Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Brasília - DF

13/07/2026 às 12:32

ID: 253768119

À Administração do Hospital São Mateus,

Venho, por meio desta, formalizar uma reclamação referente ao atendimento prestado no dia 02/07, ocasião em que realizei uma cirurgia plástica eletiva nas dependências deste hospital, custeada integralmente de forma particular.

A cirurgia estava agendada para às 08h00, com orientação de chegada antecipada. Compareci ao hospital por volta das 06h45 e, desde o início, enfrentei demora excessiva na recepção, permanecendo aguardando atendimento até próximo do horário do procedimento, inclusive após a chegada do meu médico.

Ainda na recepção, fui surpreendida com a exigência de comprovante de pagamento diretamente a mim, paciente, apesar de o procedimento ter sido contratado por meio de empresa de cirurgia programada com contrato junto ao hospital, responsável por toda a intermediação financeira, cujo pagamento já havia sido realizado com antecedência de uma semana.

Além disso, não havia sala cirúrgica disponível no horário agendado, mesmo com toda a equipe médica presente. Fui encaminhada ao centro cirúrgico apenas por volta das 09h00, sem passar por triagem adequada da enfermagem para verificação de alergias e comorbidades. Somente dentro da sala cirúrgica o anestesista me questionou sobre alergias, momento em que informei, por iniciativa própria, minha alergia à dipirona e à nimesulida, reforçando essa informação a toda a equipe.

A cirurgia foi finalizada por volta das 10h30. Por volta das 13h30 eu já me encontrava lúcida e com alta da anestesia. No entanto, permaneci na sala de recuperação até aproximadamente 16h00 exclusivamente pela ausência de quarto disponível.

Durante esse período, meu acompanhante permaneceu sem qualquer informação clara sobre meu estado, sendo informado repetidamente apenas que eu estava na recuperação, o que gerou grande apreensão. Eu, por minha vez, já me encontrava acordada, sem acesso adequado a água, banheiro ou conforto mínimo.

Somente por volta das 16h00 fui encaminhada ao quarto, porém, ao chegar, me deparei com um leito de enfermaria compartilhado, totalmente divergente do apartamento contratado. Após contato com a clínica, fui informada de que permaneceria ali, porém sem compartilhamento com outro paciente.

Cabe destacar que, devido ao longo período sem assistência adequada, saí da cirurgia às 10h30 e permaneci sem medicação para dor até aproximadamente 21h00, mesmo tendo solicitado analgesia desde as 16h00. Trata-se de uma falha grave no controle da dor pós-operatória.

Outro ponto crítico refere-se à alimentação. Eu estava em jejum desde às 20h00 do dia anterior e já possuía liberação para alimentação desde as 16h00. No entanto, às 18h00 fui informada de que não poderia receber alimentação pois meu nome não constava no sistema, sendo liberada alimentação apenas posteriormente.

Adicionalmente, fui orientada a levar meia de compressão para utilização imediata após o procedimento, porém saí do centro cirúrgico sem a colocação da mesma, vindo a utilizá-la apenas posteriormente, após minha própria solicitação à equipe de enfermagem.

Também não houve qualquer identificação adequada de segurança do paciente. Não recebi pulseira de identificação de alergia, nem havia sinalização no leito.

Essa falha se tornou ainda mais grave quando, no momento da administração de medicação para dor, foi levada até mim dipirona medicamento ao qual sou comprovadamente alérgica. Ressalto que a medicação não chegou a ser administrada, pois, antes disso, fui questionada sobre comorbidades e informei novamente minha alergia à dipirona e à nimesulida, momento em que a própria profissional reconheceu o erro.

No entanto, trata-se de uma falha extremamente grave, pois esse medicamento sequer deveria ter sido prescrito, dispensado ou encaminhado para administração no meu caso, especialmente considerando que a informação sobre minha alergia já havia sido previamente comunicada à equipe. Tal situação evidencia falha nos protocolos de segurança do paciente e poderia ter gerado consequências sérias caso não houvesse conferência no momento final.

Inclusive, não há clareza se tal medicação foi devidamente prescrita pelo médico, uma vez que, conforme informado previamente pela equipe do centro cirúrgico, os medicamentos previstos para dor eram outros, não incluindo dipirona.

Outro ponto preocupante foi a informação incorreta prestada por uma funcionária de que o médico não costumava entregar o certificado do implante de silicone, documento essencial que deve ser fornecido ao paciente. Somente após insistência, meu médico precisou intervir pessoalmente para localizar o referido documento.

No dia seguinte, mesmo após alta médica, continuei enfrentando dificuldades com a equipe de enfermagem, especialmente no momento do primeiro banho pós-operatório. Não recebi auxílio adequado, orientação ou suporte humanizado, sendo toda a responsabilidade transferida ao meu acompanhante, apesar das limitações físicas evidentes decorrentes do procedimento.

Ressalto que, durante toda a minha permanência, não houve qualquer abordagem por parte de responsáveis do hospital para esclarecimentos, acolhimento ou tentativa de resolução diante das inúmeras falhas ocorridas.

Faço questão de destacar que a única exceção positiva foi o enfermeiro Geovanildo, que demonstrou empatia e profissionalismo ao prestar auxílio e tranquilizar meu acompanhante.

Diante de todos os fatos expostos, fica evidente uma sucessão de falhas graves, incluindo desorganização administrativa, falhas assistenciais, ausência de protocolos básicos de segurança do paciente, falhas na comunicação e falta de humanização no atendimento.

Ressalto que, por se tratar de procedimento particular, devidamente pago e planejado, esperava um atendimento minimamente organizado, seguro e respeitoso, o que não ocorreu.

Diante disso, solicito esclarecimentos formais e detalhados sobre os fatos relatados, bem como as providências que serão adotadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

Atenciosamente,
Larissa Elis Vaz Lacerda Cardoso

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