Falha no atendimento e diagnóstico incorreto no Pronto-Socorro do Hospital VITA Curitiba resultando em fratura não identificada.

Em réplica
Curitiba - PR
17/07/2026 às 13:07
ID: 254175005
À Ouvidoria e Diretoria do Hospital VITA (Grupo Fleury),
Prezados,
Venho por meio deste canal registrar uma reclamação formal e manifestar minha profunda indignação com o atendimento prestado ao meu pai, *****, no Pronto-Socorro da unidade VITA Curitiba (Linha Verde/BR), no dia 15/07/2026.
O paciente deu entrada por volta das 11h00 após sofrer um acidente de trabalho (queda com trauma na região costal direita). O atendimento que se sucedeu violou preceitos básicos de assistência, humanização e segurança do paciente, conforme detalhado abaixo:
Retenção de Informações e Falha de Fluxo: Após o cadastro, fui impedida de acompanhá-lo sob a justificativa de restrição de idade. Durante horas, a recepção não forneceu nenhuma atualização médica. As únicas informações que obtive partiram do próprio paciente via celular, ou quando recorri ao funcionário ***** (triagem) e à equipe de enfermagem por iniciativa própria.
Desorganização e Contradição no Transporte: Fui informada pela enfermagem de que meu pai aguardava uma ambulância da Unimed para transferência ao VITA Batel, onde realizaria uma tomografia computadorizada (visto que a unidade BR não dispunha do exame no momento). No fim da tarde, após notar várias ambulâncias e nenhuma para o meu pai, liguei diretamente para a central da Unimed e fui informada de que não havia qualquer chamado aberto para ele.
Falta de Transparência Proativa: Ao me ouvir ao telefone com a Unimed, o chefe do departamento abordou-me informando que o hospital havia cancelado a ambulância por mudança de conduta médica (solicitação de outro exame). Ressalto que em nenhum momento o paciente ou eu fomos comunicados desta alteração de forma proativa. Ficaríamos esperando indefinidamente se eu não tivesse ligado para a operadora de saúde.
Erro de Conduta e Alta Indevida (Erro de Diagnóstico): Próximo às 19h00 (após cerca de 8 horas no hospital), o paciente realizou uma ecografia. O médico plantonista deu alta ao paciente alegando textualmente que o exame de eco "mostrava tudo" (órgãos e ossos) e que não havia fraturas. Questionado pelo paciente sobre a necessidade de um Raio-X, o médico recusou, prescreveu apenas analgésicos comuns (Ibuprofeno e Dipirona) e concedeu 3 dias de atestado. [1]
Agravamento do Quadro por Negligência: Devido às fortes dores persistentes, precisei encaminhar meu pai a outro pronto-atendimento na manhã seguinte. Na primeira avaliação clínica, o novo médico constatou irregularidades e solicitou imediatamente um Raio-X, que detectou uma costela quebrada. O erro de diagnóstico do Hospital VITA expôs o paciente a riscos graves de complicações internas e dor prolongada sem o manejo adequado. [2]
Diante do exposto, exijo um posicionamento formal desta Ouvidoria e da direção técnica do hospital respondendo aos seguintes pontos:
Por qual motivo um hospital de pronto-atendimento não dispunha de suporte ou optou por não realizar o exame de imagem adequado (Raio-X/Tomografia) para um trauma ósseo evidente?
Qual a justificativa técnica para o médico assegurar que uma ecografia descarta fraturas ósseas, contrariando as diretrizes básicas de ortopedia e traumatologia?
Quais medidas serão tomadas em relação à equipe médica e de gestão de fluxo envolvida no plantão do dia 15/07/2026?
A ausência de cuidado e a falha de comunicação presenciadas ferem o Código de Ética Médica e o Código de Defesa do Consumidor. Aguardo retorno urgente com os devidos esclarecimentos.
Cordialmente,
*****
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Resposta da empresa
23/07/2026 às 14:15
Prezada Diandra,
Lamentamos sinceramente pela experiência vivenciada por você e seu pai. Informamos que a coordenação já está apurando internamento toda a dinâmica do atendimento, desde a recepção até as condutas médicas, além do próprio fluxo de comunicação do atendimento.
De todo modo, permanecemos à disposição através do nosso SAC, pelos telefones (41) 98518-4410 ou (41) 3315-1846, para eventuais novas informações que você precisar.
Conte com o Hospital VITA!
Réplica do consumidor
24/07/2026 às 08:15
Infelizmente, essa é a resposta padrão para todas as reclamações. Passamos por uma situação lamentável e sei que não fomos os únicos, pois no próprio dia do atendimento presenciei pessoalmente diversas outras reclamações de pacientes ao longo de todo o tempo em que estive no local.
Se o hospital não tem mais a capacidade de dar um atendimento adequado e seguro aos pacientes, o mais correto seria nem mesmo realizar esse tipo de atendimento, para que as pessoas não percam tempo precioso e possam se direcionar diretamente a outra instituição capacitada.
Aguardo encarecidamente um retorno que vá além do simples "encaminhado à chefia", pois essa é a resposta pronta dada a todos os pacientes e, infelizmente, não vemos nada de diferente nem nenhuma mudança real acontecer.
Grata,
*****
Réplica da empresa
07/08/2026 às 08:53
Olá, Diandra.
Inicialmente, lamentamos a insatisfação e a insegurança geradas durante a passagem pelo Pronto-Socorro da unidade VITA Curitiba. Mas agradecemos o envio do seu relato, que permitiu a instalação de uma auditoria minuciosa e criteriosa de toda a jornada assistencial e dos registros no prontuário eletrônico do paciente.
É importante prestarmos os seguintes esclarecimentos:
Sobre a conduta clínica e priorização assistencial, o paciente deu entrada após um trauma por compressão de alto impacto, o que levou a equipe médica a focar prioritariamente na investigação de lesões viscerais e intra-abdominais de urgência que representam risco imediato à vida , realizando analgesia, exames laboratoriais e ultrassonografia abdominal para descartar sangramentos ou alterações em órgãos internos.
Quanto ao diagnóstico de fratura costal e exames de imagem, ressaltamos que fraturas isoladas de costela possuem diagnóstico primariamente clínico e, na ausência de complicações torácicas ou viscerais (devidamente descartadas na avaliação), o tratamento padrão consiste exatamente no controle da dor com analgésicos e repouso, sem que a identificação posterior da fratura altere a conduta terapêutica inicialmente prescrita.
Já em relação aos fluxos de exames, contingência e comunicação, a decisão de cancelar o transporte ocorreu porque a unidade de destino entrou em contingência operacional para tomografias, levando a equipe a optar pela ultrassonografia na própria unidade para acelerar o diagnóstico sem deslocamentos desnecessários; contudo, reconhecemos que faltou clareza e proatividade na transmissão dessa mudança de estratégia à família.
Por fim, referente às ações corretivas e ao aprimoramento, o caso foi alinhado com a Direção Médica, Enfermagem e Recepção para reforçar a obrigatoriedade de atualizações frequentes aos acompanhantes durante a espera.
Ressaltamos que a Ouvidoria do VITA Curitiba permanece à inteira disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.
Equipe VITA