Negligência médica e falta de comunicação no tratamento pós-lesão de paciente neurocrítica

Não respondida
Almirante Tamandaré - PR
26/06/2026 às 21:45
ID: 252474283
Venho por meio desta registrar uma reclamação formal na condução do caso de minha mãe, Ela é uma paciente que esteve em um estado neurocrítica pós-Lesão Axonal Difusa decorrente de um atropelamento que, após uma evolução notável, acordou do coma e começou a emitir voz e responder a comandos. Contudo, estamos enfrentando um absoluto descaso e uma total falta de comunicação entre a equipe multidisciplinar deste hospital. Minha mãe recebeu alta da UTI para o quarto no dia 18 de junho, mas o serviço de Fonoaudiologia só compareceu pela primeira vez no dia 24 de junho, acumulando quase uma semana de abandono que só foi interrompido após minha reclamação na Assistência Social. A médica responsável que comparece pelas manhãs, pergunta para a família pelo andamento dos equipamentos para poderem da alta pra ela, enquanto o fonoaudiólogo que a avaliou afirmou que só retornará daqui a uma semana para verificar a possibilidade de troca pela cânula metálica. Não há qualquer sentido em planejar uma alta se o próprio processo de desmame da traqueostomia e reabilitação da deglutição está travado pelos prazos arrastados do hospital. Além disso, nas últimas horas, minha mãe apresentou um quadro que nos pareceu um delírio (SEGUNDO os enfermeiros são momentos de confusão) ela fica agitada , clamando por socorro, e a equipe de enfermagem demorou mais de uma hora para prestar atendimento e aplicar a analgesia. Os médicos que entram no quarto sequer conversam com ela ou explicam o seu quadro clínico, tendo em vista que ela está mais lúcida e expressando o direito de entender o que houve. Há dias também alertamos a equipe sobre uma dor intensa na perna e um inchaço visível no joelho, a equipe de Ortopedia não compareceu para avaliar. Da mesma forma, fomos deixados sem qualquer orientação ou conduta sobre os cuidados necessários com a fratura da costela dela, se ali cura sozinho, mas se ela tem algum tipo de limite em questão de se movimentar para não machucar mais
Minha mãe é uma paciente de alta complexidade que não pode ser simplesmente largada em um leito de enfermaria sem suporte adequado. Diante disso, exijo uma conduta médica integrada, com pareceres da Ortopedia, da Neurologia para compreendermos sobre esses momentos de confusão dela, pois para nós que não somos profissionais, é extremamente difícil ver um familiar numa situação dessa e não ter nenhuma explicação médica e em como devemos conduzir a situação nesses momentos, e o alinhamento real..
Caso a negligência persista, tomarei as medidas jurídicas cabíveis junto ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina.