Cirurgia desnecessária em pet após diagnóstico de obstrução não confirmado

Respondida
Itapecerica da Serra - SP
23/08/2026 às 09:44
ID: 257153849
Cirurgia realizada após diagnóstico de obstrução que não foi confirmada durante o procedimento
Meu cachorro foi inicialmente atendido em uma clínica veterinária, onde foi realizado um ultrassom e emitido diagnóstico de obstrução gástrica/intestinal, motivo pelo qual ele foi encaminhado ao Hospital Veterinário do Dr. Erick para avaliação e possível procedimento cirúrgico.
Por se tratar de uma cirurgia invasiva, com riscos à vida e à saúde do animal, fui informada pela própria clínica que realizou a avaliação prévia que, por segurança, caberia ao hospital que receberia o animal repetir o exame e confirmar o diagnóstico antes da cirurgia.
Ao chegar ao hospital, inclusive questionei expressamente se seria necessário repetir o ultrassom antes do procedimento. Fui informada de que não seria necessário.
O hospital, portanto, baseou-se única e exclusivamente na confiança no diagnóstico e na orientação da clínica que realizou o encaminhamento, sem realizar uma nova confirmação por exame de imagem antes de submeter meu cachorro à cirurgia.
Um ponto importante é que o laudo e as imagens do ultrassom sequer estavam em mãos no momento da cirurgia. Naquele momento, o hospital tinha apenas uma orientação por escrito referente ao diagnóstico/encaminhamento. O laudo do ultrassom somente foi encaminhado no dia seguinte.
Mesmo assim, a cirurgia foi realizada.
Durante o procedimento, foi constatado que não havia qualquer obstrução no estômago ou no intestino, contrariando o diagnóstico que havia motivado o encaminhamento e a realização da cirurgia.
Meu cachorro está agora em recuperação de um procedimento cirúrgico invasivo, com todos os riscos e consequências decorrentes de uma cirurgia, que, diante do que foi encontrado durante o procedimento, aparentemente não teria sido necessária.
Até o momento, as despesas relacionadas ao atendimento e à cirurgia já somam aproximadamente R$ 2111,00, além dos custos que ainda poderão ocorrer durante a recuperação.
O que mais me causa indignação é que eu mesma questionei antes da cirurgia se o exame seria repetido por segurança, justamente por se tratar de um procedimento invasivo, e fui informada de que não seria necessário. O hospital não possuía sequer o laudo do ultrassom naquele momento e, ainda assim, prosseguiu com a cirurgia confiando exclusivamente na informação recebida da clínica que encaminhou o animal.
Diante disso, solicito esclarecimentos formais:
1. Por qual motivo o hospital optou por realizar uma cirurgia invasiva sem possuir o laudo do ultrassom em mãos?
2. Por que o exame não foi repetido ou confirmado antes da cirurgia, mesmo sendo uma medida de segurança que havia sido mencionada pela clínica que realizou a avaliação prévia?
3. Qual foi exatamente a fundamentação técnica utilizada para indicar a cirurgia?
4. Quem foi o profissional responsável pela decisão de prosseguir com o procedimento?
5. O hospital teve acesso às imagens do ultrassom antes da cirurgia ou baseou-se somente na orientação escrita encaminhada pela clínica?
6. Por que, durante a cirurgia, não foi encontrada a obstrução que havia motivado o procedimento?
7. Qual a posição do hospital diante dos custos, riscos e consequências de uma cirurgia na qual não foi encontrada a obstrução diagnosticada?
Solicito também cópia integral do prontuário, orientação de encaminhamento, laudo e imagens recebidos, relatório cirúrgico detalhado, ficha anestésica, exames realizados, identificação dos profissionais envolvidos, termos de consentimento e todos os demais documentos referentes ao atendimento.
Meu objetivo neste momento é obter uma explicação formal, transparente e uma solução para o ocorrido. Não estou fazendo uma acusação precipitada, mas registrando fatos que podem ser comprovados documentalmente e solicitando esclarecimentos sobre uma situação que envolveu um procedimento invasivo e riscos desnecessários ao meu animal.
Caso não haja uma solução satisfatória, pretendo encaminhar toda a documentação aos órgãos competentes para avaliação da conduta profissional e das medidas cabíveis.
O próprio hospital orienta consulta prévia , porém ao chegar lá não foi realizada por informarem que não seria necessário, ele foi diretamente encaminhado para realizar os procedimentos cirúrgicos .
A prioridade sempre deveria ser a segurança do animal.
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Resposta da empresa
24/08/2026 às 16:00
Prezada Debora,
Em atenção à manifestação apresentada, esclarecemos que a indicação do procedimento cirúrgico não ocorreu de forma arbitrária ou sem fundamentação clínica.
O paciente, chegou ao hospital acompanhado de sua responsável, mediante encaminhamento médico-veterinário formal e assinado, contendo histórico de vômitos desde 18/08/2026, relato de ingestão de tecido de pelúcia e descrição de ultrassonografia abdominal com suspeita de corpo estranho linear em estômago/duodeno, plissamento duodenal e enterite.
O paciente foi atendido presencialmente pelo cirurgião, que, diante do quadro clínico apresentado e das informações constantes no encaminhamento médico recebido, avaliou a indicação de abordagem cirúrgica, considerando a possibilidade de corpo estranho gastrointestinal potencialmente obstrutivo.
Ressaltamos que a decisão foi tomada com base nas informações médicas disponíveis no momento do atendimento. O encaminhamento, contudo, apresentava formalmente os achados atribuídos ao exame realizado previamente.
Durante o procedimento, o corpo estranho descrito no encaminhamento não foi identificado. Esse resultado intraoperatório, por si só, não permite concluir que a indicação cirúrgica tenha sido injustificada, uma vez que a condição gastrointestinal pode sofrer alterações entre o exame, a avaliação clínica e o momento da exploração cirúrgica.
A responsável esteve presencialmente com o paciente durante o atendimento , tendo acompanhado a condução do caso e recebido as orientações pertinentes para à realização do procedimento.
Reiteramos que a conduta adotada teve como objetivo atender a uma suspeita clínica de possível corpo estranho gastrointestinal, situação que pode representar risco ao animal e que, diante das informações recebidas e da avaliação realizada, justificou a abordagem cirúrgica naquele momento.
O hospital permanece à disposição para fornecer a documentação referente ao atendimento pelo nosso canal oficial [email protected]
Atenciosamente,
Hospital Veterinário Dr. Erik