Péssimo atendimento e não tem médicos para atender.

Não resolvido
São Paulo - SP
19/05/2025 às 01:25
ID: 217406213
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesMais de uma hora para passar na triagem, s
entre aspasó tem dois médicos atendendo no PS, além de que a urgência é emergência do hospital está sem condições em atendimento, a equipe de enfermagem aparenta está despreparada para atendimentos em grandes escalas, além de não ter um médico chefe para que possamos falar. A indicação foi falar com o chefe da administração do hospital, na qual não se prestou o respeito nem de aparecer para conversar.
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Resposta da empresa
20/05/2025 às 17:19
Prezada Usuária
Sobre os questionamentos realizados inicialmente esclarecemos que o HMVJS é um hospital secundário, localizado na região Norte da cidade de São Paulo. Somos um serviço referenciado pela SMS. Apesar do referenciamento ainda estamos atendendo pacientes que procuram nosso serviço por demanda espontânea. A infraestrutura de nosso serviço conta com médicos nas principais especialidades nas 24 horas do dia (cirurgião geral, clínico geral, pediatra, toco-ginecologista e ortopedista).
É importante reforçar que o sistema de saúde é composto por diferentes estruturas preparadas de formas diversas para realizar os atendimentos das diversas demandas da população. Nas situações de urgências/emergências, Pronto Socorro, Hospitais e Unidades de Pronto Atendimento adotam métodos para atender os pacientes com prioridades. O paciente deve buscar o pronto-socorro quando em quadros agudos (queixas de início recente) e que colocam o paciente em risco de vida: urgências e emergências (infarto, AVC, apendicite aguda, acidentes de trânsito, baleados, entre outros). Pacientes com dores crônicas, solicitações de exames, doenças de longa data e investigações devem buscar atendimento nas unidades municipais de saúde Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Por outro lado, é preciso lembrar também, que o ambiente de pronto-socorro é um local para atendimentos dinâmicos e rápidos, com o objetivo de tratar o paciente e evitar complicações mais graves. Há estudos mundiais que mostram que cerca de 60% dos atendimentos realizados em prontos-socorros, em geral, não são de urgência e emergência. A superlotação por doenças sem caráter de emergência sobrecarrega o sistema e atrasa o atendimento daqueles que realmente precisam de forma imediata, além de aumentar o risco de transmissão e contaminação por doenças.
Por isso pela portaria do Ministério da Saúde, a porta de entrada para os pacientes na urgência e emergência é a Unidade de Pronto Atendimento. O paciente deve procurar a UPA, e se for caso de internação hospitalar em serviço de maior complexidade, a UPA deve referenciar o paciente para internação hospitalar. Na alta (tanto do hospital quanto da UPA) o paciente deverá ser encaminhado para seguimento na UBS
Esclarecemos que o HMVJS utiliza o Sistema de Classificação de Risco do Protocolo de Manchester. Os pacientes são atendidos pelos enfermeiros na sala de classificação, levando em conta os sintomas do paciente, o tempo de início desses sintomas e os sinais vitais (pressão arterial e frequência cardíaca, entre outros), a fim de classificar a urgência e priorizar os atendimentos.
A classificação de risco realizada pelo ******* é uma ferramenta que prioriza os pacientes com grau de gravidade e não apenas por ordem de chegada; é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato. Deste modo temos os pacientes Vermelhos (demandam atendimento imediato); Laranjas (pacientes classificados como muito urgentes e devem ser atendidos em 10 minutos); Amarelos (apresentam demandas urgentes, podendo haver uma espera de até 40minutos); Verdes (menos graves e podem aguardar até ******* minutos); Azuis (não apresentam gravidade, sendo atendidos conforme ordem de chegada com espera de até ******* minutos; deveriam ser atendidos em UBSs). Eventualmente em decorrência de fluxo de atendimento poderá ocorrer atrasos nos atendimentos.
Sobre os atendimentos ocorridos em 17/05 e 18/05/******* estávamos com todas as equipes completas e atendendo de maneira contínua; todos os médicos são assistenciais e não temos a figura de chefe de plantão ou médico com função apenas burocrática.
Avaliando a ficha de atendimento inicial (Classificação de Risco *******) paciente LVRL, 21 anos, compareceu em nosso pronto atendimento referindo quadro de glicemia alterada, tosse, cansaço e rouquidão há 1 semana. O paciente deu entrada às 23h22min (retirada da senha) sendo classificado às 23h57min na escala de prioridades (apresentava-se com PA 136x78 mmHg, frequência cardíaca 95 bpm, frequência respiratória 19 rpm, temperatura 36,8C), escala de dor 5 e glicemia 496mg/dl) como ficha amarela (urgente). A paciente foi avaliada pela equipe médica às 01h07min, sendo solicitado exames laboratoriais e sendo medicada. Os exames foram liberados pelo sistema às 04h18min (exames de sangue) e às 05h24min (exame de urina). A paciente foi reavaliada pela médica às 05h42min, com melhora clínica; foi liberado com orientação, medicação e orientação de seguimento pela UBS.
Entendemos que o atendimento prestado à Sra. LVRL foi adequado, porém reforçamos a importância dos fluxos de referenciamento. O caso da paciente em tela era um caso para ser atendido e liberado pela UPA, sem necessidade de encaminhamento para o HMVJS.
Estamos à disposição para novos e eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários.
Atenciosamente
HMVJS - SPDM
Consideração final do consumidor
20/05/2025 às 17:41
Em resposta à minha solicitação, venho expressar minha insatisfação com o atendimento recebido. Agradeço às doutoras e à equipe de enfermagem pelo esforço, mas considero inadequada a orientação de que meu caso de hiperglicemia deveria ser tratado exclusivamente em uma UPA.
