Hospital Samaritano Paulista / Rede Américas utiliza a LGPD para negar acesso aos meus próprios exames médicos

Em réplica
São Caetano do Sul - SP
25/07/2026 às 12:53
ID: 254821903
Hospital Samaritano Paulista / Rede Américas utiliza a LGPD para negar acesso aos meus próprios exames médicos
Venho registrar minha profunda insatisfação com a postura adotada pelo Hospital Samaritano Paulista, pertencente à Rede Américas, em relação ao fornecimento dos exames realizados durante meu tratamento cardiológico.
Em abril de 2026 fui submetido a um procedimento cardíaco para fechamento de Forame Oval Patente (FOP) e Comunicação Interatrial (CIA). Durante toda a investigação, preparação para a cirurgia e acompanhamento pós-operatório, realizei diversos exames de imagem, incluindo ultrassonografias, ecocardiogramas, Holter, exames vasculares e outros procedimentos de alto custo.
Como qualquer paciente, tenho o direito de obter acesso integral aos exames pelos quais passei, principalmente porque preciso apresentá-los a outros médicos responsáveis pelo meu acompanhamento clínico.
Ao solicitar a impressão dos exames de imagem, fui surpreendido com a resposta de que o hospital não realiza impressão e que essa política estaria relacionada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Essa justificativa simplesmente não faz sentido.
A LGPD existe para proteger os dados pessoais contra o acesso indevido por terceiros. Ela não impede, em hipótese alguma, que o próprio titular tenha acesso aos seus dados médicos. Pelo contrário, a legislação garante expressamente esse direito.
Na prática, o hospital está utilizando uma lei criada para proteger o paciente como justificativa para restringir o acesso do próprio paciente às suas informações médicas.
Além disso, também foi informado que os exames de imagem "não podem ser impressos" porque são armazenados em formato digital ou em vídeo.
Essa explicação também não se sustenta.
Hospitais, clínicas e centros de diagnóstico de todo o Brasil fornecem imagens impressas ou em mídia digital adequada para utilização médica. Exames como ultrassonografia, ecocardiograma, tomografia e ressonância possuem imagens estáticas que podem ser disponibilizadas ao paciente, seja por impressão apropriada, seja por outro meio que preserve a qualidade diagnóstica.
O mais preocupante é que a plataforma digital disponibilizada pelo hospital não atende às necessidades do paciente. O sistema é confuso, exige que se procure arquivos manualmente e, em alguns casos, disponibiliza resultados apenas como imagens, dificultando significativamente a impressão e o compartilhamento com outros profissionais de saúde.
Estamos falando de exames cardiológicos essenciais para acompanhamento médico, e não de um simples documento administrativo.
Como paciente, paguei pelos exames direta ou indiretamente por meio do meu plano de saúde e esperava receber um atendimento compatível com a excelência que o Hospital Samaritano divulga em sua imagem institucional.
Infelizmente, a experiência foi completamente diferente.
Após diversas tentativas de solução diretamente com o hospital, recebi uma negativa definitiva, acompanhada da alegação de que essa seria a política da instituição.
Diante dessa postura, não me restou alternativa senão registrar reclamações junto aos órgãos competentes.
Já estou encaminhando ou encaminharei esta situação para:
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em razão da utilização indevida da LGPD como fundamento para restringir um direito do titular dos dados;
PROCON;
Consumidor.gov.br;
Conselho Regional de Medicina (CRM);
Ouvidoria da Rede Américas;
Ouvidoria do Hospital.
Caso a situação permaneça sem solução, também avaliarei o ajuizamento das medidas judiciais cabíveis para assegurar meu direito de acesso integral aos exames médicos produzidos durante meu tratamento.
Não estou solicitando qualquer benefício ou favor.
Estou apenas exigindo um direito básico: receber os exames realizados durante o meu tratamento em formato adequado para utilização médica, sem obstáculos administrativos e sem justificativas que não encontram respaldo na legislação.
Espero sinceramente que a Rede Américas reveja essa política e trate seus pacientes com o respeito, a transparência e a responsabilidade que se espera de uma instituição de referência na área da saúde.
A solução que espero é simples:
Disponibilização de todos os meus exames de imagem em formato adequado para utilização médica, IMPRESSOS
Revisão da política institucional para que outros pacientes não enfrentem a mesma dificuldade.
Esclarecimento formal sobre o fundamento legal utilizado para justificar a negativa de fornecimento dos exames impressos ao próprio titular dos dados.
Espero que esta manifestação seja tratada com a seriedade que o caso exige e que a empresa apresente uma solução efetiva, em vez de respostas padronizadas baseadas em interpretações equivocadas da legislação.
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Resposta da empresa
27/07/2026 às 11:03
Prezado Senhor,
Agradecemos por compartilhar sua manifestação conosco e pela oportunidade de analisar o ocorrido.
Informamos que esta mensagem não representa a resposta final à sua solicitação. Seu caso já foi encaminhado para as áreas responsáveis e está sendo analisado com toda a atenção, para que possamos apresentar um posicionamento completo e assertivo.
Enquanto isso, realizamos tentativas de contato telefônico, porém, até o momento, não houve sucesso. encaminhamos um e-mail para o endereço cadastrado na plataforma Reclame Aqui, com o objetivo de facilitar nossa comunicação.
Assim que a análise for concluída, entraremos em contato para apresentar a resposta final e os esclarecimentos necessários.
Agradecemos compreensão e permanecemos à disposição.
Caso prefira, você também pode falar conosco por meio dos nossos canais oficiais:
E-mail: [email protected]
Telefone: 4020-0013 (atendimento de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, exceto feriados)
Atenciosamente,
Ouvidoria Corporativa | Rede Américas
Réplica do consumidor
27/07/2026 às 11:18
Bom dia.
Nao tenha chamada perdida e estou em ym lugar com sinal.
*****
Grato