Atendimento inadequado e desrespeitoso em hospital durante gravidez

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Americana - SP

07/04/2026 às 10:44

ID: 245066695

Procurei o Hospital São Luiz Star na madrugada do dia 2 de abril por conta de um quadro de gastroenterite aguda, que se iniciou na noite do dia 1. Tive um quadro agudo e bem acentuado, em que em poucas horas me debilitei, com mais de 10 episódios de vômito e diarreia. Estou grávida de 16 semanas e, após orientação da minha ginecologista, procurei atendimento clínico neste hospital, pois se tratava de uma queixa clínica e não ginecológica ou gestacional.

Abri minha ficha no hospital às 4h43 da manhã. Estava passando muito mal, com quadro de vômitos e diarreia nos quais eu não conseguia me controlar. O atendimento da recepção foi bom e logo fui acomodada em um box. O hospital estava vazio.

Após aproximadamente meia hora de espera sem avaliação médica mesmo com sintomas ativos meu marido questionou, com educação, sobre a demora no atendimento, uma vez que eu precisava ser medicada, pois estava passando muito mal. Foi informado que o médico estava finalizando um atendimento e já viria.

Em seguida, uma outra enfermeira ou técnica, de cabelo loiro, entrou no quarto e falou de forma ríspida que eu deveria aguardar, pois ali era um pronto-socorro e demora mesmo o atendimento. Meu marido respondeu que compreendíamos a dinâmica do serviço, mas que era 5 da manhã, a demanda era baixa e eu estava passando muito mal, questionando se havia outro médico disponível.

Após esse episódio e já com mais de 40 minutos de espera período no qual vomitei pelo menos três vezes entrou um médico na sala.

Ele iniciou o atendimento com postura visivelmente irritada e grosseira por ter sido chamado. Assim que relatei meu quadro clínico e informei a gestação, a primeira colocação que ele fez foi: Por que você está aqui? Era para você ter buscado atendimento na maternidade. Ele nem prestou atenção nas minhas queixas, pois ele fez eu repedir todas e continuou afirmando que eu deveria procurar a maternidade e na lá, postura que demonstra desconhecimento básico, uma vez que gastroenterite aguda é uma condição clínica e deve ser conduzida em pronto atendimento geral, mesmo em pacientes gestantes.

Expliquei que havia buscado atendimento clínico por conta dos sintomas. O médico então passou a exigir o telefone da minha obstetra para entrar em contato imediato. Informei o telefone da clínica onde realizo meu pré-natal, mas ele recusou de forma grosseira, dizendo que queria o celular da médica, apesar de serem 5 horas da manhã.

Expliquei que não havia necessidade de contato naquele momento, pois minha queixa não era obstétrica, e que buscava apenas suporte para uma condição clínica. Ressaltei que, caso houvesse qualquer alteração relevante, minha obstetra poderia ser acionada posteriormente. Ainda assim, ele afirmou que não tomaria nenhuma conduta sem entrar em contato com ela, alegando ser protocolo do hospital, o que não possui respaldo técnico, especialmente para medidas básicas como hidratação, antieméticos e analgesia, conforme preconiza a boa prática médica e o Código de Ética Médica.

Diante disso, informei que, caso ele não pudesse me atender, eu poderia procurar outro serviço, e questionei a necessidade de terceirizar uma conduta clínica simples como medicação para dor e vômito às 5 horas da manhã.

Após nova solicitação de atendimento, por parte minha e de meu marido após ele ter afirmado que não poderia fazer nada sem contato prévio com minha obstetra, ele decidiu pedir alguns exames, prescrever medicação para náusea e iniciar soro.

Após isso, a técnica veio me medicar e, inclusive, demonstrou estranheza com a ausência de analgesia, considerando que eu apresentava dor abdominal importante. Meu marido solicitou analgesia ao médico, que respondeu que não se sentia à vontade para prescrever, o que não é justificativa técnica aceitável, uma vez que existem opções seguras na gestação e o médico tem o dever de utilizar os meios disponíveis para alívio do sofrimento, conforme o Código de Ética Médica.

Desde esse primeiro atendimento, relatei ao meu marido que gostaria de ir embora daquele hospital, pois estava me sentindo humilhada. Permaneci apenas porque não tinha condições físicas de sair, já que poderia vomitar ou ter diarreia no trajeto.

Considero que sofri um tratamento inadequado por estar grávida, por um médico que demonstrou incapacidade de conduzir um quadro clínico simples. Caso não se sentisse apto, poderia ter orientado de forma adequada a busca por outro setor, como a maternidade localizada próxima ao hospital, ou solicitado interconsulta com ginecologia da retaguarda do hospital, o que não foi feito.

Diante da persistência dos sintomas e da condução inadequada, precisei solicitar alta a pedido. Eu não parava de vomitar e não estava sendo adequadamente medicada. A analgesia só foi considerada após insistência do meu marido.

Conversamos com o coordenador médico, que informou que conversaria com o profissional a respeito.

O atendimento que recebi foi extremamente inadequado, desrespeitoso e tecnicamente insatisfatório. Precisei sair do hospital e buscar outro atendimento, o que é inadmissível considerando tratar-se de um dos hospitais considerados referência no país, onde se espera o mínimo de preparo para conduzir um quadro clínico simples com dignidade, competência e respeito.

O atendimento que tive nesse hospital foi a descrição de um verdadeiro horror, saí de lá traumatizada sensibilizada e horrorizada com o desdém que fui tratada
Houve múltiplas falhas:
Conduta antiética (comportamento)
Conduta tecnicamente inadequada
Negligência no controle de sintomas
Barreira indevida ao atendimento
falta de resolutividade

Aguardo retorno da coordenação médica a respeito da desassistência que sofri.

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Resposta da empresa

29/04/2026 às 14:53

Prezada Sra. Giovanna, boa tarde!


Esclarecemos que foram realizadas tentativas de contato com os telefones informados na reclamação, porém sem sucesso.

Diante disso, colocamos à sua disposição a Central de Atendimento da Ouvidoria Corporativa através do telefone 3003-4330 de segunda a sexta das 8h às 18h para que sejam prestados os esclarecimentos necessários.


Cordialmente,

Ouvidoria Rede DOr.

Réplica do consumidor

30/04/2026 às 11:06

Vocês faltam com a verdade quando dizem que tentaram entrar em contato pois esperei todos esses dias inclusive nós colocamos à disposição de comparecer pessoalmente no hospital.
Não obtive retorno