Reclamação sobre conduta da enfermeira responsável pela sala de medicação do Pronto-Socorro Hospital São Luiz Jabaquara e mau atendimento na Ouvidoria!!!

Não resolvido
São Paulo - SP
06/07/2026 às 13:00
ID: 253189799
Gostaria de registrar uma reclamação referente ao atendimento que recebi no Pronto-Socorro do Hospital São Luiz Jabaquara em 05/07/2026 por volta das 09:20, especialmente em relação à conduta da enfermeira responsável pela sala de medicação, cujo nome infelizmente não recordo.
Sou paciente oncológica em tratamento para câncer de mama com metástases ósseas e no sistema nervoso central. Na ocasião, procurei atendimento devido a uma dor óssea intensa e insuportável, que inclusive provocou alterações significativas em meus sinais vitais.
Fui atendida pelo Dr. Sérgio, que demonstrou profissionalismo, empatia e respeito durante toda a consulta. Após minha avaliação, explicou que iniciaria o controle da dor com dipirona, dexametasona e Tramal, evoluindo posteriormente para 5 mg de morfina, deixando claro que, caso a dor persistisse, faria a analgesia necessária, inclusive com doses adicionais de opioides, conforme minha resposta clínica.
Após retornar para reavaliação, eu permanecia com dor intensa e apresentava também náuseas. O Dr. Sérgio então prescreveu Dramin e 5 mg de morfina, exatamente conforme havia me informado anteriormente.
Entretanto, quando a enfermeira responsável pela sala de medicação recebeu a prescrição médica, dirigiu-se imediatamente à sala do médico. Ao retornar, informou-me que o "protocolo do Pronto-Socorro" permitia apenas 4 mg de morfina e que, caso eu necessitasse de dose superior, obrigatoriamente teria que ser internada. Obrigando o médico a dizer o mesmo.
Essa situação me causou profunda indignação, pois tive a clara impressão de que a enfermeira interferiu na conduta médica previamente estabelecida, colocando um suposto protocolo institucional acima da avaliação clínica realizada pelo médico responsável pelo meu atendimento.
Questiono qual protocolo é esse, considerando que se trata de uma paciente oncológica com dor intensa, cujo tratamento deve ser individualizado e baseado em critérios clínicos. Mais contraditório ainda foi perceber que a mesma profissional demonstrava rigor para exigir um protocolo relacionado à dose de morfina, mas deixou de cumprir medidas básicas de segurança assistencial, como a colocação da pulseira de alergia juntamente com minha pulseira de identificação e da pulseira de preservação de membro superior esquerdo. Eu permaneci sem essas identificações durante todo o atendimento, o que representa uma falha importante na assistência.
Além disso, em 04/06/2026, ao relatar meu quadro de dor pelo aplicativo da Oncologia, fui orientada pela enfermeira Gabrielle Borducchi, profissional da própria instituição, que informou que o protocolo utilizado para pacientes oncológicos prevê analgesia com 10 mg de morfina diluídos em 100 mL de soro, afirmando inclusive desconhecer qualquer protocolo limitando a administração a apenas 4 mg, considerando sua experiência de mais de dez anos na instituição.
Ressalto ainda que meu prontuário demonstra claramente meu histórico oncológico, inclusive com realização de exame PET-CT em 16/04/2026, na unidade Vila Nova Star.
Portanto, minha condição clínica era plenamente conhecida e justificava uma abordagem diferenciada para controle da dor.
A sugestão de internação apenas para receber uma dose maior de analgésico também me pareceu desproporcional e inadequada. Como paciente em tratamento oncológico, sou imunossuprimida e mais vulnerável a infecções hospitalares. Eu não necessitava de internação, mas sim de um controle eficaz da dor, conforme avaliação médica.
O episódio foi extremamente desgastante física e emocionalmente. Além de enfrentar dores intensas decorrentes do câncer metastático, tive que lidar com uma situação em que senti que a conduta médica foi questionada e limitada por uma profissional que deveria atuar em conjunto com a equipe médica, sempre priorizando o melhor interesse do paciente.
Solicito que esta ocorrência seja rigorosamente apurada, com análise do meu prontuário, das prescrições realizadas, dos registros de enfermagem e, se possível, das imagens do circuito interno do setor no período do atendimento.
Solicito também esclarecimentos sobre:
- Qual protocolo institucional fundamentou a limitação da dose prescrita pelo médico;
- Se é atribuição da enfermagem modificar ou restringir uma prescrição médica baseada em avaliação clínica;
- Quais medidas serão adotadas para evitar que outros pacientes, especialmente pacientes oncológicos em sofrimento intenso, passem pela mesma situação.
Além dos fatos já relatados, considero importante registrar que a postura da enfermeira foi extremamente desrespeitosa e desprovida de empatia. Em nenhum momento demonstrou acolhimento ou sensibilidade diante da minha condição de paciente oncológica com câncer metastático. Sua comunicação foi fria, impositiva e inflexível, limitando-se a mencionar supostos protocolos, sem qualquer preocupação em compreender a gravidade do meu quadro ou o impacto que a dor estava causando. Espera-se que profissionais de enfermagem, além da competência técnica, atuem com humanização, respeito e compaixão, especialmente diante de pacientes em situação de extrema vulnerabilidade. Infelizmente, essa não foi a assistência que recebi, o que tornou uma experiência já extremamente difícil ainda mais angustiante e desumana.
