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São Paulo - SP

10/08/2026 às 16:51

ID: 256089559

Meu gato, Frajola, saiu da Clínica Petlove Tutóia no dia 06/08 com um encaminhamento para cirurgia urgente. Apesar disso, em nenhum momento fomos informados de que ele poderia estar com uma infecção grave ou que sua vida estava em risco.

Durante todo o tratamento, ninguém nos explicou a gravidade do quadro. Não fomos informados sobre uma possível infecção ou inflamação importante e, até onde fomos orientados, ele não recebeu antibiótico nem anti-inflamatório.

Meu marido chegou ao Hospital São Pedro com o Frajola para interná-lo e prepará-lo para a cirurgia. Lá, os veterinários decidiram que seria melhor não realizar a cirurgia naquele momento e mantê-lo internado.

Nós já estávamos realizando exames havia vários dias. O que nos era explicado era que ele tinha lama biliar na vesícula e nos ductos biliares. Foram prescritos medicamentos para tentar dissolver a bile, protetor hepático, medicamento contra vômitos, corticoide e alimentação com latinha Recovery.

Enquanto isso, o Frajola só piorava.

Na sexta-feira, quando chegamos ao hospital, mais uma vez ninguém nos informou que o quadro era grave ou que ele poderia estar correndo risco de vida. Pelo contrário: a Dra. Vanessa nos disse que os exames estavam bons e que, provavelmente no sábado, colocariam uma sonda para alimentação e ele estaria melhor.

Nós estávamos desesperados, mas saímos dali com esperança. Acreditávamos que nosso menino estava sendo cuidado e que havia um plano para ajudá-lo a se recuperar.

Em nenhum momento, nem na Petlove Tutóia nem no Hospital São Pedro, fomos alertados de que a situação poderia ser tão grave.

A Dra. Vanessa, inclusive, ficou estimulando as costinhas dele, tentando brincar com ele, enquanto ele estava extremamente debilitado, com as pupilas muito dilatadas e aparentemente alheio ao que acontecia ao seu redor. Para nós, naquele momento, faltou completamente sensibilidade e empatia diante da situação em que ele se encontrava.

Naquela mesma sexta-feira, encaminhei todos os exames para uma veterinária que conheci por meio do meu trabalho, a Dra. Haydee, especialista em felinos. No sábado, ela analisou os exames e nos explicou que, na visão dela, os resultados estavam muito ruins e indicavam uma infecção grave. Ela também nos disse que, naquele estágio, o Frajola já estava muito debilitado e em risco de vida.

Poucas horas depois, de madrugada, meu marido recebeu uma ligação do hospital informando que havia acontecido uma emergência.

O Frajola tinha morrido.

Três horas depois da nossa visita.

E a causa informada foi SEPSE.

Ou seja: nosso gato estava com uma infecção sistêmica gravíssima, correndo risco de vida, enquanto nós, os responsáveis por ele, não tínhamos sido informados da real gravidade da situação.

Essa é a parte que mais dói.

Porque nós teríamos tomado outras decisões se tivéssemos recebido informações claras sobre o estado real dele. Não nos foi dada a oportunidade de compreender que nosso gato poderia estar em uma situação de emergência e de avaliar, conscientemente, todas as alternativas possíveis.

E, depois de anunciarem a [Editado pelo Reclame Aqui] do nosso menino, ainda entraram na sala com uma folha contendo uma foto dele em um estado que, para nós, foi extremamente doloroso com as pupilas completamente dilatadas acompanhada de um texto que parecia um simples copia e cola.

Como se não bastasse, ainda nos ofereceram serviços para fazer lembranças com os pelos dele ou com o carimbo das patinhas.

Naquele momento, tudo o que eu conseguia pensar era: acabamos de perder nosso gato. Nosso companheiro. Nosso menino.

Não era hora de oferecer souvenirs.

Foi um absurdo atrás do outro.

O que mais me revolta não é apenas a [Editado pelo Reclame Aqui] do Frajola. É a sensação de que não tivemos acesso às informações necessárias para compreender a gravidade do quadro enquanto ainda havia tempo para tomar decisões.

Eu não quero respostas vagas. Quero entender o que aconteceu.

Quero saber por que um animal encaminhado para uma cirurgia urgente chegou ao hospital e teve a cirurgia adiada sem que nos explicassem claramente o risco dessa decisão.

Quero saber por que, diante de exames que posteriormente foram considerados graves por uma especialista em felinos, fomos informados de que os exames estavam bons.

Quero saber por que não fomos informados sobre a possibilidade de infecção grave.

