Falta de continuidade clínica, ausência de comunicação e sofrimento familiar no Hospital São Mateus, Unimed Lar e Unimed Oto Santos Dumont.

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Fortaleza - CE

01/06/2026 às 20:40

ID: 250284759

Falta de continuidade clínica, ausência de comunicação e sofrimento familiar Hospital São Mateus/Oto Santos Dumont, Unimed Lar e Unimed

Venho tornar pública minha profunda indignação com o Hospital São Mateus, atualmente Oto Santos Dumont, com a Unimed Lar e com a Unimed, pela experiência dolorosa, desumana e absolutamente frustrante vivida por minha família no atendimento ao meu pai, paciente idoso, frágil, com histórico clínico grave e necessidade evidente de continuidade assistencial.

Esta reclamação não nasce de um simples aborrecimento. Nasce de meses de sofrimento, de documentos, de processos judiciais, de pedidos de urgência, de notificações, de tentativa desesperada da família para que o sistema de saúde se comunicasse minimamente e tratasse o paciente como uma pessoa com história clínica, e não como um caso isolado que começava do zero a cada mudança de setor, equipe ou unidade.

Meu pai já vinha sendo acompanhado pela rede Unimed e pela Unimed Lar. Havia histórico, prontuários, prescrições, relatórios, internações anteriores, necessidade de assistência domiciliar, cuidados respiratórios, cardíacos, renais, nutricionais e multiprofissionais. Não era um paciente desconhecido. Não era alguém sem trajetória assistencial. Era um idoso vulnerável, dependente, com quadro complexo, que precisava de uma coisa básica em qualquer serviço sério de saúde: continuidade clínica.

O que vivemos, entretanto, foi a sensação de uma ruptura completa dessa continuidade. Na minha percepção, Unimed, Unimed Lar e Hospital São Mateus/Oto Santos Dumont não se comunicaram entre si de forma eficiente, responsável e humana. A família precisou correr atrás de informações, levar histórico, tentar explicar quadro clínico, insistir em pontos que deveriam estar naturalmente integrados entre as instituições. O paciente parecia ser tratado como se sua história terapêutica anterior não existisse.

Isso é gravíssimo.

Quando um paciente idoso, frágil, com múltiplas comorbidades, sai de uma linha de cuidado e entra em uma UTI, não pode haver apagamento do que veio antes. Não pode haver falha de comunicação entre prontuários. Não pode haver desorganização entre hospital, operadora e assistência domiciliar. Não pode cada instituição empurrar a responsabilidade para outra. Saúde não é balcão de atendimento. Saúde é vida.

A minha maior revolta é justamente essa: a falta de integração. A falta de continuidade clínica. A falta de escuta. A falta de comunicação clara. A família ficou com a sensação de estar gritando no escuro, tentando alertar para riscos reais, enquanto o sistema agia de forma fria, fragmentada e burocrática.

Foram feitos registros, petições, pedidos urgentes, notificações e comunicações formais. A situação chegou ao ponto de serem mencionados risco de [Editado pelo Reclame Aqui], preservação de prova, integração de prontuários, necessidade de esclarecimento sobre a condução terapêutica e sobre a comunicação entre Unimed, Unimed Lar e Hospital São Mateus/Oto Santos Dumont. Isso não é uma reclamação vazia. É uma experiência documentada, vivida dia após dia por uma família em sofrimento.

[Editado pelo Reclame Aqui]. E o que ficou para a família não foi apenas o luto. Ficou a dor de perguntar se tudo foi feito com a continuidade, a comunicação, a atenção e a responsabilidade que um paciente idoso e grave merecia. Ficou a sensação de abandono institucional. Ficou a revolta de perceber que, em momentos extremos, a família precisou lutar contra a falta de comunicação dentro da própria rede que deveria cuidar.

Não estou aqui para fazer uma reclamação comum. Estou aqui para deixar um alerta a outras famílias: pensem muito antes de confiar a vida de alguém vulnerável a uma estrutura que, na nossa experiência, não demonstrou a integração clínica mínima que um caso grave exige.

Não recomendo o Hospital São Mateus/Oto Santos Dumont para famílias que precisem de cuidado contínuo, comunicação clara, integração entre equipes e respeito à história clínica do paciente. Não recomendo a forma como a Unimed e a Unimed Lar conduziram essa relação assistencial conosco. O que vivemos foi sofrimento, insegurança, falta de resposta efetiva e uma sensação permanente de que cada setor falava uma língua diferente.

Uma família que acompanha um idoso grave não pode ser obrigada a virar ponte entre hospital, plano de saúde, assistência domiciliar, prontuários, médicos e burocracias. Essa ponte deveria existir dentro do próprio sistema. Quando ela falha, quem paga emocionalmente é a família. E quem corre risco é o paciente.

