Falta de Empatia e Humanidade no Atendimento Hospitalar - Experiência Decepcionante

Não respondida
Jandira - SP
14/05/2026 às 01:54
ID: 248601701
Prezados,
Estive internada nesta instituição desde sábado, dia 09/05, na UTI Adulto.
No domingo à noite, por volta das 17h, conversei com a enfermeira do setor para solicitar uma exceção no horário de visita da segunda-feira, às 15h, pois já conheço a regra da instituição sobre a proibição de visitas para menores de 13 anos. Solicitei autorização para que minhas filhas, de 9 e 4 anos, pudessem entrar, nem que fosse por apenas 10 minutos, para me abraçarem e se acalmarem. A enfermeira me respondeu que seria possível, desde que a recepção liberasse.
Em seguida, enviei mensagem para a líder R., que concordou com a solicitação e informou que estaria no setor na segunda-feira para realizar a liberação.
Quando minha família chegou ao hospital, foi barrada na recepção pela enfermeira Ca., que informou não ter recebido qualquer comunicado sobre essa exceção. A partir desse momento iniciou-se um grande desentendimento. Fiquei extremamente nervosa como não ficaria? Estava internada com quadro de taquicardia, alterações na tireoide e hipertensão, inclusive utilizando um Holter instalado desde a noite anterior.
Minhas filhas ficaram desesperadas, entraram em crise de choro, e eu também. Minha pressão arterial voltou a subir para 16/8, e meus batimentos cardíacos chegaram a 124 bpm.
Pedi ajuda à Reg., pois já havia conversado anteriormente com ela e explicado toda a situação. No entanto, fui informada de que ela não poderia fazer nada, pois a liberação dependia exclusivamente da enfermagem.
Posteriormente, a enfermeira foi até meu leito e informou que aquilo era lei e que o gestor do setor não havia autorizado a entrada das crianças. Entrei novamente em crise de choro, meu Holter foi retirado, minha pressão aumentou ainda mais, e precisei solicitar a presença do médico.
O médico, prontamente, compreendeu minha situação e minha indignação diante do que estava acontecendo, autorizando que eu pudesse ver e abraçar minhas filhas, mesmo que por poucos minutos.
O ponto principal da minha reclamação é o seguinte: se houve erro ao me passarem a informação sobre a autorização da visita, tudo bem. Erros acontecem, afinal somos humanos. O que não consigo aceitar foi a completa falta de empatia e acolhimento comigo e com minha família.
Havia duas crianças pequenas, nervosas e chorando por não verem a mãe há quase três dias. Ainda assim, em nenhum momento nos sentimos acolhidos.
O que mais me entristece é saber que toda a equipe tinha conhecimento do meu estado de saúde, da minha hipertensão e do meu histórico, e mesmo assim a situação foi conduzida de forma tão fria e inflexível. Faltou sensibilidade para contornar o problema de maneira mais humana.
Eu trabalho em hospital e sei da importância do acolhimento ao paciente e à família. Grandes instituições investem justamente nisso, porque o cuidado humanizado faz toda diferença. Sempre procurei tratar meus pacientes com empatia e compreensão, inclusive reconhecendo e aprendendo com erros que já cometi ao longo da minha trajetória profissional.
Escolhi esta instituição acreditando que receberia esse mesmo cuidado. Infelizmente, não foi isso que aconteceu.
Passada toda a situação anterior, recebi alta da UTI e fui encaminhada para a enfermaria do 5 andar no dia 12/05 (terça-feira).
Por volta das 23h, recebi uma ligação do meu marido informando que minha filha de 9 anos estava chorando muito e reclamando de fortes dores no peito. Diante da situação, pedi para que ele a levasse ao pronto-socorro, para que eu pudesse acompanhar melhor o atendimento e ajudá-la a se acalmar.
Ao conversar com a enfermeira M., responsável pelo setor naquele momento, fui tratada de maneira extremamente arrogante e grosseira. A mesma informou que não me liberaria em hipótese alguma. Pedi, então, que ao menos alguém da equipe pudesse me acompanhar até o pronto-socorro para que eu visse minha filha e pudesse tranquilizá-la, porém meu pedido também foi negado, mesmo havendo profissionais disponíveis no setor.
A enfermeira afirmou que eu teria apenas duas opções: assinar alta a pedido ou permanecer internada sem ver minha filha. Estamos falando de uma criança de 7 anos, em sofrimento, acompanhada apenas do pai e da irmã de 4 anos.
Diante do desespero da situação, troquei de roupa e desci até o pronto-socorro. Conversei com a médica responsável, expliquei todo o ocorrido e também falei com a enfermeira do plantão noturno, D., relatando o que estava acontecendo. Eu estava extremamente abalada e chorando, principalmente porque, pouco antes, a enfermeira Mi. havia ido até o consultório onde minha filha estava sendo atendida para me confrontar de forma agressiva e arrogante.
Na frente de outras pessoas que aguardavam atendimento, ela insinuou diversas vezes que eu havia sido irresponsável ao sair do quarto e afirmou que eu queria acabar com o emprego dela. Mesmo após a médica explicar que aquela era uma situação excepcional, envolvendo uma criança doente, em crise de ansiedade, chorando e extremamente nervosa pela ausência da mãe internada, a enfermeira continuou discutindo comigo em voz alta, de maneira desrespeitosa e constrangedora.
Me senti humilhada, desamparada e profundamente abalada emocionalmente. Nunca fui tratada com tanta falta de empatia e humanidade como fui desde a minha chegada nesta instituição.
Fiz uma versão mais firme, clara e profissional, sem perder o sentimento do que você quis transmitir:
Sou funcionária da área saúde e, recentemente, eu e minha família passamos a utilizar o plano da instituição após a troca do convênio. Infelizmente, a experiência que tivemos foi extremamente decepcionante, principalmente pela forma como eu e minha filha fomos tratadas.
Nunca imaginei passar por uma situação tão constrangedora e desumana dentro de uma instituição com o nome, estrutura e reputação do YES. Situações assim são coisas que muitas vezes esperamos encontrar em hospitais públicos, UPAs ou em atendimentos sem estrutura adequada mas jamais pensei vivenciar algo desse tipo em um hospital que está em busca de crescimento e referência.
Saio dessa experiência profundamente abalada, decepcionada e com a sensação de total falta de empatia em um momento de extrema fragilidade emocional para mim e para minha filha.