Atendimento inadequado e falha na comunicação no Hospital Veterinário Santa Inês

Não respondida
São Paulo - SP
28/12/2025 às 12:47
ID: 236033761
Falta de diagnóstico, comunicação falha e ausência de cuidado paliativo adequado
Venho registrar minha insatisfação com o atendimento prestado pelo Hospital Veterinário Santa Inês, após a perda da minha gata Zola, ocorrida em 10/11/2025.
Zola tinha 8 anos e 3 meses, era ativa e saudável até apresentar episódios de vômito por volta de 28/10/2025. Por indicação profissional, levei-a ao hospital, onde foi realizada uma ultrassonografia que apontou uma formação em um dos rins, porém sem explicação clara sobre o achado.
Diante disso, foi indicada a internação para exames complementares, incluindo tomografia. Zola foi internada em 03/11/2025. A partir daí, houve uma sucessão de informações desencontradas, ausência de um médico responsável pelo caso e mudanças constantes de conduta (tomografia que depois não seria realizada, seguida da sugestão de citologia).
O exame mais importante para definição diagnóstica a citologia foi coletado em 05/11/2025. Mesmo após pedidos reiterados de urgência, o resultado não ficou pronto antes do falecimento da minha gata, ocorrido em 10/11/2025. O laudo só me foi encaminhado em 11/11/2025, após insistência, apesar de ser um exame que, em muitos casos, pode ter resultado no mesmo dia.
Durante toda a internação (03 a 08/11/2025), a comunicação via WhatsApp foi lenta, impessoal e sem a urgência compatível com a gravidade do caso. Não havia clareza sobre diagnóstico, prognóstico ou plano terapêutico.
No dia 08/11/2025, precisei retirar a Zola do hospital por limitações financeiras, após mais de R$ 10.000,00 gastos em uma semana. Na alta, recebi orientações apenas sobre alimentação por sonda e curativos. Não houve prescrição adequada de analgesia nem de medicação antiemética, apesar do quadro renal grave e da sonda alimentar.
Na madrugada do dia 09/11/2025, Zola apresentou piora significativa, com sinais claros de dor. Ao relatar no grupo de suporte, somente no período da tarde foi orientado o uso de dipirona, o que posteriormente soube ser insuficiente para o estado crítico em que ela se encontrava. O objetivo do tratamento havia passado a ser paliativo, justamente para evitar sofrimento o que não foi garantido.
Ressalto ainda que, após informar minha impossibilidade de manter a internação, percebi mudança na postura e no tratamento dispensado, tanto a mim quanto à minha gata.
No dia 10/11/2025, retornei ao hospital com a Zola em estado agudo e irreversível, vocalizando de dor. Somente nesse momento fomos atendidas por um profissional que demonstrou empatia e condução adequada, porém já era tarde.
Minha principal reclamação é:
ausência de um responsável técnico pelo caso;
demora injustificável na liberação do exame essencial para diagnóstico;
falha grave na comunicação;
falta de cuidado paliativo adequado na alta;
sensação clara de que o atendimento foi condicionado à capacidade financeira do tutor.
Lamento profundamente a experiência e deixo este registro como alerta. Pelo valor cobrado, esperava um atendimento organizado, humano e tecnicamente alinhado o que infelizmente não ocorreu. Não recomendarei este hospital.