Registro esta reclamação com dor, indignação e responsabilidade. Quero uma resposta formal, clara e humana. Quero que expliquem como garantem a continuidade clínica entre Unimed, Unimed Lar e Hospital São Mateus/Oto Santos Dumont. Quero que expliquem como integram prontuários, prescrições, histórico terapêutico e informações essenciais de pacientes graves. Quero que expliquem o que fazem para que outra família não passe pelo que passamos.

Depois de tudo que vivi, minha posição é clara: eu não confiaria novamente a vida de alguém da minha família a esse hospital nessas condições. Que outras famílias leiam este relato até o fim e reflitam muito antes de escolher onde buscar atendimento para quem amam.

Sigo buscando verdade, responsabilidade e justiça. Tenho fé na Justiça de Deus e também na justiça dos homens.

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Consideração final do consumidor

18/07/2026 às 22:02

Avalio com nota zero porque, mesmo depois de tudo o que foi relatado, documentado e formalmente questionado, não recebi uma resposta capaz de esclarecer, de forma completa, humana e responsável, o que aconteceu durante a assistência prestada ao meu pai.

Meu pai tinha 84 anos, era idoso, frágil, portador de múltiplas enfermidades e dependente de cuidados contínuos. Sua condição exigia comunicação eficiente entre o Hospital São Mateus, atualmente Oto Santos Dumont, a Unimed Fortaleza, a Unimed Lar e os profissionais envolvidos. Entretanto, o que nossa família vivenciou foi uma dolorosa percepção de fragmentação do cuidado, dificuldade de acesso às informações, ausência de integração clara entre equipes e insegurança quanto à continuidade clínica.

Meu pai faleceu em 6 de abril de 2026, dentro do Oto Santos Dumont. Desde então, não buscamos vingança, vantagem ou exposição gratuita. Buscamos respostas. Queremos compreender se seu histórico clínico foi devidamente considerado, se houve comunicação adequada entre os serviços, se os prontuários foram integrados, se todas as decisões foram corretamente registradas e se tudo aquilo que poderia ser feito foi efetivamente realizado.

A reclamação não foi solucionada. Não houve esclarecimento individualizado capaz de responder aos pontos concretos apresentados. Por isso, o caso não ficou restrito ao Reclame Aqui: existem providências e apurações perante órgãos competentes, incluindo CREMEC, COREN-CE, ANS e outras instâncias. Caberá a essas instituições, com acesso aos documentos e respeito ao contraditório, verificar tecnicamente os fatos e definir eventuais responsabilidades.

Minha nota zero não é dada por impulso. Ela representa o sofrimento de uma família que, enquanto tentava proteger a vida de quem amava, sentiu que precisava atuar como ponte entre setores que deveriam conversar entre si. Depois do falecimento, essa mesma família continuou enfrentando silêncio, respostas insuficientes e a necessidade de procurar diversos órgãos apenas para obter verdade e transparência.

Não afirmo antecipadamente aquilo que ainda está sob apuração. Mas afirmo, com absoluta segurança, o que vivemos: angústia, insegurança, falta de comunicação clara e ausência de uma solução verdadeiramente humana. Uma instituição de saúde não deveria se limitar a protocolos e respostas padronizadas quando está diante da [Editado pelo Reclame Aqui] de um paciente e do sofrimento de sua família.

Eu não recomendaria esse hospital a uma família que necessite de cuidado contínuo, integração entre equipes e comunicação transparente. Minha confiança foi profundamente abalada, e nenhuma resposta efetiva foi apresentada para restaurá-la.

Que esta avaliação sirva de alerta e também de apelo: pacientes não são números, prontuários não são simples papéis e familiares não podem ser tratados como obstáculos. Por trás de cada atendimento existe uma vida, uma história e pessoas que continuarão carregando as consequências quando o cuidado não for claramente explicado.

Entrego as apurações à justiça dos homens e, acima dela, à justiça de Deus. Deus conhece o que nenhum prontuário consegue esconder, vê cada ato, cada omissão, cada intenção e cada sofrimento. Não desejo mal a ninguém, mas peço que Deus julgue com verdade e justiça tudo o que foi feito ou deixou de ser feito, alcance a consciência de cada pessoa envolvida e impeça que outra família atravesse a mesma dor.

Meu pai não pode mais falar. Enquanto eu tiver forças, continuarei buscando respostas com responsabilidade, respeito e fé. Não para apagar o luto, porque isso é impossível, mas para honrar sua memória e para que a vida de outros pacientes seja tratada com a humanidade que toda pessoa merece.

O problema foi resolvido?

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Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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