Falta de leitos, negligência no atendimento e completa desorganização do hospital

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São Paulo - SP
24/07/2026 às 14:18
ID: 254758383
Falta de leitos, negligência no atendimento e completa desorganização do hospital
Compareci ao pronto-socorro no dia 21 de julho de 2026. Por volta das 17h30, a médica identificou a necessidade de internação devido à minha baixa imunidade e ao nível crítico de desidratação. Enquanto aguardava a disponibilização de um leito, deveria receber medicação e hidratação.
No entanto, fiquei aproximadamente duas horas aguardando para receber a medicação, sem qualquer informação ou acompanhamento. Precisei abordar diversos profissionais, mas ninguém sabia informar onde estava o pedido médico, quem seria responsável pelo atendimento ou quanto tempo ainda demoraria. Tudo isso aconteceu enquanto havia diversas poltronas vazias no local.
Quando finalmente fui encaminhado, recebi apenas um soro com a medicação. Depois disso, permaneci passando mal em uma poltrona até aproximadamente 00h30, sem receber qualquer outro medicamento, hidratação ou acompanhamento adequado.
Foi necessário reclamar diversas vezes pelo menos quatro , discutir com a equipe e ameaçar deixar o hospital e tomar medidas judiciais para que alguém finalmente fizesse alguma coisa. Somente após toda essa pressão fui encaminhado para um box que, aparentemente, já estava vazio.
Permaneci nesse box até o final do dia seguinte. Recebi alta porque o próprio médico reconheceu que não havia leitos disponíveis e que o hospital não possuía infraestrutura adequada para manter os pacientes internados. Por esse motivo, fui direcionado para continuar o tratamento em casa, mesmo ainda me sentindo mal.
É inadmissível que um paciente com indicação médica de internação, desidratação crítica e baixa imunidade seja deixado durante horas em uma poltrona, sem hidratação, sem medicação, sem acompanhamento e sem qualquer informação.
O atendimento demonstrou desorganização, despreparo, falta de comunicação e total descaso com a saúde e a segurança do paciente. Caso eu precise procurar atendimento hospitalar novamente, certamente não retornarei a esta unidade.
Espero que o hospital apure formalmente o ocorrido, identifique os responsáveis pelas falhas no atendimento e apresente uma resposta concreta sobre quais medidas serão tomadas para impedir que outros pacientes sejam submetidos à mesma situação.