Erro de pesagem e restrição de acesso ao pai no pronto-socorro infantil

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Londrina - PR

08/08/2026 às 20:55

ID: 255971505

Solicitação de esclarecimentos e providências Atendimento no Pronto-Socorro Infantil

Hoje estive com meu filho no Pronto-Socorro Infantil do HOSPITALAR e vivenciei uma situação extremamente desagradável e preocupante.

Meu marido foi impedido de entrar no estabelecimento, mesmo após relatarmos que, no município de Londrina, foi aprovada uma lei, de iniciativa da vereadora Cloara Pinheiro, que prevê a permanência do pai e da mãe nas dependências do estabelecimento em determinadas situações. A atendente, além de demonstrar desconhecimento sobre a legislação, discutiu conosco e afirmou categoricamente que essa lei não existia, alegando que a permanência dos dois responsáveis seria permitida apenas em casos de crianças com algum transtorno.

Além de toda essa situação, ao chegar ao consultório médico, fomos surpreendidos por outro erro extremamente grave. A médica perguntou o peso do meu filho e afirmou que ele estava com 11 kg. Informei imediatamente que o peso correto dele era 8,5 kg. Ou seja, o peso registrado pela equipe de enfermagem estava incorreto.

A médica iria prescrever a medicação considerando o peso errado de 11 kg. Felizmente, percebi o erro e pude corrigi-lo antes que a medicação fosse administrada. Mas fica a pergunta: e se eu não tivesse percebido? E se esse erro tivesse causado algum dano ao meu filho? Quem se responsabilizaria? O que o hospital faria diante de um possível dano causado por um erro tão básico e grave?

Estamos falando de uma criança e de uma informação fundamental para a segurança na prescrição de medicamentos. Um erro de mais de 2 kg no peso de uma criança pode interferir diretamente na dosagem de determinados medicamentos e, portanto, não pode ser tratado como algo sem importância.

Também considero inadmissível a postura da equipe durante o atendimento. Chegamos ao ponto de ouvir da secretária que meu marido estaria dando mau exemplo para nosso filho, quando, na realidade, ele apenas queria entrar para me auxiliar.

Sou mãe de uma criança pequena e, durante um atendimento, posso precisar amamentar, ir ao banheiro ou simplesmente de ajuda para cuidar do meu filho. Com quem eu deveria deixá-lo? Com um estranho? Meu marido estava ali justamente para me dar suporte e auxiliar nos cuidados com nosso filho.

Diante de todos esses acontecimentos, considero que houve despreparo, falta de informação e falhas graves no atendimento.

Já realizei uma reclamação junto à Ouvidoria e solicito esclarecimentos urgentes sobre:

1. Qual é a orientação oficial do hospital em relação à permanência do pai e da mãe durante o atendimento de crianças?
2. Por que a funcionária afirmou que a legislação não existia sem sequer buscar informações corretas?
3. Como ocorreu o registro do peso de 11 kg, sendo que o peso correto do meu filho é 8,5 kg?
4. Quais são os protocolos adotados pelo hospital para conferência do peso antes da prescrição e administração de medicamentos?
5. Quais providências serão tomadas para evitar que erros como esse voltem a acontecer?
6. Quais medidas serão adotadas em relação à postura e às informações transmitidas pela equipe aos pacientes e familiares?

Espero que o hospital trate o ocorrido com a seriedade que ele merece. Não se trata apenas de uma insatisfação com o atendimento, mas de uma situação que poderia ter colocado a segurança e a saúde do meu filho em risco.

Aguardo um posicionamento formal e urgente da instituição sobre todos os fatos relatados.

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