Quero saber quando a sepse foi identificada, quais sinais ele apresentava, quais exames foram feitos, quais tratamentos foram realizados e o que aconteceu nas três horas entre a nossa visita e a [Editado pelo Reclame Aqui] dele.

O Frajola não era apenas um animal. Ele era parte da nossa família.

Nós confiamos nos profissionais que estavam cuidando dele. E, justamente por isso, tínhamos o direito de receber informações claras, completas e honestas sobre o estado de saúde dele.

Hoje, infelizmente, não podemos mais salvá-lo.

Mas precisamos entender o que aconteceu.

A única coisa que consola um pouco meu coração é acreditar que a vida dá conta de tudo. O plantio é livre: cada um de nós planta aquilo que quer. Mas a colheita é obrigatória. E todos, sem exceção, um dia colheremos aquilo que plantamos.

Descanse em paz, meu Frajola.
Você foi amado, foi cuidado e continuará sendo lembrado por nós para sempre.

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Resposta da empresa

17/08/2026 às 10:41

Olá, Glaucia.

Primeiramente, lamentamos profundamente a perda do Frajola. Sabemos que a perda de um pet representa a perda de um membro da família e compreendemos a dor e a frustração expressadas em seu relato.

Justamente por isso, consideramos importante esclarecer, de forma transparente e respeitosa, alguns aspectos relacionados à condução do caso.

O Frajola chegou ao Hospital Veterinário São Pedro com indicação inicial para avaliação e possível realização de procedimento cirúrgico, incluindo colecistectomia, e suas complicações cirúrgicas para espécie do seu pet, além da colocação de tubo esofágico. Na admissão, considerando que os responsáveis haviam solicitado uma segunda opinião, a equipe realizou uma nova avaliação clínica e dos exames disponíveis antes da definição da conduta.

A avaliação realizada no hospital indicou alterações importantes no sistema hepatobiliar, porém não permitiu confirmar, naquele momento, a existência de uma obstrução das vias biliares que justificasse a realização imediata da cirurgia, e em atendimento foi afirmado que pet estava comendo e adiado a passagem do tubo. Diante disso, a equipe discutiu as possibilidades diagnósticas e terapêuticas, incluindo a necessidade de investigação complementar e o tratamento clínico, considerando também o estado geral do paciente e os riscos inerentes a uma intervenção cirúrgica em um quadro clínico já delicado.

Nesse contexto, os responsáveis foram orientados quanto às possibilidades de tratamento, bem como aos riscos e benefícios relacionados à intervenção cirúrgica. Após essa discussão, naquele primeiro momento, optaram por não prosseguir com a cirurgia, mantendo-se a condução clínica e o acompanhamento do paciente, com possibilidade de reavaliação conforme sua evolução.

Durante a internação, o Frajola permaneceu sob acompanhamento da equipe, recebendo os cuidados necessários diante de seu quadro clínico. A necessidade de suporte nutricional por meio de tubo esofágico foi posteriormente discutida e solicitada, assim como também foi considerada a realização de tomografia computadorizada, com o objetivo de obter informações adicionais que pudessem contribuir para a definição da melhor conduta.

É importante ressaltar que a possibilidade de intervenção cirúrgica não foi desconsiderada pela equipe. A decisão terapêutica foi sendo reavaliada de acordo com a evolução clínica do paciente, os resultados disponíveis e a relação entre os possíveis benefícios e os riscos envolvidos.

Infelizmente, o Frajola apresentou uma piora aguda e evoluiu a óbito durante a madrugada, antes que fosse possível realizar a colocação do tubo esofágico e concluir a investigação complementar que estava sendo considerada.

Em relação à informação de que a causa do óbito teria sido sepse, é importante fazer uma distinção técnica. O paciente apresentava um quadro hepatobiliar/inflamatório importante e encontrava-se clinicamente grave. Entretanto, com os dados disponíveis e sem investigação post-mortem que permita estabelecer uma relação causal definitiva, não é possível afirmar com segurança que o óbito tenha ocorrido exclusivamente em decorrência de sepse. Da mesma forma, não seria tecnicamente adequado atribuir retrospectivamente o desfecho a uma única causa, considerando a possibilidade de evolução multifatorial em pacientes com comprometimento clínico importante.

Por fim, reforçamos nosso respeito pela memória do Frajola e nossa solidariedade aos seus responsáveis neste momento de perda. Esperamos que os esclarecimentos apresentados contribuam para uma compreensão mais objetiva e cuidadosa da condução do caso.

O Hospital Veterinário São Pedro permanece à disposição dos responsáveis para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários.

Atenciosamente,

Hospital Veterinário São Pedro