Paciente com deficiência aguardando transferência por falhas do Hospital Yes

Respondida
Itapevi - SP
07/07/2026 às 20:39
ID: 253348903
Venho registrar minha profunda indignação com o atendimento prestado pelo Hospital Yes de Itapevi ao meu pai, Milton, internado pelo convênio Amil.
Hoje completa uma semana de internação. Meu pai é pessoa com deficiência física decorrente de graves problemas na coluna. Já passou por cirurgia, possui limitações para caminhar, é aposentado por invalidez e tem direito ao atendimento prioritário. Infelizmente, em nenhum momento sentimos que essa prioridade foi respeitada.
Desde o início da internação ocorreram diversas falhas. Logo na chegada ao hospital, ele foi encaminhado para o médico errado, atrasando o atendimento até que o erro fosse corrigido. Em uma internação anterior, uma enfermeira chegou ao quarto levando medicamentos destinados a outro paciente. Felizmente, meu pai conferiu os remédios antes de tomá-los e percebeu o erro. Desde então, por medo de que isso volte a acontecer, ele passou a conferir toda medicação antes de aceitá-la.
O episódio mais grave aconteceu hoje. Ontem, o médico informou ao meu pai que hoje seria realizado um exame essencial para definir se ele precisaria ou não de uma nova cirurgia na coluna. Esse exame seria feito em outro hospital, mediante transferência. O médico informou que deixaria tudo encaminhado para que a transferência ocorresse sem atrasos.
Meu pai passou o dia inteiro aguardando. Ao meio-dia já estava desanimado por não ter nenhuma informação. Às 15h00 tentou entrar em contato comigo porque havia sido informado por uma enfermeira de que a ambulância seria enviada e que ele precisaria indicar um acompanhante. Como eu não consegui atender naquele momento, ele ligou novamente às 15h30.
Fui liberada mais cedo do trabalho, saí às 15h40, gastei dinheiro com Uber para chegar o mais rápido possível ao hospital e cheguei aproximadamente às 16h30. Quando cheguei, fui surpreendida com a informação de que a ambulância nem sequer estava vindo porque ainda aguardavam uma vaga no hospital de destino. Ou seja, fui chamada às pressas por uma falha de comunicação entre setores do próprio hospital.
Na recepção fui atendida pela funcionária Vanessa, que informou tratar-se de um mal-entendido. Questionei por que haviam me chamado antes mesmo de existir uma vaga e por que ninguém havia confirmado a situação antes de me fazer sair do trabalho.
Questionei também por que não existia nenhum contato de familiar cadastrado. A resposta foi ainda mais preocupante: segundo ela, meu pai teria informado que era sozinho quando deu entrada no hospital. Essa justificativa não faz sentido. Meu pai deu entrada acompanhado. Recebe visitas diariamente, nos dois horários. Eu mesma compareço praticamente todos os dias e sempre me identifico como filha dele. Em nenhum momento alguém solicitou um telefone de contato da família. Ou seja, houve uma falha evidente no cadastro do paciente.
Inicialmente ainda fui impedida de subir para vê-lo porque não era horário de visita, mesmo estando ali por solicitação do próprio hospital para acompanhá-lo na transferência. Somente após solicitar falar com um responsável consegui entrar.
Foi então que conversei com a enfermeira Conceição. Faço questão de registrar que ela foi extremamente humana, educada e profissional. Pediu desculpas pelo ocorrido, verificou imediatamente a situação, entrou em contato com a recepção e tentou acelerar tudo o que estava ao seu alcance. Ela explicou que a transferência dependia da autorização da Amil, mas sugeriu que eu também ligasse ao convênio para tentar agilizar enquanto eles fariam a parte deles. Foi exatamente isso que fiz.
Após mais de 30 minutos aguardando atendimento telefônico, consegui falar com a atendente Tatiane, da Amil. Foi nesse momento que descobri uma informação extremamente preocupante. A Amil informou que o Hospital Yes havia solicitado a transferência apenas às 15h daquele dia. Mais grave ainda: a Amil já havia enviado ao hospital um e-mail solicitando o preenchimento das informações necessárias para autorização da transferência e estava aguardando a resposta do hospital.
Enquanto isso, a enfermeira Conceição retornou ao quarto informando que finalmente havia conseguido o documento do médico e que estavam preenchendo as informações do meu pai para responder ao convênio. Meu pai, inclusive, informou que o médico havia dito no dia anterior que deixaria toda a documentação preparada justamente para evitar atrasos. Mesmo assim, isso não aconteceu.
Depois de aguardar mais algum tempo, liguei novamente para a Amil. Após outra longa espera, fui atendida pela colaboradora Camila, que também foi extremamente atenciosa. Foi ela quem confirmou que o Hospital Yes havia respondido ao e-mail da Amil apenas cerca de dez minutos antes da minha ligação. Ou seja, por volta das 18h40. Isso significa que, mesmo eu chegando ao hospital às 16h30, explicando toda a situação, pedindo prioridade para um paciente com deficiência e demonstrando toda a urgência do caso, o hospital somente enviou a documentação ao convênio horas depois.
Enquanto isso, meu pai continuava aguardando. Resultado: ele não foi transferido hoje. Permaneceu internado aguardando mais um dia, sem realizar o exame que definirá se precisará ou não de cirurgia.
É revoltante perceber que a família precisou cobrar, ligar para o convênio, descobrir onde estava o atraso e pressionar para que providências fossem tomadas. Não deveria ser responsabilidade do familiar fazer o acompanhamento administrativo da transferência de um paciente internado.
Minha reclamação é contra a falta de organização, comunicação, agilidade e comprometimento do Hospital Yes. Estamos falando de um paciente prioritário, com deficiência física, internado há uma semana, aguardando um exame decisivo para definição de um possível procedimento cirúrgico. Solicito providências imediatas. Espero que esta reclamação seja tratada com a urgência que o caso exige e que meu pai seja transferido o quanto antes para realização do exame, sem novos atrasos e sem que a família precise continuar fazendo o trabalho que deveria ser do próprio hospital.
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Resposta da empresa
08/07/2026 às 10:59
Prezados,
Agradecemos o registro e lamentamos genuinamente os transtornos enfrentados pelo Sr. Milton e pela sua família durante esse período tão delicado.
Já entramos em contato por telefone com a responsável pela queixa e agendamos uma conversa presencial ainda hoje, no horário de visita, para que possamos ouvir com atenção cada ponto levantado, prestar os esclarecimentos necessários e tratar tudo isso da forma que a situação exige.
Questões dessa natureza merecem mais do que uma resposta escrita. Merecem atitudes e acolhimento, atos que o Hospital Yes trata como inegociaveis sempre.
Atenciosamente