Espero que esta manifestação contribua para a revisão dos processos assistenciais e para o aprimoramento da atuação dos profissionais envolvidos, reforçando a importância da humanização, do respeito à autonomia médica e da individualização do tratamento, especialmente em pacientes com doenças graves e dor de difícil controle.
Gostaria ainda de registrar minha insatisfação com o atendimento prestado pela própria Ouvidoria do Hospital São Luiz Jabaquara. Hoje 06/07/2026, após realizar um exame na unidade, dirigi-me à Ouvidoria com o objetivo de relatar presencialmente os fatos ocorridos no dia anterior.
Fui atendida pelo Sr. Luiz e por outra colaboradora, cujo nome infelizmente não recordo. Informei que desejava formalizar uma reclamação sobre o atendimento recebido em 05/07/2026.
Luiz limitou-se a informar que eu deveria registrar a reclamação por escrito em um formulário. Expliquei que o relato era extenso e que já havia levado uma manifestação impressa, pronta para ser protocolada.
No entanto, percebi total desinteresse em compreender os fatos relatados, sendo orientada apenas a registrar a reclamação posteriormente pelo computador da minha residência.
Essa postura causa estranheza, pois a finalidade de uma Ouvidoria é justamente acolher, ouvir e dar encaminhamento às manifestações dos pacientes.
Lamento profundamente o atendimento recebido, marcado pela falta de acolhimento e pelo aparente desinteresse em exercer a função para a qual esse setor existe.
Diante disso, solicito esclarecimentos sobre qual é o papel da Ouvidoria presencial da instituição, uma vez que, ao buscar atendimento no local, não encontrei a escuta, a orientação e o suporte que legitimamente esperava.
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Resposta da empresa
13/07/2026 às 14:35
Prezada Sra. Anna Carolina, Boa Tarde!
Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr.
Consideração final do consumidor
13/07/2026 às 15:03
Em complemento à minha manifestação, registro que hoje, 13/07/2026, às 12:01, recebi uma ligação da Dra. Fernanda, que se apresentou como médica responsável pelo Pronto-Socorro do Hospital São Luiz Jabaquara.
Durante a conversa, esclareci que minha reclamação não se refere ao atendimento prestado pelo Dr. Sérgio. Pelo contrário, reitero que o médico conduziu meu atendimento com excelência, demonstrando profissionalismo, empatia e competência técnica. Em nenhum momento questionei sua conduta inicial.
Esclareci que o problema ocorreu em razão da atuação da enfermeira responsável pela sala de medicação, que, após receber a prescrição médica, dirigiu-se à sala do médico e, ao retornar, informou que o "protocolo do Pronto-Socorro" permitia apenas a administração de 4 mg de morfina por via subcutânea, afirmando que, caso fosse necessária uma dose superior, eu obrigatoriamente deveria ser internada. Após essa intervenção, a pedido da enfermeira, o médico passou a reproduzir essa mesma informação.
Durante a ligação, questionei diretamente a Dra. Fernanda sobre a existência desse protocolo. Como resposta, ela informou que o protocolo que limita a administração de 4 mg de morfina subcutânea é destinado apenas a pacientes que utilizam o Pronto-Socorro com muita frequência, afirmando ainda que pacientes oncológicos possuem abordagem diferenciada e que o médico tem total autonomia para prescrever as medicações necessárias para o adequado controle da dor.
A Dra. Fernanda também informou que levaria o ocorrido à chefia de enfermagem, ressaltando que o paciente oncológico necessita de um atendimento individualizado, respeitando sua condição clínica e suas necessidades específicas.
Essa informação reforça ainda mais minha indignação, pois confirma que a justificativa utilizada pela enfermeira não se aplicava ao meu caso.
Sou paciente oncológica, com câncer de mama metastático, e meu prontuário demonstra claramente minha condição clínica. Portanto, não havia motivo para que minha analgesia fosse limitada com base em um protocolo que, segundo a própria médica responsável pelo Pronto-Socorro, não era destinado ao meu perfil de paciente.
Também relatei à Dra. Fernanda que, em consequência dessa situação, deixei o hospital ainda com muita dor, justamente por não ter recebido a analgesia que havia sido inicialmente planejada pelo médico. Considero lamentável que uma paciente oncológica em sofrimento intenso tenha passado por essa situação.
Diante das informações prestadas pela própria médica responsável pelo Pronto-Socorro, reforço meu pedido para que a atuação da enfermeira seja rigorosamente apurada, bem como sejam analisados o prontuário, as prescrições médicas, os registros de enfermagem e demais elementos relacionados ao atendimento, a fim de esclarecer por que um protocolo que, segundo a própria instituição, não se aplicava ao meu caso, foi utilizado para limitar meu tratamento e comprometer o adequado controle da dor.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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