Negligência e mau atendimento no Hospital Vila Nova: Paciente com mal súbito não recebe atendimento adequado e sofre descaso

Não resolvido
Porto Alegre - RS
25/11/2025 às 15:56
ID: 232828997
Venho por meio desta relatar a gravíssima negligência vivenciada por minha namorada e por mim no Hospital Vila Nova, no dia 24/09/2025, por volta das 09h30.
Minha namorada sofreu um mal súbito, caiu no chão e bateu a cabeça e o cotovelo. Chegamos ao hospital, onde ela estava extremamente fraca, quase sem forças para falar ou se manter de pé. Durante a triagem, precisei acompanhá-la, pois ela mal conseguia responder. Ainda assim, a enfermeira responsável demonstrou impaciência, grosseria e desrespeito, chegando a cutucá-la com força porque ela fechou os olhos devido à dor intensa na cabeça.
Eu estudo na área da saúde e sei que o protocolo exige manter o paciente consciente, mas também sei que isso pode e deve ser feito com respeito, sem agressividade ou humilhação. Expliquei para a enfermeira que eu relataria os fatos por ela estar sem condições de falar, mas fui completamente ignorada.
Após a triagem, fomos encaminhados ao médico, que solicitou tomografia e prescreveu medicação para dor. Porém, ao chegar à sala de medicação, impediram minha permanência, sob alegação de superlotação. Entendi. Acreditei que, finalmente, minha namorada estaria nas mãos de profissionais.
O que aconteceu depois é inadmissível:
- Colocaram ela em uma cadeira de plástico, igual às da recepção, porque não tinha lugar.
- Não aplicaram medicação.
- Não deram qualquer atenção, mesmo ela tendo batido a cabeça.
- Fomos informados de que o aparelho de tomografia estava em conserto, e que o exame só seria possível após as 18h mais de 8 horas depois da chegada.
- Quando minha namorada e a própria mãe pediram liberação para ir a outro hospital, o pedido foi negado diversas vezes. Fora que depois do exame feito, a médica ainda se recusou a atende-lá diversas vezes, mesmo com o exame dela pronto e já em mãos.
- Ou seja: o hospital não tinha o equipamento, mas também não permitia a saída. Algo totalmente absurdo e ilegal.
Além disso, minha namorada escutou um dos profissionais reclamar que havia apenas um enfermeiro para uma sala superlotada, e que os médicos estavam demorando para avaliar os pacientes e liberá-los pois precisavam descansar mesmo estando ali para atender plantão. É inacreditável que uma sala cheia de pacientes dependa de um único profissional, enquanto outros se recusavam a atender. Isso não é descanso, é abandono de função. E meus parabéns ao enfermeiro que segurou as pontas enquanto estava SOZINHO com dezenas de pacientes. Esse sim é PROFISSIONAL.
A situação era tão negligente que um paciente convulsionou dentro da sala de medicação, e os técnicos simplesmente continuaram conversando entre si, sem sequer observar o estado dos pacientes. Foram outros pacientes que precisaram avisá-los do ocorrido. Isso é gravíssimo e fere diretamente a ética profissional.
Quando finalmente foi atendida novamente, a médica passou apenas 5 minutos com ela. Prescreveu dipirona, mesmo ela estando com pulseira de alerta para alergia (!), e ainda deu um atestado de apenas 1 dia, válido somente para o dia anterior, o dia que ela deu entrada.
Após quase 24 horas dentro do hospital, minha namorada ainda teve que trabalhar no dia seguinte, passando mal, com dor e completamente esgotada. Obviamente a mesma pediu para sair mais cedo e então fomos à uma clínica médica, pagamos a consulta e explicamos o acontecido para a médica. Na clínica ela foi mais acolhida do que dentro de um hospital.
Importante ressaltar que não é a primeira vez que enfrentamos descaso nesse hospital. Em outra ocasião, fiz um teste de dengue que deu positivo, e a médica simplesmente desvalidou o exame, mesmo eu apresentando todos os sintomas clássicos. Fiquei um tempão aguardando, com o corpo doendo DEMAIS, para acontecer a mesma coisa: ficar 5 minutos dentro do consultório e ainda ter meu exame invalidado.
Diante de tudo isso, deixo registrado o meu repúdio.
Se não há estrutura, profissionais suficientes, preparo técnico e, principalmente, HUMANIDADE, que fechem as portas. Ou que parem de permitir que médicos, enfermeiros e técnicos negligentes atendam pessoas que precisam de cuidado.
Para trabalhar na área da saúde não basta um diploma: é preciso, antes de tudo, respeito, empatia e responsabilidade.
Aguardo providências urgentes.
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Consideração final do consumidor
06/02/2026 às 17:49
Não houve resposta nenhuma, solução menos ainda. Incrível como nem com uma reclamação mudam, continua a mesma coisa de sempre!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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