Conduta administrativa e falhas no atendimento durante internação pediátrica

Não respondida
São Paulo - SP
16/06/2026 às 17:05
ID: 251570317
Venho por meio desta registrar reclamação formal referente aos fatos ocorridos durante a internação de minha filha, de 1 ano e 8 meses de idade, no setor infantil deste hospital.
Na madrugada de 13 para 14 de junho de 2026, aproximadamente às 3h da manhã, minha filha deu entrada no pronto atendimento pediátrico apresentando quadro clínico relevante, incluindo febre próxima de 40C, vômitos, diarreia e recusa de medicação por via oral. Após avaliação médica, foi reconhecida a necessidade de internação para acompanhamento e tratamento.
Algumas horas após a admissão, fomos informados pela operadora do plano de saúde sobre uma suposta negativa de cobertura da internação. Ressalto que as medidas cabíveis em relação ao plano de saúde estão sendo tratadas separadamente e que a presente reclamação tem como foco exclusivamente a conduta e os procedimentos adotados pelo Hospital Sepaco.
Durante esse período, minha esposa, que se encontrava sozinha acompanhando nossa filha, foi atendida por um colaborador identificado como *****, apresentado como responsável pela área de internação. Segundo as informações prestadas, foram oferecidas três alternativas: assumir integralmente os custos da internação particular, solicitar transferência para hospital público por ambulância ou assinar documento assumindo os riscos da alta e deixar o hospital por conta própria.
Também foi informado que uma eventual transferência por ambulância poderia levar período extremamente prolongado para ocorrer e que os custos decorrentes seriam suportados pela família durante esse tempo.
Em um momento de extrema fragilidade emocional, acompanhando uma criança pequena em estado que exigiu internação, minha esposa entendeu que a contratação particular era a única alternativa viável para garantir a continuidade do atendimento médico, motivo pelo qual assinou o contrato apresentado.
Entretanto, somente após a assinatura fomos informados de que a contratação particular impactaria a utilização das horas inicialmente autorizadas pela operadora do plano de saúde. Essa consequência, segundo nosso entendimento, não foi previamente esclarecida antes da assinatura do documento.
Após a formalização do contrato particular, nossa filha permaneceu por longo período na área de observação, sem encaminhamento para leito de internação, enfermaria ou quarto.
Ao buscarmos esclarecimentos sobre o motivo dessa demora, recebemos informações divergentes de diferentes colaboradores. Em determinados momentos fomos informados de que seria necessário pagamento antecipado para liberação da internação. Em outros momentos fomos informados de que não haveria necessidade de pagamento antecipado e que a única razão para a demora seria a indisponibilidade de leitos.
Posteriormente, ao procurar o setor financeiro para compreender os custos envolvidos, novamente recebemos informações divergentes, inclusive atribuídas ao mesmo colaborador que anteriormente havia fornecido orientação diversa.
Diante da ausência de respostas claras e da sucessiva divergência de informações, passamos a documentar as comunicações relacionadas ao caso. Mesmo assim, continuamos sem receber orientação conclusiva sobre os procedimentos necessários, os valores envolvidos, as formas de pagamento eventualmente disponíveis e os motivos efetivos pelos quais a paciente permanecia na observação.
Enquanto redijo esta reclamação, minha filha permanece internada e já ultrapassou mais de 60 horas desde a indicação médica de internação, sem que a família tenha recebido informações consistentes, unificadas e transparentes sobre sua situação administrativa e assistencial.
Destaco que possuímos documentos, protocolos, registros de atendimento, mensagens do setor financeiro, gravações de conversas e demais elementos que poderão ser apresentados para auxiliar na apuração dos fatos.
Diante do exposto, solicito formalmente:
1. Apuração completa da conduta dos colaboradores envolvidos no atendimento administrativo do caso.
2. Esclarecimento formal sobre todas as informações prestadas à família durante o período de internação.
3. Esclarecimento formal sobre a necessidade ou não de pagamento antecipado para manutenção da internação.
4. Esclarecimento formal sobre os motivos da permanência prolongada da paciente na área de observação.
5. Esclarecimento formal sobre a disponibilidade de leitos durante todo o período relatado.
6. Avaliação da adequação das orientações fornecidas à família em momento de evidente vulnerabilidade emocional.
7. Resposta formal da instituição acerca dos fatos relatados.
Ressalto que sempre tivemos boa experiência com o Hospital Sepaco e justamente por confiar na instituição buscamos atendimento neste local. Contudo, a experiência vivenciada durante esta internação específica gerou enorme desgaste emocional, insegurança e sensação de abandono administrativo em um momento extremamente delicado para nossa família.
Aguardamos retorno formal e providências cabíveis.