, em alguns momentos, estar sofrendo evento cardíaco grave devido à intensidade dos sintomas.
Ressalto que, apesar dos relatos de taquicardia e palpitações, não houve investigação adequada do meu histórico cardiovascular familiar, tampouco aprofundamento clínico proporcional à gravidade dos sintomas apresentados.
Diante da piora do quadro, tentei novo atendimento endocrinológico, conseguindo consulta apenas cerca de 30 dias depois, com a Dra. *****.
No dia da consulta, marcada para 10h30, compareci antecipadamente conforme orientações enviadas pela própria instituição. Entretanto, somente por volta das 11h fui informada de que a médica apresentava atraso superior a duas horas, havendo ainda cincos pacientes à minha frente.
Buscando organizar minhas obrigações profissionais e considerando meu estado emocional e físico, solicitei que pudessemos fazer algo a respeito e as opções:
* previsão aproximada de atendimento;
* possibilidade de ajuste ou antecipação do atendimento;
* remarcação da consulta;
* acesso ao meu prontuário médico;
* contato com coordenação ou responsável técnico da unidade.
Todas as solicitações foram recusadas sem alternativas razoáveis. Ao solicitar remarcação, fui informada de que somente haveria disponibilidade para setembro. Ao pedir previsão de atendimento, recebi repetidamente a informação de que não poderiam fornecer qualquer estimativa. Também tive meu pedido de acesso ao prontuário negado na unidade repetidas vezes, apesar de posteriormente a própria ouvidoria informar que a solicitação poderia ser realizada diretamente no local.
Durante todo o período permaneci sem agressividade, apenas tentando obter soluções mínimas para reorganizar meu trabalho e compreender como seria conduzido meu atendimento. Ainda assim, fui tratada sem acolhimento ou empatia.
Em determinado momento, a funcionária ***** me qualificou repetidas vezes como antiética diante de outras pessoas, incluindo funcionários e pacientes, o que considero profundamente constrangedor e incompatível com qualquer postura profissional adequada principal que toda essa situação ocorreu enquanto eu buscava apenas resolver consequências decorrentes de atraso médico e conciliar alguma alternativa viável para conciliar minhas obrigações profissionais.
Ressalto que, no meu caso, a simples emissão de atestado médico não solucionaria a situação, pois minha atividade profissional é baseada em demanda e entrega, e não apenas presença formal. Assim, independentemente do número de horas afastada, minhas obrigações laborais permaneceriam acumuladas, tornando essencial uma estimativa mínima de atendimento para reorganização das atividades.
Também presenciei comentários inadequados de funcionárias sobre outra paciente, identificada pelo primeiro "*****" em ambiente acessível a terceiros, além de resistência da equipe diante de outra paciente que buscava apenas breve saída para trabalhar nas proximidades enquanto aguardava atendimento da mesma médica, igualmente atrasada.
Após insistência prolongada e quase uma hora aguardando soluções administrativas, somente fui atendida porque permaneci no local buscando resolução contínua para o problema.
Quando finalmente atendida, não houve pedido de desculpas, acolhimento ou demonstração de preocupação proporcional à gravidade do contexto e dos sintomas relatados.
Entendo que houve falha de escuta clínica, ausência de investigação adequada, falhas graves de acolhimento, exposição vexatória, negativa injustificada de soluções administrativas razoáveis e postura incompatível com os princípios de respeito, cuidado e humanização divulgados pela Rede DOr.
Senti-me desrespeitada enquanto paciente e enquanto pessoa, especialmente em um momento de fragilidade física e emocional, buscando assistência médica diante de sintomas importantes e progressivamente agravados.