Hospital Veterinário Ânima Unidade Penha abandona animal ainda em tratamento e encerra vínculo sem alta médica

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São Paulo - SP

13/06/2025 às 10:54

ID: 219576785

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No dia 10/06/2025, levei meu cão Theo, da raça Spitz, branco, 2 anos, à unidade Penha do Ânima Hospital Veterinário, com quadro de fezes moles e com sangue. Após demora de mais de uma hora para atendimento mesmo sendo caso de emergência, ele foi internado e submetido a procedimento cirúrgico.

Até aquele momento, o animal estava saudável e se recuperava da castração. O quadro clínico de hematoquezia (sangue nas fezes) surgiu após os medicamentos prescritos no hospital.

No dia 12/06, sem qualquer alta médica, sem conclusão de exames pendentes e sem relatório clínico final, fui surpreendida com um documento assinado pela médica *****, informando a demissão como cliente. Ou seja: o hospital se recusou a continuar o atendimento, com o animal ainda em recuperação, orientando inclusive que eu deveria buscar outro local para retirada dos pontos da cirurgia feita por eles próprios.

Tenho áudios do responsável técnico afirmando que se trata de alta hospitalar, e não médica, deixando claro que a conduta foi administrativa e não baseada na estabilidade clínica do paciente.

Também não recebi explicações sobre o sangue coletado das fezes do chão da internação, nem fui informada se houve melhora do quadro infeccioso que motivou toda a internação.

A conduta do hospital é antiética, desumana e representa abandono de tratamento veterinário, colocando em risco a saúde e a vida de um animal em recuperação.

Peço providências e que a empresa seja responsabilizada pela conduta da equipe médica da unidade Penha.



Empresa:

ÂNIMA HOSPITAL VETERINÁRIO LTDA Unidade Penha
CNPJ: *****
Endereço: ***** Penha, São Paulo/SP CEP *****

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Resposta da empresa

13/06/2025 às 12:05

Boa tarde!
Diferentemente do que foi escrito pela tutora do paciente, o animal Theo foi operado pelo nosso serviço especializado de cirurgia no dia 06/06/25. O mesmo passou por um procedimento de castração, sem nenhuma intercorrência e liberado para cuidados em casa no mesmo dia em bom estado geral.
No dia 10/06/25 (dia citado na reclamação) a tutora entrou em contato com o hospital dizendo que o mesmo estava com diarreia. Instruímos a mesma a levar o paciente para ser examinado por nossa equipe. Neste mesmo dia a tutora chegou ao hospital para atendimento, com o paciente em bom estado geral, ativo e alerta, sem quaisquer sinais de indícios de necessidade de tratamento urgencial/emergencial.
No Ânima Hospital Veterinário atendemos por ordem de chegada (a não ser em casos de urgência/emergência), então a tutora teve que aguardar os pacientes que estavam na frente para ser atendida. Certa hora da espera a tutora começou a se exaltar, falar mais alto e por horas gritar com a recepção, inclusive proferindo frases como: eu vou quebrar este hospital, vocês não sabem do que eu sou capaz (tudo está devidamente registrado pelo nosso sistema interno de câmeras com gravações de áudio e vídeo).
Ao ser chamada pela Dra. continuou exaltada e proferindo agressões verbais. Independente disto, fizemos o atendimento e sugerimos que o paciente ficasse internado para observação e novos exames.
Durante o período de internação a tutora continuou por momentos agredindo verbalmente a equipe e no dia 12/06/25 nos chamou de incompetentes baseada em uma imagem enviada da internet (Chat GPT). Nos acusou de ter causado a diarreia no paciente por termos prescrito uma medicação errada e ainda disse que provavelmente foram estagiários que anestesiaram e operaram seu animal (fatos registrados com prints de conversa e ligaçoes de Whatsapp).
Ainda no dia 12/06/25 o paciente apresentava-se já melhor do quadro, tendo a diarreia totalmente resolvida, se alimentando normalmente e ferida cirúrgica estável, então foi liberado de alta da internação.
Devido às ofensas e risco de agressão à nossa equipe optamos por demitir esta tutora do hospital, proibindo-a de voltar ao estabelecimento. Tal fato está previsto no código de ética do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Resolução 1.*******/16), uma vez que foram proferidas agressões verbais, comportamento abusivo do tutor e acusações infundadas sem comprovação.
Ainda mais, a tutora foi devidamente instruída e munida de encaminhamentos e relatórios para que continuasse o acompanhamento do paciente em colega, uma vez que infringiu normas estabelecidas pelo CFMV em nosso estabelecimento.
Aqui no Ânima Hospital Veterinário tratamos todos com o devido respeito e exigimos que a recíproca seja respeitada. Não toleraremos quaisquer tipos de ofensas com nossa equipe de colaboradores.

