Desdém com o paciente

Respondida
Belo Horizonte - MG
10/11/2024 às 12:21
ID: 201681463
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesA cirurgia em si foi excelente, mas o pós-operatório foi um verdadeiro filme de terror. Acordei na sala de recuperação com uma dor insuportável e, para minha surpresa, a equipe de enfermagem e a médica anestesista de plantão afirmaram que não podiam fazer nada além do que já haviam feito. Informaram que eu já havia sido medicada para a dor com morfina e metadona, e que não havia outras opções disponíveis.
O que mais me marcou foi o descaso. Minha dor era constantemente questionada e desacreditada. Eu chorava, gritava e implorava por ajuda, mas as respostas que recebi foram frias e desdenhosas. "Querida, você também não vai ficar sem sentir nenhuma dor, né?" foi uma das frases ditas enquanto eu estava em total sofrimento.
Antes e depois da cirurgia, deixei claro que sou resistente à morfina, mas isso foi completamente ignorado. Em um hospital particular, caro, fiquei perplexa ao descobrir que não disponibilizavam alternativas como tramadol. Além disso, o hospital não possui UTI nem suporte adequado em caso de complicações graves. Resta apenas rezar para que tudo corra bem.
Após horas de dor intensa, implorei à anestesista que administrasse fentanil. Foi então que descobriram que meu acesso venoso havia infiltrado. Ou seja, nenhuma das medicações administradas tinha surtido efeito porque não haviam sido corretamente aplicadas. Durante todo esse tempo, ninguém se deu ao trabalho de avaliar a situação. Em vez disso, a equipe continuava a desdenhar da minha dor, insistindo que meus sinais vitais estavam "ótimos". Contudo, meus batimentos cardíacos oscilavam entre ******* e ******* bpm, um valor elevado, especialmente considerando que sou bradicárdica, com frequência normal em torno de 58-60 bpm.
Como médica, entendo os parâmetros clínicos e sei interpretar sinais vitais. Minha taquicardia era um reflexo claro da dor extrema. E, mesmo assim, fui tratada com desprezo e descaso. Em um momento de desespero, rezei para Deus pedindo alívio, pensando que preferia morrer a passar por aquilo novamente.
Quando, enfim, conseguiram um novo acesso venoso e administraram o fentanil, a dor começou a aliviar. No entanto, para chegar a esse ponto, tive que enfrentar as piores dores da minha vida, além de um tratamento desumano. Jamais imaginei passar por algo assim, muito menos em um hospital particular.
Como médica, jamais trataria um paciente dessa forma. Sempre acolho, escuto e acredito na dor do outro, até que me provem o contrário. É nosso dever como profissionais da saúde oferecer suporte e cuidado, e não desdenhar ou duvidar do sofrimento alheio.
Não recomendo este hospital para ninguém. Como médica, pelo péssimo profissionalismo; como paciente, pelo tratamento hostil, a falta de empatia e o desdém com a dor. Que minha experiência sirva como alerta para que esses erros não se repitam com mais ninguém.
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Resposta da empresa
13/02/2025 às 08:48
Prezada Gabriela,
Realizamos uma avaliação minuciosa do seu feedback e conduzimos as devidas tratativas internas com os processos e colaboradores envolvidos.
Lamentamos sinceramente quaisquer inconvenientes ou mal-entendidos que possam ter surgido durante o seu atendimento, pois nosso objetivo é sempre oferecer um serviço de EXCELÊNCIA aos nossos clientes.
É importante destacar que o Hospital São Rafael conta com uma estrutura adequada e equipe capacitada para atender e estabilizar casos de intercorrências.