A hiperglicemia, especialmente em níveis severos, representa um risco clínico significativo. Segundo a American Diabetes Association (ADA), valores de glicemia acima de ******* mg/dL requerem atenção médica, pois podem evoluir para complicações graves como cetoacidose diabética (CAD) ou síndrome hiperglicêmica hiperosmolar (SHH). Ambas são emergências médicas com potencial de levar ao coma e até ao óbito, caso não haja intervenção imediata.
A CAD, mais comum em pessoas com diabetes tipo 1, e a SHH, mais prevalente em pacientes com diabetes tipo 2, compartilham características como desidratação severa, distúrbios eletrolíticos e acidose metabólica no caso da CAD. Em ambas, o atendimento precoce e adequado é determinante para a sobrevida e recuperação do paciente (Kitabchi et al., *******).
Sendo assim, alegar que um quadro de hiperglicemia não exige atenção urgente contraria diretrizes clínicas internacionais amplamente reconhecidas e demonstra falta de conhecimento técnico sobre os riscos envolvidos.
Reforço, ainda, que a resposta fornecida por meio da plataforma Reclame Aqui foi genérica, insatisfatória e desconsiderou a gravidade do quadro relatado. Recomendo fortemente uma revisão nos protocolos de triagem, atendimento e comunicação com os pacientes, com base nas evidências científicas mais atuais.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
5
Consideração final da empresa
27/05/2025 às 11:20
Em relação aos novos questionamentos da paciente, esclarecemos inicialmente que a Classificação de Risco pelo Protocolo de Manchester é um método de triagem desenvolvido entre ******* e *******, e utilizado pela primeira vez em *******, na cidade de Manchester, Inglaterra. Ao ser avaliado pelo enfermeiro, o paciente tem seus sinais clínicos aferidos e, com base em seus sintomas, é inserido em um dos 55 fluxogramas de decisão. Esses fluxogramas determinam o nível de gravidade do caso, classificados pelas cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e branco.
O sintoma de hiperglicemia (nível de glicose acima do normal) não significa, isoladamente, uma urgência, podendo ocorrer por diversos fatores, como diabetes, alimentação, infecção ou uso de medicação. No caso em questão, foi utilizado o fluxograma "Diabetes" do Protocolo de Manchester, com o discriminador "hiperglicemia", que classifica como amarelo os pacientes que apresentem: glicemia maior que ******* mg/dL, vômitos persistentes, sinais de perfusão periférica alterada (criança ou adulto quente) ou dor moderada.
A paciente apresentava como queixa: refere diabetes com glicemia alterada, tosse, cansaço e rouquidão há 1 semana. Os sinais vitais aferidos foram:
PA: ******* x 78 mmHg
FC: 95 bpm
FR: 19 irpm
Temperatura: 36,8C
Glicemia: ******* mg/dL
Dessa forma, foi corretamente classificada como prioridade amarela, conforme o protocolo.
Sobre a hierarquização dos locais de atendimento, informamos que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) é um componente da Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde, integrando a rede de serviços pré-hospitalares fixos para o atendimento às urgências. A UPA presta atendimento resolutivo e qualificado a pacientes com condições clínicas graves e não graves, realizando o primeiro atendimento a casos cirúrgicos e traumáticos, estabilizando pacientes e conduzindo a avaliação diagnóstica inicial para determinar a conduta adequada, inclusive o encaminhamento a unidades de referência quando necessário.
As UPAs funcionam 24 horas, 7 dias por semana, com capacidade para atender grande parte das urgências e emergências, inclusive situações como a apresentada, com estrutura composta por raio-X, eletrocardiografia, laboratório de exames e leitos de observação. O atendimento é realizado de acordo com a Classificação de Risco, e o paciente pode ser estabilizado e liberado para acompanhamento ambulatorial ou encaminhado para unidade hospitalar, conforme a necessidade. Estima-se que mais de 90% dos casos atendidos nas UPAs são resolvidos sem necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro hospitalar (fonte).
Assim, entendemos que a UPA é o local adequado para o tratamento da hiperglicemia apresentada pela paciente, sendo certo que, caso houvesse indícios de gravidade, como cetoacidose diabética ou síndrome hiperglicêmica hiperosmolar (situações citadas na manifestação), a paciente seria devidamente encaminhada para internação hospitalar, conforme pactuação da Rede de Urgência e Emergência (RUE) da região norte.
Ressaltamos, ainda, a importância de a paciente manter o acompanhamento clínico regular em sua UBS ou com profissional de saúde de referência, visando a adequada compensação do quadro metabólico. Preocupa, de fato, a situação de uma paciente jovem, 21 anos, portadora de diabetes e em uso de múltiplos medicamentos (Glifage, Glicazida, Insulina NPH e Regular), não estar conseguindo manter níveis glicêmicos adequados.
É importante destacar que, após a realização de exames que descartaram infecção como fator desencadeante da descompensação, e considerando que a paciente permaneceu estável, sem indicação de intervenção emergencial, foi corretamente liberada para sua residência, com orientação de procurar atendimento em sua UBS de referência (UBS Isolina Mazzei), para o seguimento ambulatorial. Foi ainda orientada a manter a adequada adesão ao tratamento e a retornar imediatamente caso apresentasse sinais de alarme, novos sintomas ou agravamento do quadro clínico.
Assim, entendemos que o atendimento prestado à Sra. L.V.R.L. foi adequado, e reforçamos a importância dos fluxos de referenciamento e hierarquização estabelecidos pela Rede de Urgência e Emergência (RUE), sendo este um caso compatível com atendimento inicial em UPA, com encaminhamento hospitalar se necessário.
Permanecemos à disposição para novos e eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários.
HMVJS - SPDM