Réplica do consumidor

13/06/2025 às 12:16

Venho, por meio deste, manifestar meu total repúdio e discordância em relação à resposta apresentada por este estabelecimento em 13/06/*******, a respeito do atendimento prestado ao meu animal de estimação, Theo.

Em primeiro lugar, lamento profundamente a tentativa de desqualificar minha conduta como tutora, desviando o foco do cerne da reclamação: a demora injustificável no atendimento a um animal em estado de risco, a má prestação do serviço veterinário, a ausência de informações claras sobre o quadro clínico e a alta médica concedida sem segurança, mesmo diante de sintomas como fezes com sangue e diarreia persistente.

Reforço que no dia 10/06/******* meu cão foi levado ao hospital com sintomas claros de agravamento, e mesmo relatando tais sinais, aguardei por mais de uma hora pelo atendimento, sem qualquer triagem ou encaminhamento prioritário, ainda que o quadro fosse visivelmente urgente. A resposta fornecida tenta justificar essa demora com alegações vagas sobre ordem de chegada, ignorando os deveres mínimos de triagem em situações clínicas potencialmente graves.

É inadmissível, ainda, que o hospital tente desqualificar minha conduta com acusações genéricas e ofensivas, alegando que me exaltei ou proferi ameaças. Toda e qualquer atitude da minha parte foi fruto de desespero diante do sofrimento do meu animal e da negligência com que fomos tratados. É ainda mais grave a insinuação de que me baseei em imagem da internet (Chat GPT) para questionar a medicação o que não apenas desvirtua os fatos, como tenta ridicularizar uma tutora que apenas buscava esclarecimentos técnicos sobre os efeitos colaterais do remédio prescrito.

Rejeito veementemente as alegações de comportamento abusivo, agressões verbais ou qualquer outro argumento utilizado como justificativa para a demissão da tutora o que configura prática abusiva e discriminatória, sem respaldo legal, uma vez que o direito à continuidade do tratamento do animal deve prevalecer sobre conflitos interpessoais.

Ressalto, ainda, que a retirada dos pontos cirúrgicos faz parte do ato cirúrgico e, portanto, é obrigação do hospital realizá-la sem custo adicional ao tutor, como previsto pelas normas que regem os serviços veterinários e pela responsabilidade profissional assumida com o procedimento.

Por fim, reitero que, ao contrário do que foi dito, não fui informada adequadamente sobre os resultados dos exames, nem sobre a condição clínica completa do meu animal no momento da alta. Apenas após insistência, recebi encaminhamentos vagos e sem orientações claras. Ainda estou arcando com os custos de exames complementares e nova avaliação médica, justamente porque o caso foi mal conduzido.

Solicito que esta resposta seja registrada nos mesmos autos da reclamação original e que o hospital reveja sua postura, especialmente quanto à forma desrespeitosa e autoritária com que tratou uma tutora em sofrimento legítimo.

Réplica do consumidor

13/06/2025 às 12:22

Importante frisar que consultar fontes informativas online não representa, em absoluto, um ato de negligência ou desrespeito aos profissionais veterinários, mas sim uma atitude comum de tutores preocupados, em busca de compreensão sobre os sintomas observados no animal. A utilização de plataformas de pesquisa ou inteligência artificial se deu com responsabilidade, como apoio complementar à situação clínica vivenciada, e em nenhum momento substituiu o parecer técnico da equipe veterinária. Tal conduta não justifica, portanto, qualquer tentativa de ridicularização ou uso distorcido dessa atitude para deslegitimar minha preocupação com a saúde do meu cão.
E *******: se este hospital fosse tão competente e ético como tenta parecer em sua resposta, não colecionaria tantas reclamações semelhantes de outros tutores nas redes sociais e plataformas de avaliação. O volume de queixas é, por si só, um reflexo do descaso recorrente e da má gestão no atendimento. vou reclamar
em todas as fontes possíveis.

Réplica do consumidor

13/06/2025 às 12:52

Após todo o desgaste físico e emocional enfrentado por mim e pelo animal desde a demora no atendimento até a alta sem esclarecimentos adequados deparo-me agora com a omissão de uma obrigação básica da clínica: a retirada dos pontos cirúrgicos.

Além da negligência com um procedimento fundamental para a recuperação do Theo, é inaceitável a tentativa de se eximirem da responsabilidade e transferirem para o tutor um cuidado que, claramente, compete à equipe responsável pela cirurgia.

Reforço que essa conduta configura falha grave na prestação do serviço, colocando em risco a saúde do animal e agravando ainda mais a situação de quem já lida com sofrimento e insegurança.
hahaha ler isso, me causa uma crise de riso. a falta de preparo e a capacidade de inverter os polos da ação, é muito lindo de ver. kkkkk