NEGATIVA DE ATENDIMENTO MÉDICO, CONDUTA ANTIÉTICA E DESRESPEITO À PACIENTE ONCOLÓGICA EM CUIDADOS PALIATIVOS NO HOSPITAL SEPACO!!!

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São Paulo - SP

04/06/2026 às 15:35

ID: 250536645

Sou paciente em tratamento de câncer de mama metastático com acometimento do sistema nervoso central e ossos.

Na manhã de hoje 04/06/2026, por volta das 07h20, procurei o Pronto Atendimento do Hospital Sepaco devido a uma intensa dor de cabeça, decorrente das metástases cerebrais e edema causado pela Radiocirurgia. Cheguei ao hospital em cadeira de rodas e fui atendida na triagem por uma enfermeira que classificou meu caso como urgência.

Apesar da classificação de urgência, permaneci aguardando atendimento médico por um período prolongado.

Durante esse tempo, minha mãe procurou informações junto às médicas presentes no setor.
A médica cirurgiã disse que não poderia realizar meu atendimento por não ser de sua especialidade.
Minha Mãe procurou a médica que se apresentou como emergencista, que também não realizou o atendimento. Somente após o retorno do café da médica da clínica médica fui chamada para consulta.

Considero que houve falha na organização do atendimento, uma vez que me encontrava com dor intensa e havia sido classificada como paciente de urgência e palitiva.

Durante a consulta, relatei minhas queixas e apresentei o resultado de uma Ressonância Magnética com espectroscopia e perfusão realizada em 25/05/2026. Também informei meu histórico oncológico e neurológico. Durante a consulta, a médica minimizou minhas queixas de dor intensa. E tive a percepção de que minhas queixas e preocupações não receberam a devida atenção ou valorização clínica pelo meu estado grave de saúde.

Após a consulta, fui encaminhada para a sala de medicação. Nesse local encontrei o Técnico de Enfermagem ***** (ou nome semelhante, não me recordo). Trata-se do mesmo profissional que já havia me atendido em 14/05/2026, ocasião em que demonstrou postura inadequada, tratando-me de forma excessivamente informal, chamando-me de amiga não utilizando as Metas Internacionais de Segurança do Paciente.

Em 04/06/2026, em frente a outras pessoas presentes na sala de medicação, o referido técnico declarou para outra Técnica de enfermagem em voz alta que eu era uma paciente insuportável, além de dizer que eu era dependente de morfina.

Tais afirmações foram extremamente ofensivas, humilhantes, preconceituosas e incompatíveis com qualquer padrão ético de assistência à saúde. Além de expor minha condição clínica perante terceiros, o profissional fez julgamento pessoal sobre meu tratamento e minha dor, desconsiderando completamente minha condição de paciente oncológica em cuidados paliativos.

Senti-me profundamente constrangida, humilhada, discriminada e insegura para receber qualquer medicação administrada por esse profissional. Em razão disso, optei por deixar o local e buscar atendimento em outro serviço de saúde.

Solicito que sejam apurados os fatos relatados, especialmente:

O tempo de espera para atendimento após a classificação de urgência;
A conduta das médicas que não realizaram o atendimento quando procuradas;
A qualidade da assistência prestada durante a consulta médica;
A conduta do técnico de enfermagem em relação aos comentários realizados na sala de medicação;
A adoção de medidas para evitar que situações semelhantes ocorram com outros pacientes, especialmente aqueles em tratamento oncológico e cuidados paliativos.

Por fim, grande preocupação que fatos dessa gravidade ocorram em uma instituição com acreditação internacional pela Joint Commission International. A excelência assistencial não se mede apenas por protocolos e certificações, mas principalmente pelo respeito, acolhimento, ética e humanidade dispensados aos pacientes em seus momentos de maior fragilidade. Espero que esta manifestação seja analisada com atenção e que as providências cabíveis sejam adotadas.

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